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O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, minimizou esta quarta-feira em Bucareste as consequências para a Aliança da retirada de uma parte das tropas norte-americanas estacionadas na Roménia, anunciada na semana passada.

“Acho sinceramente que estamos a exagerar um pouco esta questão”, declarou Rutte ao lado do Presidente romeno, Nicusor Dan, em declarações aos jornalistas.

“Esses ajustamentos acontecem constantemente”, acrescentou, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Os Estados Unidos anunciaram há uma semana uma redução da presença militar na frente oriental da Europa, procurando, contudo, tranquilizar os aliados. A redução diz respeito a uma brigada que regressará aos Estados Unidos sem ser substituída, disse então o exército norte-americano.

Mesmo com a redução anunciada, “a presença das forças norte-americanas na Europa continua a ser mais importante do que tem sido há muitos anos”, afirmou Rutte.

“Há ainda muito mais forças norte-americanas no continente do que antes de 2022”, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, disse o chefe da NATO, a sigla do nome em inglês da Organização do Tratado do Atlântico Norte.

De acordo com as últimas estatísticas disponíveis, 1.700 soldados norte-americanos estão atualmente destacados na Roménia, e entre 900 e mil permanecerão no país após o ajustamento.

Os Estados Unidos procuram há vários anos reorientar as prioridades estratégicas para a Ásia, incluindo através da redução da presença na Europa. O regresso de Donald Trump ao poder, em janeiro, apenas reforçou essa tendência.

Cerca de 85 mil soldados norte-americanos estão atualmente estacionados na Europa. O número tem oscilado entre 75 mil e 105 mil desde o envio de mais 20 mil militares em reação à invasão russa da Ucrânia, segundo o Departamento de Defesa norte-americano.

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