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A presidência russa afirmou nesta segunda-feira que Vladimir Putin toma as decisões necessárias para garantir a segurança do país em resposta às críticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, aos recentes ataques contra a Ucrânia.

Trump afirmou no domingo que Putin “ficou completamente louco” e avisou que qualquer tentativa de conquistar todo o território ucraniano vai levar à queda da Rússia.

“Sempre disse que ele quer toda a Ucrânia, não apenas parte dela, e talvez isso esteja a revelar-se verdade, mas, se ele o fizer, isso levará à queda da Rússia”, escreveu Trump nas redes sociais.

O porta-voz do Kremlin, a sede da presidência russa, Dmitri Peskov, desvalorizou a reação de Trump na conferência de imprensa telefónica desta segunda-feira, qualificando-a como emocional.

“Este é um momento muito importante que está ligado, naturalmente, à carga emocional de absolutamente toda a gente e a reações emocionais“, disse Peskov.

Sobre os ataques, disse que Putin “toma as decisões que são necessárias para garantir a segurança do país”, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

A Rússia intensificou os ataques contra a Ucrânia desde sábado, batendo recordes consecutivos em relação aos drones utilizados, numa altura em que os Estados Unidos estão empenhados em juntar as duas partes.

Trump disse durante a campanha eleitoral que iria terminar com a guerra em 24 horas, mas todas as iniciativas para pôr termo ao conflito iniciado pela Rússia têm sido infrutíferos.

Kiev anunciou nesta segunda-feira que as forças armadas russas lançaram 335 drones, um número sem precedentes desde o início da invasão em grande escala, em fevereiro de 2022.

Foi a terceira noite consecutiva de ataques com drones e, segundo o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, Putin está a demonstrar “o quanto despreza o mundo”, numa altura marcada pelos esforços diplomáticos dos Estados Unidos.

“O mundo passa mais tempo a ‘dialogar’ com ele do que a exercer uma verdadeira pressão”, lamentou Zelensky, segundo a EFE.

Peskov disse ainda que o início do processo de negociações entre Moscovo e Kiev é “uma conquista importante” e resultou dos “grandes esforços” feitos pelos Estados Unidos.

“Estamos gratos aos norte-americanos e ao Presidente Trump pela sua contribuição para a organização e o lançamento do processo de negociação”, acrescentou.