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Serão os testes em casa uma forma de controlar a pandemia? Universidade de Oxford estuda testes para assintomáticos

A Universidade de Oxford quer verificar qual a adesão aos testes e a quantidade de pessoas assintomáticas detetadas. Importante é que os positivos fiquem em isolamento e os negativos não relaxem.

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Uma das dificuldades poderá ser usar a zaragatoa no próprio nariz ou garganta

JAIPAL SINGH/EPA

Uma das dificuldades poderá ser usar a zaragatoa no próprio nariz ou garganta

JAIPAL SINGH/EPA

A Universidade de Oxford quer verificar se os testes de deteção do SARS-CoV-2 que podem ser feitos sem recursos a equipamentos ou laboratórios, e que até podem ser feitos em casa, podem ser úteis na identificação das pessoas infetadas, mas assintomáticas, pode ler-se num comunicado da universidade.

O objetivo é que a identificação destas pessoas que mesmo sem sintomas podem estar a disseminar o vírus na comunidade possa ajudar a controlar a propagação do vírus. O Reino Unido registou, esta quinta-feira, mais de 23 mil novos casos e nos últimos 14 dias teve mais de 430 casos por 100 mil habitantes. O número de novos casos começou a aumentar desde o início de setembro — quando havia menos de 3.000 casos diários — e a situação ainda não parece estar controlada.

No estudo piloto, os investigadores querem perceber qual a melhor forma de usar este tipo de testes — rápidos e que podem ser feitos pelo próprio (como os testes da gravidez) — e como pode ser implementada uma campanha massiva de testes à escala real. A equipa vai analisar quantas pessoas, entre as que forem convidadas, aceitam realmente fazer o teste voluntariamente, quantas é que fazem os testes regularmente e, claro, quantos casos positivos de SARS-CoV-2 são detetados.

Marc Veldhoen, imunologista no Instituto de Medicina Molecular (Lisboa), vê a opção com bons olhos. “Com a quantidade de infeções presentes em muitos países, como no Reino Unido, o sistema de rastreamento não consegue acompanhar. Uma alternativa é deixar que as pessoas façam o próprio rastreio.” Mas, claro, espera-se que as pessoas com um teste positivo depois também tenham o cuidado de proteger os outros ficando em isolamento.

Todas as pessoas que tenham um teste positivo deverão realizar um teste de PCR, que é a forma de diagnóstico padrão para o vírus, sem falar que é muito mais sensível e fiável — mas também muito mais cara e morosa.

Há, no entanto, algumas limitações que devem ser tidas em conta, como confirma Marc Veldhoen:

  • Os testes (qualquer um) são uma fotografia do momento. A pessoa pode ser infetada no minuto seguinte ou ter sido infetada há tão pouco tempo que o vírus não teve tempo para se multiplicar.
  • Fazer uma zaragatoa no nariz, ou até na garganta, pelo próprio é difícil. Se a amostragem não for bem feita, o teste pode dar negativo (falso negativo) só porque a pessoa não conseguiu recolher quantidade suficiente para a análise.
  • É preciso avaliar a sensibilidade do teste. Se o teste não for capaz de detetar quantidades mais pequenas de vírus, pode dar um resultado negativo quando na verdade a pessoa está infetada (falso negativo) e pode, eventualmente, ter uma quantidade de vírus suficiente para ser transmitido as outras pessoas.

Assim, se os testes negativos são úteis para identificar precocemente pessoas infetadas que ainda não desenvolveram sintomas ou que nem vão chegar a desenvolver, os testes negativos não devem servir para as pessoas ficarem relaxadas e deixarem de cumprir as medidas preventivas, concorda o imunologista.

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