Macau vai acolher na última semana de novembro um torneio internacional de ténis de mesa, numa altura em que o território não tem qualquer caso da Covid-19 e está a apostar em vários eventos para atrair turistas chineses.

Criada este ano, a World Table Tennis, com a autorização da Federação Internacional de Ténis de Mesa (ITTF), vai trazer a Macau entre os dias 25 e 29 de novembro vários jogadores que ocupam as primeiras 16 posições do ranking mundial, explicou a organização em conferência de imprensa.

A esmagadora maioria dos jogadores é da China continental, havendo ainda competidores provenientes de Taiwan, Coreia do Sul, Singapura, Roménia e Egito.

À margem da conferência e imprensa, o presidente do Instituto do Desporto de Macau, Pun Weng Kun, explicou que estes jogadores se encontram a competir em provas na China continental e, por essa razão, apenas têm de fazer o teste de ácido nucleico para entrar em Macau, que continua com fortes restrições fronteiriças devido à pandemia.

Ainda durante a conferência de imprensa, Pun Weng Kun deu a entender que a realização deste evento só foi possível “após várias conversas e discussões, e após o estágio da seleção nacional de ténis de mesa em Macau, de março a junho”.

Os organizadores do “Torneio Internacional de Ténis de Mesa WTT Macau 2020” decidiram adotar “um método de pontuação inovador” que “irá tornar o ritmo de jogo muito mais rápido e emocionante”, frisaram.

Em algumas partidas vai ser utilizado o “The Lucky 8”, lê-se no comunicado. Um método de jogo em que se disputam 5 sets, sendo o vencedor aquele que ganha 3 sets. Cada partida tem oito pontos de pontuação máxima.

Macau tem apostado na realização de eventos para alavancar o turismo, em quebra devido à Covid-19. No fim de semana antes da realização desta competição de ténis de mesa decorre no território o 67.º Grande Prémio de Macau.

Em paralelo, vão ser organizadas durante os últimos dois meses do ano várias atividades e vários outros eventos espalhados pela cidade de forma a cativar os visitantes chineses, de quem a economia de Macau muito depende.

Em setembro, chegaram ao território 449.085 visitantes, mais 97,7% que em relação a agosto. Apesar disso, se compararmos com setembro de 2019 o número de visitantes desceu 83,8%.

Macau, que registou 46 infetados, mas não tem nenhum caso ativo nem detetou qualquer surto local, foi dos primeiros territórios a sofrer o impacto da crise económica motivada pela pandemia da Covid-19.

As restrições fronteiriças e as medidas preventivas quase paralisaram a economia, cujo motor é o jogo, com os casinos a registarem prejuízos sem precedentes.

Após a reabertura dos vistos individuais e de grupo da China continental para o território no dia 23 de setembro, suspensos desde o início da pandemia, o Governo esperava que a semana em torno das celebrações do Dia Nacional da China (a chamada “Semana Dourada”) pudesse ajudar as perdas na capital mundial do jogo, em crise devido às restrições fronteiriças e à ausência de turistas.

A autoridade tem vindo a público afirmar que o desconhecimento da não obrigatoriedade de quarentena de 14 dias por parte de muitos potenciais visitantes chineses tem sido um dos problemas para que o turismo no território tarde em arrancar.