1230,6kWh poupados 1230,6 kWh poupados com a
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Quando esteve no CDS, Anacoreta Correia foi sempre crítico do portismo. Melo nunca o procurou ao longo destes quatro anos, queixa-se
i

▲Quando esteve no CDS, Anacoreta Correia foi sempre crítico do portismo. Melo nunca o procurou ao longo destes quatro anos, queixa-se

LUSA

▲Quando esteve no CDS, Anacoreta Correia foi sempre crítico do portismo. Melo nunca o procurou ao longo destes quatro anos, queixa-se

LUSA

Filipe Anacoreta Correia: "Sou um independente. Desfiliação do CDS será agora"

Em entrevista ao Observador, número dois de Carlos Moedas, que fora eleito em 2021 com as cores do CDS, revela que vai formalizar a desfiliação do partido e considera-se desde já um "independente".

Era um desfecho mais ou menos anunciado, mas nem por isso deixa de ser importante para a equipa com que Carlos Moedas se vai apresentar a votos nas próximas eleições autárquicas. Filipe Anacoreta Correia, atual vice-presidente de Lisboa e símbolo da corrente interna do CDS que historicamente se opôs ao portismo, já não se considera do partido e formalizará a desfiliação em breve. “Sou um independente”, diz o número dois de Carlos Moedas.

O novo estatuto de Anacoreta Correia é um fator importante para as negociações que o presidente da Câmara de Lisboa terá de fazer no futuro para acautelar o parceiro de coligação atual (o CDS) e, porventura, a Iniciativa Liberal, que deverá ter direito a dois vereadores, mais um do que o partido liderado por Nuno Melo. Se Anacoreta Correia entrasse na lista como elemento do CDS, as negociações da aditivada coligação “Novos Tempos” poderiam complicar-se logo à partida.

Assim, o vice-presidente da autarquia, que, em entrevista ao Observador, garante desconhecer o seu futuro, deixa de ser, em teoria, um obstáculo às negociações. De resto, Anacoreta Correia não esconde que está, neste momento, muito distante do atual CDS. “Ao longo destes quatro anos, nunca fui procurado pelo presidente do CDS, não temos qualquer relação. O que me permite hoje estar aqui com uma voz de quem é independente.”

“Vejo como desejável e natural coligação com IL”

​​​​Estamos a poucos meses das eleições autárquicas. Já nos pode dizer se vai ou não fazer parte da equipa de Carlos Moedas?
Bem, já estou a ver que querem começar pela sobremesa. Em primeiro lugar, gostava de dizer que hoje [quinta-feira] toma posse um novo governo. É um dia que consolida o novo ciclo político. Este governo começou com grande fragilidade e, hoje em dia, já toda a gente reconhece que está com condições de estabilidade. É justo reconhecer que este ciclo começou há quatro anos, quando, contra tudo e contra todos, Carlos Moedas venceu a Câmara de Lisboa. E em Lisboa o balanço aponta também para um reforço na Câmara. Mesmo na área do PS há muitas pessoas a reconhecer que o PS terá muitas dificuldades em ser vencedor. Carlos Moedas está reforçado, o projeto está reforçado. É bom fazer o balanço, pensar o futuro, e aspirar a que o novo ciclo político se consolide, por um lado, e, por outro lado, que tenha condições reais de mudança da vida das pessoas.

Feito o introito, fará ou não parte da equipa do Carlos Moedas?
Carlos Moedas ainda não anunciou a sua candidatura. Não se começa uma casa pelo teto. Tenho assistido com alguma curiosidade e ironia a um conjunto de afirmações de preocupação em relação à lista e a mim, mas não faz sentido colocar a questão antes de o presidente dizer se está efetivamente disponível. É fundamental afirmar, e quero fazê-lo de forma muito tranquila e muito clara, é que se é verdade que fui eleito no âmbito de um partido, do CDS, a verdade é que sou hoje uma pessoa sem enraizamento partidário, sou um independente. Ao longo destes quatro anos, nunca fui procurado pelo presidente do CDS, não temos qualquer relação. O que me permite hoje estar aqui com uma voz de quem é independente.

