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▲Esta será a sétima vez que Vladimir Putin e Donald Trump se encontram

AFP via Getty Images

▲Esta será a sétima vez que Vladimir Putin e Donald Trump se encontram

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Exigências ajustadas, novas estratégias e equipas renovadas. 7 meses de chamadas, viagens e reuniões que juntam Putin e Trump no Alasca

Trump e Putin já se encontraram em seis ocasiões entre 2017 e 2019. Este ano, Trump reavivou negociações para uma trégua na Ucrânia: sete meses de chamadas, viagens e reuniões culminam no Alasca.

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Genebra, 16 de junho de 2021. O local e a data marcam a última vez que os chefes de Estado da Rússia e dos Estados Unidos se encontraram presencialmente, por ocasião de uma reunião entre Joe Biden e Vladimir Putin. Olhando ainda mais para o passado, até 2019, chega-se ao último encontro do Presidente russo com Donald Trump. Esta sexta-feira, os Presidentes norte-americano e russo voltam a reunir-se, numa cimeira no Alasca para discutir o fim da guerra na Ucrânia — será a primeira vez que os líderes dos dois países se encontram desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

O encontro presencial com o homólogo russo era um dos objetivos de Trump no regresso à Casa Branca, no âmbito da promessa de pôr fim à guerra “em 24 horas”. O prazo era “figurativo” e um “exagero”, justificou mais tarde, mas os esforços para concretizar os seus objetivos foram, ainda assim, bastante acelerados. Tinham passado apenas 23 dias da sua inauguração, quando realizou a primeira conversa telefónica com Putin, repondo assim uma ligação que estava silenciosa há precisamente três anos — é preciso recuar a 12 de fevereiro de 2022 para encontrar o último telefonema entre a Casa Branca e o Kremlin, doze dias antes da invasão.

Dias depois do primeiro telefonema, Washington e Moscovo sentavam-se à mesa pela primeira vez, num encontro entre delegações lideradas pelo secretário de Estado Marco Rubio e o ministro dos Negócios Estrangeiros Sergey Lavrov, respetivamente, em Riade. O encontro na capital saudita repetiu-se no mês seguinte e resultou no anúncio de uma trégua nos ataques a infraestruturas energéticas com o prazo de 30 dias, cessar-fogo que nunca foi cumprido. Ainda assim, a entrada em cena dos Estados Unidos abriu portas para que Ucrânia e Rússia voltassem a negociar diretamente, pela primeira vez desde maio de 2022.

Uma série de encontros na Turquia, entre maio e julho de 2025, resultou na libertação de milhares de prisioneiros de guerra russos e ucranianos. Mas o cessar-fogo que Washington pretendia alcançar nunca chegou. Durante o mesmo período, os contactos não pararam: Trump e Putin realizaram pelo menos seis chamadas telefónicas e o enviado especial da Casa Branca, Steve Witkoff, viajou cinco vezes para a Rússia para encontros presenciais com Putin. Da última visita, na passada quarta-feira, resultou o plano para os dois Presidentes finalmente se encontrem presencialmente. A cimeira do Alasca representa ainda outro marco temporal: será a primeira vez numa década que Putin visita os Estados Unidos.

Foram precisos sete meses de telefonemas, viagens e reuniões entre representantes diplomáticos para chegar ao tão desejado encontro ao mais alto nível. Contudo, o longo caminho até ao Alasca não foi feito em linha reta. Ambas as partes tiveram de ajustar as expectativas, as estratégias e até as equipas com que se apresentam à cimeira, numa tentativa de cumprir os objetivos definidos. Mas mesmo esta evolução não garante que Trump ou Putin possam sair do encontro com os resultados desejados.

