“Montanha russa” foi uma das expressões mais utilizadas na primeira vez que o MotoGP passou pelo Algarve, no ano passado. O Autódromo Internacional recebeu a terceira prova de 2021 e irá voltar a ter a penúltima corrida deste Mundial, em novembro (desta vez com público). No entanto, a descrição do traçado que tanto apaixona os pilotos serve também para abordar a temporada de Miguel Oliveira e, enquanto não chega esse regresso a Portugal, o Falcão procura sobretudo inverter essa tendência atual em baixa.

“Está tudo ultrapassado psicologicamente, depois da Áustria não me encontrava no meu melhor momento. Foram corridas sem pontuar e muita coisa para assimilar. Havia muita vontade de chegar a Silverstone e voltar a pontuar, de voltarmos a ser competitivos, e os indicadores de anos anteriores mostravam que isso podia acontecer mas tudo foi complicado, pela questão do pulso mas também por experimentarmos coisas na moto. Cheguei à corrida com uma moto um pouco longe do que seria o ideal. Chegamos aqui com muita vontade mas conscientes que se calhar temos de apontar um bocadinho mais para baixo, começar a construir outra vez a nossa confiança e um bom resultado. Temos de entrar bem”, disse à SportTV.

O Einstein, como também é conhecido no paddock pelos adversários, tinha consciência da importância de dar um passo atrás à procura de chegar depois dois à frente, ganhando a confiança perdida entre as quedas na Estíria (condicionada pela lesão no pulso nos treinos) e na Áustria e o 16º lugar na Grã-Bretanha, que se seguiram a três pódios consecutivos com a vitória na Catalunha pelo meio e um quinto posto. No entanto, os dois primeiros treinos livres não deram propriamente as melhores indicações nesse sentido.

“Foi um dia mais positivo do que aquilo que a classificação mostra. Optámos por uma estratégia diferente. Em vez de voltas rápidas montámos um pneu macio atrás e vimos que não deverá ser uma opção para nós devido às temperaturas. Depois mudámos para os pneus mais duros e estivemos melhores. Amanhã [sábado] temos de ser mais rápidos para entrar na Q2 mas ainda há muita margem de progressão”, destacou após terminar apenas em 18º. “O pulso ainda dói, mas um pouco menos do que em Silverstone. Sei que será uma questão de mais algumas semanas. Aqui temos menos curvas, o que ajuda”, acrescentou o português.

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Assim, a grande dúvida na qualificação passava por perceber até onde poderiam ir as melhorias de Miguel Oliveira, tendo em conta também que a KTM de Brad Binder não tinha rodado muito acima do piloto de Almada. Neste contexto, só a entrada na Q2 já seria o tal indicativo necessário para iniciar o caminho da redenção mas não foi isso que aconteceu. Pelo contrário até: após ter acabado a terceira sessão de treinos livres com o 13.º registo, o português caiu para a Q1 e não foi além do oitavo tempo, saindo assim para o Grande Prémio de Aragão na 18.ª posição da penúltima linha da grelha de partida.

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