Mas desfiliou-se?
Esta direção introduziu uma alteração estatutária nos estatutos do CDS em que determinou que quem não pagasse as cotas deixava de ter os seus direitos ativos.

No fundo, suspendeu a militância.
Fui notificado de que era um militante não ativo. Mas não tem a ver tanto com a questão financeira. Tem a ver com a minha visão. Sobre se continua a fazer sentido para mim estar ligado ao CDS. É certo que o partido não conta comigo para discutir posicionamentos autárquicos ou de futuro. Também é verdade que é recíproco.

Se for na lista é como independente indicado por Carlos Moedas e não indicado pelo CDS.
Mais do que a questão das listas, o meu ponto de partida é este: entendo que a política é uma maneira de servir o país, a cidade, as pessoas. Sou uma pessoa empenhada politicamente. Mas há pessoas que estão vinculadas a um partido, falam a partir do seu diálogo institucional e veiculam, ainda que com mais ou menos liberdade, uma posição nesse âmbito. Isso não corresponde àquilo que eu hoje sou. Isso permite-me estar aqui com total liberdade, com total independência. Corresponde àquilo que vulgarmente se chama o independente.

Deixe-nos tentar fazer uma clarificação, para que não haja mal entendidos. Tem vontade de continuar?
Estou contente com o trabalho que fizemos. Com certeza tem muitos aspetos que pode melhorar, mas partimos de condições políticas muito difíceis. Construí com a vereação, mas de uma forma muito particular com Carlos Moedas, uma relação muito forte, com uma articulação muito grande, uma sintonia total. E a verdade é que temos resultados que são bons. No âmbito das finanças, aprovámos quatro orçamentos. Havia a ideia que não iríamos conseguir aprovar um. Temos, hoje em dia, contas equilibradas. Aumentámos muito significativamente o investimento. Conseguimos devolver os impostos aos lisboetas, que era uma promessa eleitoral. Temos com uma contratação de recursos humanos para renovar a Câmara. São aspetos que nem toda a gente vê, mas estamos a investir na capacitação da Câmara para responder nas várias áreas da cidade.

Já percebemos que têm vontade de continuar. A questão é: está disposto a continuar, mesmo que não sendo vice-presidente da Câmara?
Sempre que há uma avaliação em relação ao futuro e a Carlos Moedas, e como é que vai ser o novo ciclo, vem sempre a questão do vice-presidente. “Como é que se vai resolver este problema do vice-presidente?”…

Aparentemente já está resolvido. Será Gonçalo Reis.
O presidente dirá. Ele é que tem a palavra. Não era habitual, não me recordo, de nas eleições tornar-se um ponto a questão do vice-presidente. Isso tem a ver com o facto de as pessoas percecionarem que entre mim e Carlos Moedas se estabeleceu uma relação forte do ponto de vista político. E é verdade. Para mim tem sido um gosto enorme trabalhar com Moedas. Ele também o tem afirmado publicamente. Temos realmente trabalhado muito bem, formamos uma equipa. Mas não faz sentido estar a discutir listas numa altura em que ainda não temos a afirmação clara por parte do presidente de se é candidato ou não.

Mas é uma pergunta pessoal. Imagina-se a fazer outra coisa na Câmara de Lisboa que não a vice-presidência?
Não prescindo disto: sobre aquilo que tem a ver sobre o meu futuro, não haverá ninguém a falar sobre mim.

Por isso é que lhe estamos a perguntar.
Terei, certamente, um diálogo com o Carlos Moedas, com quem falo muito, mas não prescindirei de ser eu a transmitir e a comunicar no tempo próprio a minha decisão. E naturalmente essa decisão está dependente da decisão do presidente da Câmara.

