Vários procuradores que trabalharam nas duas investigações criminais contra o agora de novo Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, foram demitidos esta segunda-feira, anunciou o Departamento de Justiça. De acordo com a NBC, Molly Gaston, J.P. Cooney, Anne McNamara e Mary Dohrmann são alguns dos procuradores que acabaram por ter o mesmo destino que o chefe do conselho especial, Jack Smith, que se demitiu também este mês, antes da tomada de posse do republicano.
Procurador responsável pelas acusações federais contra Donald Trump apresenta demissão
Segundo o New York Times, a decisão foi tomada pelo procurador-geral interino, James McHenry, que defendeu não ser possível ter a certeza absoluta que estes procuradores “implementariam fielmente” a agenda do Chefe de Estado norte-americano. De acordo com a nota enviada à imprensa, estas demissões “enquadram-se na missão de acabar com a utilização do governo como arma”.
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Não é, no entanto, uma decisão que possa ser tomada de uma forma tão sumária, defende a antiga procuradora do Departamento de Justiça dos EUA Julie Zebrak, em declarações à NBC. “Têm direitos de serviço civil. Têm direitos a um processo justo”, afirma a advogada especializada em direito federal do trabalho. Zebrak acrescenta que, se o argumento utilizado pela administração Trump é um desempenho profissional abaixo do esperado, então “têm de ser sujeitos a métodos disciplinares progressivos, que incluem avisos e advertências”, explica. “Há uma razão pela qual dizem que é difícil demitir funcionários federais”.
Relatório de procurador especial indica que Trump seria condenado se não tivesse sido eleito