A startup portuguesa Uplink, que se dedica à democratização do acesso à internet e que até agora era conhecida como HypeLabs, fechou uma ronda de investimento de 10 milhões de dólares (cerca de 9,3 milhões de euros) com o objetivo de expandir internacionalmente. “Posicionar-se como ator-chave no futuro da conectividade” também é uma das ambições.

O financiamento captado pela empresa, fundada em 2016 pelos portugueses Carlos Lei e André Francisco, foi liderado pela Framework Ventures e contou com a participação dos investidores Blockchange, Stratos, Mustard Seed Maze e Outlier Ventures. Em comunicado, que foi esta quinta-feira divulgado, a Uplink destaca que a ronda “representa mais um passo significativo em direção ao [seu] propósito global de garantir que a conectividade seja um direito de todos (não apenas um privilégio de alguns) e de tornar as rede DePIN (redes de infraestrutura física descentralizada) numa solução comum para indivíduos e empresas”.

A startup do Porto, que conta atualmente com 20 trabalhadores, diz ter a “visão de criar uma internet descentralizada e democrática, aberta e acessível a todos, independentemente da localização ou do estatuto económico”. Na prática, afirma ter o “potencial de substituir as operadoras tradicionais de telecomunicações, com uma vantagem: quer explorar todas as opções de sinal disponíveis, oferecendo conectividade através de diversas possibilidades, como Wi-Fi, 5G e Bluetooth”.

Aquando do anúncio do fecho de uma nova ronda de financiamento, Carlos Lei, CEO da tecnológica, notou que “ao combinar tecnologias de hardware e Web3, a Uplink cria oportunidades de mercado livre e incentivos totalmente novos” que, defende, vão “expandir e democratizar, de forma massiva, o acesso à internet”.

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Anteriormente, ainda sob o nome HypeLabs, a empresa tinha fechado um investimento de três milhões de dólares. Nessa altura, em 2019, além de ambicionar “fortalecer a equipa” e procurar novos clientes, já tinha como objetivo uma expansão internacional. Questionada pelo Observador sobre se a internacionalização aconteceu nessa altura, a startup afirma que “tem vindo a acontecer de alguma forma” e diz que estão “a ser preparados alguns projetos/lançamentos a serem anunciados em breve”, que estão “relacionados com os Estados Unidos, União Europeia e América Latina”.

HypeLabs. Startup do Porto fecha investimento de 3 milhões de dólares