Da Bielorússia e Turquia em 2022 ao Alasca em 2025, as exigências de Putin são as mesmas

Em fevereiro de 2022, dias depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia e desencadeado uma guerra entre os dois países, uma delegação russa e outra ucraniana encontraram-se na Bielorússia para tentar chegar a um cessar-fogo. Os encontros repetiram-se na Turquia, até ao verão desse ano. As exigências de Moscovo incluíam a desmilitarização da Ucrânia — incluindo o fim das aspirações à entrada na NATO —, a anexação dos territórios ocupados do Donbass e a saída de Volodymyr Zelensky do cargo de Presidente. A Ucrânia, cujas garantias de segurança e a soberania territorial continuam a ser a máxima para negociar, recusou a proposta.

Mais de três anos depois, a posição de Vladimir Putin parece inflexível. O Presidente russo continua a insistir na anexação de todo o Donbass, o que incluiria territórios que, atualmente, estão sob controlo ucraniano e na saída de Zelensky, que, entretanto, excedeu o seu mandato presidencial e continua em funções devido à lei marcial que impede a realização de eleições. A inflexibilidade do líder russo será justificada pela perceção de que está a ganhar a guerra.

epa09807683 A handout photo made available by BelTA news agency shows head of Russian delegation, Russian presidential aide Vladimir Medinsky (3-R), Ukrainian Defence Minister Oleksii Reznikov (2-L) and other Russian (R) and Ukrainian (L) delegations members attend Russia-Ukraine ceasefire negotiations, at an undisclosed location in the Brest region, Belarus, 07 March 2022. Russian troops entered Ukraine on 24 February prompting the country's president to declare martial law and triggering a series of severe economic sanctions imposed by Western countries on Russia.  EPA/MAXIM GUCHEK / BELTA HANDOUT MANDATORY CREDIT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

▲ As primeiras negociações, imediatamente após a invasão, realizaram-se na Bielorússia

MAXIM GUCHEK / BELTA HANDOUT/EPA

“Putin acha que está a ganhar e por isso não tem razões para se curvar“, avaliou uma fonte norte-americana, familiarizada com as informações dos serviços secretos norte-americanos sobre Putin, à CNN. No entanto, os serviços secretos também identificaram sinais que a posição do Kremlin pode ser mais flexível do que deixam revelar e que a Rússia estará disposta a aceitar apenas o controlo dos territórios ocupados em troca de os Estados Unidos não aplicarem sanções ou tarifas secundárias, que prejudiquem ainda mais o estado atual da economia russa.

Por outro lado, a posição de Donald Trump tem sido bem mais flexível. Começou por pressionar Volodymyr Zelensky a aceitar um acordo, dizendo que Kiev não tinha “cartas” para ditar os termos da paz durante o polémico encontro na Sala Oval no final de fevereiro. Depois disso, aproximou-se do líder ucraniano e subiu de tom as críticas a Putin. No que toca a exigências concretas, Washington continua a defender um cessar-fogo de 30 dias, tal como fez nas negociações em Riade e na Turquia ao longo deste ano.

Esta quinta-feira, em antevisão ao encontro e depois de ter sido pressionado pelos líderes europeus nesse sentido, Trump vincou que a prioridade para o Alasca é um “acordo de paz imediato”, ou seja, uma trégua nos combates. Só depois, num encontro a três com a Ucrânia, é que poderiam ser discutidos os detalhes para um acordo a longo prazo. No entanto, o Presidente norte-americano continua sem excluir que um acordo tenha de passar por concessões territoriais por parte de Kiev — “um dar e receber de fronteiras, terras“, elaborou.

Da “ingenuidade” de Helsínquia, em 2018, à ameaça de sanções: a nova estratégia de Trump

No final de março, depois de mais uma chamada entre Putin e Trump, Volodymyr Zelensky acusou o homólogo russo de estar “a tentar comprar tempo” e a atrasar um acordo de paz para poder continuar a guerra. Na véspera de um encontro presencial, a estratégia de Putin, tal como as suas exigências, não parece ter sofrido alterações.

