O filme “Ordem Moral” foi distinguido em três categorias (Melhor Argumento, Melhor Filme e Melhor Ator de Cinema) dos Prémios Autores 2021, atribuídos pela Sociedade Portuguesa de Autores (SPA).

Os vencedores dos Prémios Autores 2021, que visam distinguir “os mais importantes autores e obras que marcaram intensamente a vida cultural e artística portuguesa” no ano que passou, foram anunciados no sábado pela SPA, através de um comunicado divulgado no site oficial daquela organização.

Na área do Cinema, além de “Ordem Moral”, que valeu prémios a Carlos Saboga (Melhor Argumento), Mário Barroso (Melhor Filme) e Marcello Urgeghe (Melhor Ator), foi ainda distinguido “Listen”, que valeu a Lúcia Moniz a distinção de Melhor Atriz.

Na área do Teatro, “A Paixão Segundo São João”, com encenação de Pedro Lacerda, foi considerado o Melhor Espetáculo e valeu ainda a Pedro Lacerda o prémio de Melhor Ator.

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A distinção de Melhor Atriz foi atribuída a Ana Moreira, por “Em fora de campo”, e a de Melhor Texto Português Representado a “A reconquista de Olivenza”, de Ricardo Neves Neves.

Na Música, foram premiados: “Tudo no Amor”, dos Clã, como Melhor Tema de Música Popular, “Poslúdio”, de Tiago Derriça, como Melhor Trabalho de Música Erudita, e “Vias de Extinção”, de Benjamim, como Melhor Trabalho de Música Popular.

O Prémio Autores 2021 de Melhor Coreografia, na área da Dança, foi para “Onironauta”, de Tânia Carvalho.

Na Literatura foram distinguidos “Gente acenando para alguém que foge”, de Paulo Faria, como Melhor Livro de Ficção Narrativa, “A matéria escura e outros poemas”, de Jorge Sousa Braga, como Melhor Livro de Poesia, e “1.º Direito”, de Ricardo Henriques (texto) e Nicolau (ilustração), como Melhor Livro Infanto-Juvenil.

“Melancolia programada”, de Gabriel Abrantes, que esteve patente no MAAT, em Lisboa, arrecadou o Prémio Autores 2021 de Melhor Exposição de Artes Plásticas.

Ainda nas Artes Visuais, foram distinguidos: “Eclipse”, de António Júlio Duarte, como Melhor Trabalho de Fotografia, e “Ned Kelly”, de Pedro Silva, como Melhor Trabalho Cenográfico.

Na área da Televisão, a série da RTP “Herdeiros de Saramago”, com autoria de Carlos Vaz Marques e realização de Graça Castanheira, foi considerada o Melhor Programa de Entretenimento, e “Terra Nova”, também da RTP, com autoria de Artuir Ribeiro e Nuno Duarte e realização de Joaquim Leitão, o Melhor Programa de Ficção.

O “Jornal 2” da RTP foi distinguido com o Prémio Autores 2021 de Melhor Programa de Informação.

Nesta edição dos Prémios Autores, na categoria Melhor Programa de Rádio o vencedor foi “Radicais Livres”, da Antena 1, com Rui Pego, Jaime Nogueira Pinto e Pedro Tadeu.

Este ano, pela segunda vez, não se realiza a cerimónia de entrega dos Prémios Autores.

No entanto, “em vez da gala, realiza-se no dia 16 de novembro na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa um concerto comemorativo da vida e da obra de Paulo Carvalho, que está a comemorar seis décadas de intensa carreira musical”.

A SPA acredita que “em 2022 já haverá condições para se realizar a gala anual, que será o ponto de encontro dos autores e artistas e o momento certo para distinguir os mais importantes criadores de 2021, com obra feita e reconhecida”.

Além disso, “no próximo ano voltarão a ser atribuídos o Prémio Vida e Obra e o prémio para a melhor programação cultural autárquica”, referente ao ano de 2021.