Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

1. Quintas de Melgaço Rosé 2018

Castas brancas e tintas da sub-região de Monção e Melgaço estão na origem deste vinho, que veio ao mundo com o contributo do Alvarinho e do Sousão. Cor ligeira e frescura são características do rótulo concebido pela sociedade Quintas de Melgaço, atualmente constituída por cerca de 500 membros acionistas, um projeto que viu a luz do dia quando na década de 1990 Amadeu Abílio Lopes, regressado do Brasil, uniu pequenos produtores da região para que estes pudessem produzir os seus próprios vinhos.

2. Pinot Noir Vicentino Naked 2019

Os vinhos Vicentino começam a não precisar de apresentação — ainda que haja sempre forma de refrescar a memória num ápice. Talvez a exceção seja este Pinot Noir, sem qualquer recurso a barricas, novidade da produtora que tem vinhas no Brejão, junto à Zambujeira do Mar. A proximidade ao Atlântico serve quase de BI para os vinhos que aí nascem, incluindo esta versão crua da casta de origem francesa. O projeto é atualmente liderado por Filipe Caetano (que trabalhou no Esporão e na Taylors), com a enologia a ser responsabilidade de Bernardo Cabral. No comunicado de imprensa fica o conselho: o vinho deve ir 30 minutos para o frigorífico antes de ser bebido e serve de acompanhamento feliz aos grelhados.

3. Hasso Tinto 2018

O fiel parceiro da família Kranemann — projeto iniciado em 2018 com a aquisição da Quinta do Convento de São Pedro das Águias, no Douro — serviu de inspiração para a nova marca de vinhos: não só deu o nome, como a imagem que marca presença nos rótulos, a qual arrecadou um “Trophy” no “The Wine Design Challenge 2020″, competição da publicação “Drinks International”. O tinto e o branco da colheita de 2018 são novidades no mercado e são apresentados como sendo “jovens e versáteis”. O tinto, em particular, é feito a partir das castas Tinta Roriz, Tinta Barroca, Touriga Nacional e Touriga Franca, provenientes de um terroir de altitude no Vale do Távora. Diogo Lopes, o enólogo, fala num processo com menos extração, o que contribui para um vinho mais redondo e fácil de beber. “Mostra o lado muito fresco e elegante do Douro, numa prova fácil e direta.”

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

4. Quinta de Chocapalha Arinto 2019

Com junho chegou a nova colheita daquele que já pode ser considerado o branco clássico da produtora da família Tavares da Silva, Quinta de Chocapalha — a enóloga da casa é Sandra Tavares da Silva, que tem ainda um projeto de vinhos no Douro, Wine & Soul, juntamente com o marido. O vinho em questão é um monovarietal Arinto, cujas uvas são provenientes das vinhas mais velhas da propriedade, situada em Alenquer, e ainda de parcelas específicas. O projeto beneficia também da proximidade do mar, com o Arinto da colheita de 2019 a mostrar-se fresco, com algumas notas salinas, e gastronómico.

5. Torre de Palma Rosé 2019

O Torre de Palma não é apenas um “wine hotel” de cinco estrelas criado em 2014. A herdade que se estende por 15 hectares é também produtora de vinhos e o Rosé 2019 é a sua mais recente colheita, certamente lançada a pensar no verão — a cor sedutora, que facilmente dá vontade de sacar a rolha, resulta da prensagem suave e rápida das uvas Touriga Nacional, Aragonez e Tinta Miúda. O vinho traz frescura e acidez à boca e é responsabilidade do enólogo Duarte de Deus. Existem apenas 1.600 garrafas deste rosé que, à semelhança do resto do portefólio vínico, foi criado com métodos artesanais — ganhou uma medalha de prata no International Rosé Championship 2020.

6. Cazas Novas Avesso Pure 2019

Quatro empreendedores ligados ao sector do vinho — Carlos Coutinho (gestão agrícola e financeira), Diogo Lopes (enologia e viticultura), Vasco Magalhães (gestão comercial e marketing) e André Miranda (produção e gestão) — uniram esforços para estudar, cultivar e engarrafar a casta Avesso, da região dos Vinhos Verdes. Recentemente, o projeto deu origem a dois vinhos: Cazas Novas Avesso Colheita e este Cazas Novas Avesso Pure, ambos com origem naquela que o quarteto de homens diz ser a maior área de encepamento da variedade: falamos de 24 hectares em Baião, na fronteira entre os Vinhos Verdes e o Douro. Ao todo foram produzidas 26 mil garrafas de ambos os vinhos, colheita de 2019.

7. Aveleda Loureiro e Alvarinho 2019

Na altura em que celebra 150 anos de existência, a Aveleda faz chegar ao mercado, pelo verão, vinhos de duas novas sub-gamas (Solo e Parcelas) e altera a designação do Quinta da Aveleda para Aveleda e Loureiro. A colheita de 2019 junta duas castas icónicas da região dos Vinhos Verdes na mesma garrafa.

