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O projeto que gerou Perfil Perdido — a nova criação de Marco Martins que esta terça-feira (às 11h) se estreia no São Luiz Teatro Municipal — começou há quase dois anos: o trabalho de criação, diversas residências artísticas (em Portugal e em França), improviso e experimentação, tudo para moldar ideias, até à estreia internacional do espectáculo em Istambul. Era novembro de 2019. Estava previsto que a estreia nacional acontecesse antes, mas devido à pandemia em vigor, a mesma foi suspensa até agora. Altura em que volta a apresentar-se diante de um público e que se mostra diferente, com coisas que caíram e outras que se levantaram porque o tempo nunca dá grande crédito à estaticidade.

“É um espectáculo que está sempre a mudar, desde que fizemos as residências, em Portugal e em Paris, o espectáculo está em constante mutação, o tempo dá uma maturação e uma possibilidade de reflexão sobre o material que vai sendo criado. É muito diferente de um período de trabalho de dois meses, em que é preciso partir já com um programa pré-definido e é uma coisa de execução. Aqui há um terreno de experimentação de que gosto mais e que se tornou um terreno de cumplicidade, que permite que o risco seja maior, permite falhar mais vezes, permite abandonar certas ideias e criar uma coisa que acho que é essencial num espectáculo: uma linguagem comum entre os dois intérpretes, mesmo que tenham uma escola e uma história totalmente diferente”, enquadra Marco Martins.

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