Da mesma forma que, à data, aceitou um cessar-fogo que nunca foi cumprido, mas que aplacou a frustração de Donald Trump, Ilya Budraitskis, cientista político russo na Universidade da Califórnia em Berkeley, acredita que poderá fazer certas concessões no Alasca, que não impeçam os avanços no Donbass. “É possível que Putin dê passos simbólicos, por exemplo limitar temporariamente os bombardeamentos da Ucrânia porque, de um modo geral, esta guerra aérea pouco faz para ajudar as tropas russas a avançar”, argumentou à Al Jazeera.

▲ A última vez que os dois líderes se encontraram foi na cimeira do G20 em 2019

AFP/Getty Images

Entre os apoiantes de Vladimir Putin a estratégia é interpretada de outra forma. Yury Podolyak, um mediático blogger pró-Kremlin, classificou-a como “uma lição de mestre em diplomacia” e uma “vitória diplomática substancial”. O tom elogioso deve-se ao facto de Putin ter conseguido um encontro no Alasca sem a intervenção de Zelensky ou outros líderes europeus, o que é visto como uma forma de defender os interesses russos e, ao mesmo tempo, valorizar a relação bilateral entre Washington e Moscovo.

Isto porque o Alasca é um antigo território russo, reivindicado ainda como tal por ultranacionalistas russos. Ao mesmo tempo é uma forma de exaltar a ligação histórica entre os dois países enquanto grandes potências mundiais — o que pode agradar a Trump, famoso por ser suscetível a lisonja de líderes internacionais. Pode ainda servir para repetir uma fórmula que já foi utilizada nos encontros em Riade, em que a delegação russa conduziu as negociações na direção da relação bilateral entre os dois países, mais do que na direção do fim do conflito na Ucrânia.

Contudo, a estratégia do Presidente norte-americano parece ter evoluído desde janeiro — e desde 2019. Inicialmente, a diplomacia de Trump passava pelo estabelecimento de uma boa relação pessoal com os seus homólogos, para que as negociações pudessem ser realizadas a partir de um lugar afável. Deste modo se explica o facto de a prioridade de Trump na sua lista de tarefas para pôr fim à guerra ter sido telefonar diretamente a Putin.

Sete meses depois, esta estratégia não resultou e Trump joga novas cartas. Em público, o Presidente colocou as expectativas baixas e anunciou que se tratava de uma “reunião para tirar o pulso [a Putin]”, enquanto a porta-voz Karoline Leavitt a definiu como “um exercício de escuta“. No entanto, em privado, Trump terá percebido que a negociação com Vladimir Putin não pode ser feita a partir de um lugar afável, mas de um lugar de força.

Putin é muito mais ideológico hoje do que era nos anos anteriores. Ele não é um líder transacional, como muitos no Ocidente assumiram no passado, mas está mais motivado por ideias imperiais. Uma pessoa com essa mentalidade é mais difícil de negociar.
Michael McFaul, antigo embaixador dos EUA na Rússia

“A sua abordagem no início de janeiro era ingénua. Agora, os europeus dizem que ele finalmente percebe que Putin é um líder assassino”, comentou um responsável norte-americano com a CNN. Citando responsáveis norte-americanos e europeus, o canal descreve que os conselheiros e líderes internacionais passaram os primeiros meses da administração Trump a tentar explicar ao Presidente que o Presidente Putin com quem se tinha encontrado durante a primeira administração — por exemplo durante o único encontro bilateral em Helsínquia, em 2018, quando Trump tomou a palavra de Putin acima dos seus próprios serviços secretos — não era o mesmo que enfrentava agora. Os norte-americanos atribuem a mudança em grande parte ao isolamento autoimposto durante a pandemia que estreitou o seu círculo interno e de confiança.

“Putin é muito mais ideológico hoje do que era nos anos anteriores. Ele não é um líder transacional, como muitos no Ocidente assumiram no passado, mas está mais motivado por ideias imperiais. Uma pessoa com essa mentalidade é mais difícil de negociar”, considerou Michael McFaul, antigo embaixador dos EUA na Rússia, ao canal norte-americano.

