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O vice-presidente da Autoridade Palestiniana, Hussein al-Sheikh, reuniu-se este domingo com o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e confirmou a disponibilidade para colaborar nas negociações “para consolidar o cessar-fogo”, que entrou em vigor na sexta-feira.
Na rede social X, Hussein al-Sheikh mostrou-se numa fotografia ao lado de Tony Blair, num encontro que serviu para discutir os próximos passos para o fim do conflito em Gaza, entre Israel e o movimento radical Hamas, e na véspera da cimeira, na cidade egípcia de Sharm el Sheikn, para assinar o plano de paz.
Today I met with Mr. Tony Blair to discuss the day after the war and efforts aimed at making President Trump's efforts which aim at stopping the war and establishing lasting peace in the region a success. We have confirmed our readiness to work with President Trump, Mr. Blair and… https://t.co/cPLZmYB40A
— حسين الشيخ Hussein Al Sheikh (@HusseinSheikhpl) October 12, 2025
“Hoje (domingo) reuni-me com Tony Blair para falar sobre o dia seguinte à guerra e sobre os esforços para que as iniciativas do presidente Trump, cujo objetivo é pôr fim à guerra e estabelecer uma paz duradoura na região, sejam um sucesso”, escreveu Hussein al-Sheikh.
O vice-presidente da Organização para a Libertação da Palestina confirmou ainda a sua disponibilidade para colaborar com os envolvidos nas negociações “para consolidar o cessar-fogo, a entrada de ajuda humanitária e a libertação de reféns e prisioneiros, e depois começar com a recuperação e a reconstrução”.
Hussein al-Sheikh sublinhou ainda a necessidade de restituição de financiamento palestiniano que está retido, para evitar que se comprometa a solução de dois Estados, de Israel e da Palestina.
Israel e Hamas anunciaram na quarta-feira à noite um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza, primeira fase de um plano de paz proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negociações indiretas mediadas pelo Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.
Esta fase da trégua envolve a retirada parcial do Exército israelita para a denominada “linha amarela” demarcada pelos Estados Unidos, linha divisória entre Israel e Gaza, a libertação de 20 reféns em posse do Hamas e de 1.950 presos palestinianos.
O acordo alcançado no Egito faz parte de um plano de 20 pontos de Trump que prevê um cessar-fogo em Gaza, a libertação de reféns, uma retirada israelita em etapas de Gaza, o desarmamento do Hamas e o estabelecimento de uma autoridade de transição composta por tecnocratas, liderada por um comité presidido pelo próprio Trump e pelo antigo primeiro-ministro britânico Tony Blair.