Quatro militares portugueses estão neste momento a caminho de Cabul para se juntarem ao contingente espanhol destacado no Afeganistão para retirarem cidadãos afegãos do país, avançou o Expresso e confirmou a Rádio Observador junto do Ministério da Defesa. Os militares em causa estiveram em Cabul entre janeiro e maio, integrando uma missão da NATO, para assegurarem a proteção do Aeroporto Internacional Hamid Karzai.

É esta equipa de quatro militares que se responsabilizará por trazer para Portugal pelo menos 50 pessoas vindas do Afeganistão — um número que o próprio Governo disse que pode ser maior —, mas o Ministério da Defesa não quis avançar a data em que chegarão ao país. Os refugiados em causa são “os cidadãos afegãos que colaboraram (por exemplo, como intérpretes) com a nossa força nacional destacada no Afeganistão, no quadro da NATO”, disse o Ministério da Defesa ao Observador.

Além disso, Portugal também acolherá “os cidadãos afegãos que colaboraram noutros enquadramentos da NATO e também com a União Europeia, designadamente no apoio à embaixada da União Europeia em Cabul e em projetos de cooperação para o desenvolvimento”, assim como “cidadãos afegãos no quadro de operações de proteção conduzidas pelas Nações Unidas”.

À margem destes grupos, cujos membros estão a ser identificados pelas autoridades, Portugal também está a analisar pedidos diretos de acolhimento vindos de pessoas em situações particularmente vulneráveis, como jornalistas, estudantes, ativistas e mulheres juristas, acrescentou o Executivo. Mas não há indicações de que Portugal enviará qualquer avião da Força Aérea para o Afeganistão.

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