Este novo olhar de Trump sobre o seu interlocutor reflete-se numa estratégia ligeiramente mais agressiva. Isso ficou visível na ameaça de sanções e na aplicação de tarifas secundárias contra a Índia por comprar petróleo russo, que terão levado Vladimir Putin a concordar com o encontro presencial. Esta quarta-feira, as ameaças repetiram-se: se Putin não concordar com o fim da guerra, irá haver “consequências muito severas“.

As delegações: a equipa de confiança de Trump e os pesos pesados de Putin

No dia 18 de fevereiro de 2025, a administração Trump sentou-se pela primeira vez em frente a uma equipa do Kremlin. De Washington até Riade viajaram os três homens de confiança do Presidente norte-americano: o secretário de Estado Marco Rubio, o então conselheiro de segurança nacional Michael Waltz e o enviado especial Steve Witkoff, amigo pessoal de Trump de de enviado para o Médio Oriente passou a enviado especial para missões de paz.

Exceção feita à saída de Waltz, que foi afastado do cargo e o deixou entregue a Rubio, a delegação norte-americana para negociar com Moscovo tem-se mantido praticamente inalterada: Witkoff viajou para Moscovo para múltiplos encontros com Putin e Rubio, como chefe de diplomacia, tem liderado a equipa norte-americana. Outros nomes irão juntar-se para completar a delegação de cinco pessoas, mas esta continuará a ser uma equipa pequena, constituída pelos homens de confiança no círculo interno do Presidente, um reflexo da sua forma personalizada de olhar para a diplomacia.

epa11905024 A handout photo made available by the Russian Foreign Ministry Press Service shows Russian Foreign Minister Sergey Lavrov (R) and Russian presidential aide Yury Ushakov (2-R) attending a meeting with US Secretary of State Marco Rubio (2-L), US National Security Advisor Mike Waltz (3-L) and US Middle East envoy Steve Witkoff (L), Saudi Foreign Minister Prince Faisal bin Farhan Al Saud and Saudi National Security Advisor Mosaad bin Mohammad Al-Aiban at Diriyah Palace in Riyadh, Saudi Arabia, 18 February 2025. The agenda of the meeting of the Russian presidential aide Yuri Ushakov, Russian Foreign Minister Sergey Lavrov with American officials in Riyadh on 18 February is devoted to the restoration of the entire range of bilateral relations, as well as the preparation of possible negotiations on the Ukrainian settlement, the Kremlin reported.  EPA/RUSSIAN FOREIGN MINISTRY PRESS SERVICE HANDOUT HANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALESHANDOUT EDITORIAL USE ONLY/NO SALES

▲ Delegações dos dois países negociaram diretamente pela primeira vez em fevereiro de 2025

RUSSIAN FOREIGN MINISTRY PRESS SERVICE HANDOUT/EPA

Já as equipas que têm representando o Kremlin nas negociações ao longo dos últimos três anos dizem mais sobre a forma como a Rússia pratica a sua diplomacia. Em 2022, nas primeiras negociações com a Ucrânia, a delegação russa era composta por Vladimir Medinsky, conselheiro e antigo ministro do Kremlin, e membros dos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa. De forma não oficial, o Kremlin acreditou ainda para negociar em seu nome o milionário Roman Abramovich, que, nos bastidores, serviu de ponte entre as palavras inconciliáveis de Moscovo e Kiev.

Este ano, de volta à Turquia, Medinsky tornou a liderar a delegação russa, completa com o líder dos serviços secretos militares, o ministro adjunto da Defesa e o ministro adjunto dos Negócios Estrangeiros. A delegação não incluía nenhum dos pesos pesados da diplomacia russa, o que contrastou com a equipa que Kiev enviou, que incluía o ministro da Defesa, Rustem Umerov, o chefe de gabinete e braço direito de Zelensky, Andriy Yermak, o ministro dos Negócios Estrangeiros, o chefe das Forças Armadas e dos serviços de segurança.

