Instituições privadas e 70 associações de doentes assinam hoje um protocolo para a garantir e melhorar o acesso aos cuidados de saúde, na sequência de um debate promovido pelo Conselho da Saúde da CIP, anunciou a organização.

O documento visa “promover a humanização dos cuidados de saúde” e aproximá-los dos cidadãos, através de um conjunto de medidas que passam pela via digital, pela segurança e pelo cumprimento dos tempos máximos de resposta garantidos.

No total, são 13 medidas cuja adoção se pretende imediata, “consensualizadas entre as associações de doentes e as instituições privadas do setor da saúde, para a retoma urgente dos cuidados de saúde a estes cidadãos”, segundo a informação divulgada.

Entre as medidas, destacam-se a criação de um plano de recuperação específico para “o efetivo e urgente acesso aos cuidados de saúde primários”, um serviço de apoio ao doente nas unidades de saúde de maior complexidade e dimensão e a garantia de acompanhamento do doente através de um “auxílio especial a todas as pessoas que precisem, nomeadamente idosos. Estão também abrangidos doentes que apresentem “limitação das funções físicas ou mentais”.

O protocolo define igualmente a necessidade de incentivar a disponibilização de um contacto telefónico que assegure a triagem clínica, ao qual os doentes possam recorrer em caso de agravamento da doença e defende que os hospitais “devem criar formas de comunicação de acesso digitais seguras”, que evitem deslocações desnecessárias.

“As farmácias, em colaboração com o setor da distribuição, comprometem-se ainda a estudar mecanismos de suporte ao serviço de entrega de medicamentos ao domicílio“, tendo em vista a possibilidade de o utente encomendar e receber os seus medicamentos sem sair de casa, lê-se no documento divulgado.