Fernando Medina entende que o Chega devia ser considerado ilegal e que, em breve, essa discussão vai ser colocada. O dirigente e autarca socialista não tem dúvidas sobre o carácter “xenófobo, racista e intolerante” do partido e acusa o PSD de ter claudicado perante André Ventura. “Não vejo nenhum bom resultado que o PSD retire disto que não seja a sua fragilização”, diz.

Numa edição especial da “Vichyssoise”, gravada em direto a partir dos Paços do Concelho, em Lisboa, o presidente da Câmara  defendeu a resposta que o Governo tem dado à segunda fase da pandemia, ainda que reconheça que a situação é grave. “Estamos numa trajetória que não é sustentável do ponto de vista da evolução da pandemia”.

O autarca não esconde que o Governo atravessa um momento sensível e que a crise política é uma possibilidade. Mas já vai ensaiando a narrativa socialista: “No dia em que Governo do PS cair o que estará como alternativa será um governo liderado pela direita com o apoio do Chega”.

Sobre as presidenciais, Medina não tem dúvidas: Marcelo Rebelo de Sousa é o homem certo, no momento certo. Já o tabu sobre as suas pretensões de suceder a António Costa mantém-se: “Eu não sonho com a liderança do PS, nem com a sucessão de António Costa”. Nem que Cristo desça à Terra? “Não sou católico”, ironiza.

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