Contudo, quando se trata de negociar diretamente com os Estados Unidos, Moscovo não poupa nos esforços diplomáticos. As figuras de bastidores próximas da Ucrânia e personagens menores foram substituídas por diplomatas de alto nível e pessoas influentes, com ligações aos Estados Unidos. Esta mudança de postura foi visível nas negociações em Riade, quando Moscovo enviou o ministro Sergey Lavrov, o conselheiro e antigo embaixador em Washington, Yuri Usahkov, e o representante especial para o investimento e cooperação económica e antigo banqueiro que estudou e trabalhou nos Estados Unidos, Kirill Dmitriev.

Os três nomes de peso repetem-se na delegação que irá percorrer as nove horas de Moscovo até ao Alasca, aos quais se irão juntar o ministro da Defesa, Andrei Belousov, e o ministro das Finanças, Anton Siluanov. A integração de especialistas em finanças ao lado de diplomatas mais clássicos aponta para o objetivo de Vladimir Putin de arrastar a negociação na direção das relações bilaterais, mantendo ao largo a possibilidade de novas sanções económicas, analisa Pjotr Sauer, repórter do The Guardian para a Rússia.

[A estratégia de Putin é] repetir teimosamente as posições maximalistas até toda a gente se cansar tanto disto que são forçados a aceitá-las.
Ilya Budraitskis, cientista político russo na Universidade da Califórnia em Berkeley

O otimismo de Donald Trump e as expectativas realistas do Kremlin

75%. É esta a hipótese de sucesso que Donald Trump prevê para a cimeira no Alasca. Apesar de todas as adaptações que parecem ter sido feitas desde janeiro — e ainda mais desde os encontros com a Ucrânia em 2022 ou entre os dois líderes em 2019 —, o Presidente norte-americano admitiu esta quinta-feira que “há uma hipótese de 25% que a reunião não seja uma reunião bem-sucedida”.

Uma reunião falhada para o Presidente será uma que não termine com uma trégua e planos provisórios para um encontro futuro como Volodymyr Zelensky. O otimismo estende-se até ao outro do Atlântico, depois do encontro virtual desta quarta-feira, em que os líderes europeus, apreensivos com a possibilidade Putin pressionar Trump, persuadiram o líder norte-americano a defender os interesses de Kiev.

Ora, o Kremlin parece estar muito menos inclinado a tomar decisões definitivas no Alasca. A presidência russa anunciou esta quinta-feira que não há qualquer plano para assinar documentos durante a cimeira. Mais: seria “um grande erro” tentar prever o resultado do encontro, declarou.

Apesar do otimismo ocidental e dos avisos de Moscovo para não olhar para o futuro, os analistas não se mostram particularmente confiantes que o encontro, mesmo depois de todos os ajustes, resulte em mudanças concretas no campo de batalha. “Houve um ajuste realista e baixaram-se as expectativas”, avaliou à CNN, o antigo embaixador dos EUA na Ucrânia, John Herbst. Neste novo cenário, com novas exigências, estratégias e equipas, o cenário mais provável parece ser a concretização de gestos simbólicos que tanto Putin como Trump possam reclamar como uma vitória.

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▲ Trump acredita que a reunião tem uma alta hipótese de sucesso

POOL/AFP via Getty Images

Ilya Budraitskis, de Berkeley, argumenta que Putin poderá reclamar “o restauro da sua posição no mundo”, com o convite para solo norte-americano e um encontro presencial com o Presidente, ao fim vários anos. Além disso, se Trump aceitar qualquer concessão territorial, poderá provar o sucesso da estratégia “repetir teimosamente as posições maximalistas até toda a gente se cansar tanto disto que são forçados a aceitá-las”.

Já do lado de Donald Trump, o encontro consolida a sua visão como um Presidente da paz — o que contribui para a sua demanda na direção do Nobel — e como um líder internacional respeitado que consegue sentar Putin a uma mesa e forçá-lo a ouvir, elaborou à Al Jazeera. As palavras do Presidente esta quinta-feira apontam nesta mesma direção, em que, mesmo no pior cenário, o encontro por si só já é uma vitória. “Se a reunião não for bem-sucedida, eu regresso ao país e já fizemos a América grande outra vez em seis meses”, rematou.

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