O ministro da Educação confirmou que as notas das 20 mil reapreciações dos exames de 1.ª fase “estão a chegar” a todas as escolas no decorrer da tarde desta sexta-feira. O governante diz que há ainda “escassas dezenas” de exames com falhas por corrigir, mas trata-se de problemas e casos “específicos” que só deverão ser “resolvidos na próxima semana”. Ainda assim, esses alunos terão “todos os direitos” a candidatar-se à 1.ª fase de acesso ao Ensino Superior.
As notas das reapreciações “estão a chegar; estão classificadas”, começou por dizer Fernando Alexandre em declarações aos jornalistas a partir de Leiria. Segundo o responsável pela pasta da Educação, pelas 13h todas as escolas da região do Algarve tinham recebido os documentos. E cerca de uma hora e meia depois, a região “Centro já estava completa” também.
Exames. Reapreciações começaram a chegar às escolas ao início da tarde
O responsável pela Educação adiantou que, apesar de “todas as escolas” estarem a receber notas, “haverá um caso ou outro residual que precisa de ser verificado”. Fernando Alexandre referia-se a “umas escassas dezenas” de problemas “por resolver, que implicam perguntar à escola” certas informações. Sublinhando que em anos anteriores isto também se verificou, o governante diz serem casos de provas que “exigem mais diligências”.
Estes casos “terão de ser resolvidos na próxima semana”, mas se “algum aluno não receber a nota porque é preciso mais interação com a escola, isso acontecerá e terá todos os direitos a candidatar-se ao Ensino Superior”. E detalhou: “As reapreciações são um direito dos alunos e tivemos mais de 70% dos alunos a melhorar a classificação. Temos um alinhamento com a prática dos outros anos, não notamos desvios.”
O ministro da Educação está satisfeito porque “o sistema educativo português mostrou que consegue melhorar e evoluir com o tempo”. “E conseguimos isto num período que foi seguido”, destacou, referindo-se ao facto de o Ministério da Educação ter mantido a data de afixação das pautas inicialmente prevista.
“O cumprimento dos prazos não é trabalho do ministro [da Educação], mas sim trabalho dos professores”, disse, apontando que o sistema educativo conseguiu, assim, acompanhar “as tendências internacionais”. “A 1.ª fase não começou bem, tivemos perturbações, mas começámos a corrigir os erros. Com grande empenho dos professores, diretores e Júri Nacional de Exames, o sistema mostrou que a avaliação externa é sagrada.”
Questionado sobre o que mudou entre o processo da 1.ª e da 2.ª fase, Fernando Alexandre disse apenas que todas as falhas foram prontamente corrigidas. E, no que toca a despedimentos que tenham ocorrido, afastou totalmente esse cenário. “Isto é um trabalho de equipa. As falhas existem em qualquer trabalho, é preciso ter noção disso. Nós arriscámos falhar. Não há ninguém para despedir. Aliás, há muita gente para ser premiada nesse processo.”
Fernando Alexandre recordou depois que será levada a cabo uma avaliação a todo este processo de correção digital. “Vamos ter uma avaliação feita pelo Conselho Nacional de Educação”, a quem vão entregar “os relatórios internos”. O objetivo, explicou o ministro da Educação, é “avaliar as vantagens e desvantagens deste processo” e tirar conclusões a partir daí, sendo que “não há obsessão nenhuma com o digital”, disse.