A Volkswagen tem no Arteon um rival de propostas como o Audi A5 Sportback, o BMW Série 5 ou o Mercedes Classe E. Mas, sem apontar aos premium, concorre igualmente com modelos como o Kia Stinger e o Skoda Superb. Todos eles, à excepção do Audi e do Kia, disponibilizam uma variante mais familiar, lacuna que o fabricante de Wolfsburg tratou agora de colmatar com a introdução de uma nova carroçaria na gama Arteon: a há muito falada Shooting Brake.

A carrinha é, sem dúvida, a maior novidade desta renovação a meio do ciclo de vida do Arteon (lançado em 2017), mas as actualizações vão para além disso, tocando a estética, com pequenos retoques; a tecnologia, com actualizações de diferentes sistemas de assistência à condução e conectividade; e também a gama de motores.

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Visualmente, o refresh da imagem evidencia-se na grelha, que pode ser iluminada, pára-choques, faróis e luzes LED com uma nova assinatura. No interior, o cockpit foi redesenhado, o volante passa a ter uma superfície capacitiva e há novas opções em matéria de revestimentos, da mesma forma que passa a estar disponível um sistema de som da Harman Kardon. Tão ou mais interessante serão as alterações que não se vêem, desde a ligação com Apple CarPlay e Android Auto, agora sem fios, o mesmo sucedendo com a app Connect e o carregamento de smartphones. Há ainda uma série de funções do sistema de infoentretenimento que podem ser executadas por comando de voz.

Berlina e Shooting Brake possuem o mesmo comprimento (4,87 metros), diferindo apenas na altura, 19 mm superior na carroçaria mais versátil. Em termos de volumetria da bagageira, a carrinha acrescenta apenas 2 litros à capacidade da mala do Arteon, que é de 563 litros – menos 23 que um Passat. Com o rebatimento dos bancos, a vantagem da Shooting Brake é mais evidente, contrapondo 1632 litros aos 1557 do fastback.

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Quanto à gama de motores, a versão mais acessível monta o 1.5 TSI a gasolina, com 150 cv, estando também disponível o 2.0 TSI com 280 cv e, por fim, o Arteon R, equipado com 0 mesmo 2,0 litros a gasolina, mas 320 cv de potência e 420 Nm de binário máximo, que chegará ao nosso país mais tarde. Esta versão mais desportiva, com tracção integral 4Motion, distingue-se pelas jantes de 20 polegadas e pinças de travão azuis, bem como as saídas de escape em formato de trapézio.

Disponível vai estar ainda um híbrido plug-in (PHEV), denominado eHybrid, termo com que o fabricante vai começar a substituir, em todos os modelos da marca, o até aqui popular GTE. A potência é de 218 cv, extraídos da combinação de um motor 1.4 turbo a gasolina com 156 cv e um eléctrico com 115 cv, alimentado por uma bateria de iões de lítio de 13 kWh (9,6 kWh úteis). Trata-se exactamente do mesmo conjunto motopropulsor do Passat GTE e, embora a marca não tenha anunciado a autonomia eléctrica, é de esperar que cumpra 55 km. Para quem prefira motores a gasóleo, a VW concebeu o Arteon 2.0 TDI, com versões de 150 e 200 cv, não existindo ainda data prevista para a estreia do Arteon dotado com motor VR6, com seis cilindros e potência superior.

Nas versões de entrada (gasolina de 190 cv e diesel de 150) e no eHybrid a tracção é sempre dianteira, sendo integral nas restantes. Em termos de transmissões, a caixa de automática de sete velocidades é “padrão”, excepto no gasolina menos potente e no híbrido plug-in, acoplados a uma caixa de velocidades de seis relações, respectivamente manual e automática.

Ambas as versões do renovado Arteon vão chegar ao nosso país em Novembro, com as motorizações 1.5 TSI de 150 cv e 2.0 TDI com 150 e 200 cv. Um mês depois, em Dezembro, passará a estar disponível a versão PHEV, tanto na berlina como na Shooting Brake, com os responsáveis pela marca a esperar grande adesão das empresas à nova carrinha com esta motorização híbrida plug-in, pelas vantagens que assegura. Os preços deverão apenas conhecidos depois do Verão.