8. Soalheiro Granit 2019

A Soalheiro acredita na elasticidade do Alvarinho, pelo que apresenta o Soalheiro Granit como o lado mais mineral da casta rainha da região dos Vinhos Verdes. As uvas que compõem o seu ADN resultam de uma seleção específica de vinhas plantadas acima dos 300 metros de altitude — o solo é de origem granítica e o terroir é Monção e Melgaço. O vinho conta com batonage e estágio em borras finas, com a fermentação a acontecer em cubas de inox “a temperatura mais elevada do que a usual em vinhos brancos”. Para acompanhar pratos de marisco ou peixe.

9. Falua Reserva Tinto Unoaked 2015

O Touriga Nacional do Tejo, colheita de 2015, já vem embrulhado na nova imagem dos vinhos Falua, que se estendeu, ao todo, a cinco referências distribuídas por duas gamas: Duas Castas e Reserva Unoaked, no qual se inclui este tinto elegante e intenso. Nos rótulos está representada a embarcação que dá nome ao grupo, sendo que a marca que tem 25 anos de história no mercado português é, desde 2017, detida pelo grupo francês Roullier.

10. Dorina Lindemann Touriga Nacional 2017

O tinto monocasta é uma das referências da Quinta da Plansel, localizada em Montemor-o-Novo, que conta com 70 hectares de vinha — a gama leva emprestada o nome da produtora e enóloga alemã que os concebe, Dorina Lindemann. Tudo começou quando o barco do pai de Dorina encalhou no porto de Cascais, facto que o levou a passar mais tempo em Portugal — mais tarde compraria terrenos em Montemor-o-Novo para aí desenvolver um trabalho de seleção, catalogação e melhoramento técnico das castas portuguesas. Desde 1997 é Dorina quem está à frente do projeto cujas mais recentes colheitas contam com a mestria do atelier Rita Rivotti impressa nos respetivos rótulos.

11. João Portugal Ramos Alvarinho 2019

Apesar do nome João Portugal Ramos remeter-nos imediatamente para o Alentejo, o Alvarinho da colheita de 2019 é proveniente da região de Monção e Melgaço, feito integralmente a partir da casta que é uma celebridade por lá. Este vinho, juntamente com o João Portugal Ramos Vinho Verde Loureiro 2019, foi lançado em junho para acompanhar os dias de verão (bem como pratos de marisco, peixe grelhado, carnes brancas e saladas).

12. Pouca Terra 2019

Gouveio, Viosinho e Moscatel são as uvas que fazem parte deste blend guloso, que nasceu na sub-região de Cima Corgo, na Região Demarcada do Douro. O vinho estagiou quatro meses em inox e é obra da dupla Celso Pereira e Jorge Alves, os protagonistas da marca Quanta Terra — foram considerados os “Enólogos do Ano 2018” pela revista Grandes Escolhas, além de também terem sido distinguidos como “Produtor do Ano 2018” pela Revista de Vinhos.

13. Paço de Teixeiró Avesso 2018

As vinhas em questão têm em média 35 anos e estão plantadas em solo de xisto. O monocasta Avesso, da sub-região de Baião, foi engarrafado em abril de 2020 e chegou recentemente ao mercado na companhia do Paço de Teixeiró 2019 (Avesso e Loureiro). Existem apenas 1.600 garrafas do vinho em destaque, cujo lançamento é sempre atrasado um ano para que, segundo quem o produz, “possa exprimir todo o seu potencial ainda em garrafa”. A Quinta do Paço de Teixeiró, na freguesia de Teixeira, é conduzida pela família Montez Champalimaud.

14. Monólogo Sauvignon Blanc 2019

A A&D Wines, produtor de Vinhos Verdes em Baião, também já começa a dispensar apresentações — é difícil ficar-se indiferente aos rótulos carismáticos. Se no ano passado a colheita de 2018 dos Monólogo Chardonnay e Sauvignon Blanc eram os primeiros vinhos certificados com produção biológica, em 2020 toda a gama passa a ter o selo, o que se traduz em 40 de 45 hectares de vinhas certificadas.

15. Ameal Solo Único Loureiro 2019

As colheitas de 2019 da Quinta do Ameal, situada no Vale do Rio Lima, chegaram ao mercado com uma nova imagem — são, na verdade, os primeiros lançamentos desde a aquisição, no final do ano passado, da propriedade pelo Esporão. Falamos do Ameal Loureiro 2019 e do Ameal Solo Único 2019, com ênfase neste último — oriundo de uma única parcela e que, diz quem o faz, promete evolução em garrafa (guardá-lo mais uns tempos fica à discrição do consumidor; a acidez é uma característica marcante). “Acreditamos que a casta Loureiro tem um grande potencial de experimentação e desenvolvimento”, diz José Luís Moreira da Silva, a cargo da enologia.