As obras de construção do primeiro troço da rede do Metropolitano de Lisboa iniciaram-se há 65 anos, um projeto que deixou os lisboetas curiosos e levou à criação de janelas nos tapumes para que pudessem acompanhar a evolução dos trabalhos.

Em comunicado, a empresa recorda que o metro começou a ser construído em agosto de 1955, tendo o primeiro troço da rede sido inaugurado a 29 de dezembro de 1959.

“No dia seguinte, o Metropolitano de Lisboa abriu a sua rede ao público pela primeira vez. Com 6,5 quilómetros de extensão, o Metro era composto por 11 estações, formando uma linha em ‘Y’ com os dois ramos Entrecampos/Rotunda e Sete Rios/Rotunda e um troço comum Rotunda/Restauradores”, lê-se na nota.

O Metro começou por funcionar com comboios de duas carruagens, ambas motoras, e “nos dois primeiros dias de exploração transportou cerca de 216.000 clientes”.

As obras previam a construção de uma rede de metropolitano fundada no subsolo, “fundamentalmente construída por linhas de acesso ao centro nevrálgico da cidade e ligações aos arredores, sendo as conexões complementares asseguradas pelos meios de transporte público de superfície”.

Face ao grande interesse da população pelos trabalhos, o Metro lançou o “Manual do Mirone”, um folheto que descrevia as caraterísticas do futuro sistema e dava conta dos métodos construtivos inovadores utilizados.

“À época formaram-se enormes filas de cidadãos a espreitar por cima dos tapumes para acompanharem a evolução das obras que estavam a ser realizadas, tendo a empresa disponibilizado, para o efeito, janelas nos tapumes para satisfazer a curiosidade dos lisboetas”, é ainda relatado no comunicado.

Atualmente, o Metro de Lisboa é constituído por quatro linhas e 56 estações, chegando também aos concelhos de Loures, Odivelas e Amadora.

Em concretização está o plano de prolongamento das linhas Amarela e Verde, através da criação da contestada linha circular, cuja conclusão está prevista para 2024.

“Os trabalhos de sondagens na zona da Estrela, respeitantes ao Lote 1 – Execução dos toscos entre o término da Estação Rato e a Estação Santos, iniciaram-se no passado dia 8 de julho, encontrando-se em curso. Encontram-se, igualmente, em curso os concursos para o Lote 2 – Execução dos toscos entre a Estação Santos e o término da Estação Cais do Sodré e para o Lote 3 — viadutos e ampliação da estação Campo Grande”, recorda a empresa.

O investimento total previsto para esta fase de expansão do Metro é de 210,2 milhões de euros, cofinanciado em 127,2 milhões pelo Fundo Ambiental e em 83 milhões pelo Fundo de Coesão.

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