E devia avançar com uma aliança com a Iniciativa Liberal? Ajudaria a ter um quadro de maior estabilidade?
Sim. Ao longo destes quatro anos temos trabalhado bastante juntos e reconhecemos na Iniciativa Liberal grandes proximidades em termos programáticos. Vejo como desejável e natural [a coligação].

Está a falar de uma coligação pré-eleitoral com a IL?
Sim, e intuo que isso é desejado também pelos nossos eleitorados, que sendo diferentes e tendo especificidades anseiam uma resposta forte, até para poder criar melhores condições para o futuro dessa governação. Não posso deixar de assinalar que acho extraordinário que, numa altura em que pedimos a Carlos Moedas que esteja já antecipar coligações e listas, assistimos a uma candidata [Alexandra Leitão], sob a sigla de um partido, anunciando-se como geradora de uma coligação que envolve vários partidos, em que esses partidos prescindem até da sigla. Temos uma candidata que tem cartazes espalhados sob a sigla do PS e o que ouvimos o Livre e o Bloco de Esquerda é um silêncio total sobre esta matéria. Isto até me parece desrespeitador da autonomia e da vitalidade que cada partido tem de representar. Depois deste último ciclo eleitoral, essa coligação, a existir, seria sempre uma coligação de derrotados. Além de ser uma coligação de derrotados ainda a precisar de tempo, não deixa de ser bastante estranho que a cidade se conforme com uma campanha que se afirma como uma coligação e na verdade não tem nenhum contributo, senão da sua protagonista.

"há pessoas que estão vinculadas a um partido, falam a partir do seu diálogo institucional e veiculam, ainda que com mais ou menos liberdade, uma posição nesse âmbito. Isso não corresponde àquilo que eu hoje sou. Isso permite-me estar aqui com total liberdade, com total independência. Corresponde àquilo que vulgarmente se chama o independente"

“Gostaria que Carlos Moedas tivesse maioria”

Ficou satisfeito quando viu o PS escolher essa protagonista, uma vez que Alexandra Leitão é mais colada à ala esquerda do PS? Isso beneficia Carlos Moedas de alguma maneira?
Tenho de respeitar a posição do PS, mas é sabido que Alexandra Leitão tem feito política ao longo dos anos e tem afirmado o seu posicionamento no extremismo do PS. Em Lisboa, vimo-la encabeçar uma manifestação de desautoridade em relação à polícia, a desautorizar ações habituais em termos de segurança, protagonizando uma manifestação que foi ela mesma desrespeitosa em relação à autoridade. Esse é o perfil de Alexandra Leitão. Haverá pessoas que gostam mais, há pessoas que gostam menos.

Já intuiu que há mais pessoas que gostam menos. Chama-lhes uma coligação de derrotados.
Esse é o caminho que o PS fez nos últimos meses. Alexandra Leitão teve uma grande proximidade a Pedro Nuno Santos, que foi avaliado nas urnas. Hoje, a tendência e a leitura que é feita no próprio PS é reconhecer que esse caminho bate no muro.

[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 3.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui e o segundo aqui.]

Acha que a derrota nacional do PS se refletirá também em Lisboa.
Isso cabe os eleitores dizer. Agora, em termos de perfil, não há dúvida que Alexandra Leitão é uma pessoa que está fortemente comprometida com o caminho que foi seguido por Pedro Nuno Santos. Acho que isso é indiscutível — apesar de ela agora ter dado uns ares de que pretendia distanciar-se disso. Mas é claramente a pessoa mais próxima, o perfil dela está assumido e julgo que não o negará.

Carlos Moedas deve pedir a maioria absoluta nestas eleições? E acha que vai tê-la?
Governar sem maioria numa Câmara é muito, muito, muito difícil. Ao contrário do que se passa no Governo, nas Câmaras, o governo da cidade tem lá dentro a oposição. No caso de Lisboa, temos 10 ministros, se quiserem, que são vereadores da oposição e apenas sete [da cor de Moedas]. Portanto, tudo o que temos que discutir – e de acordo com a lei temos de discutir praticamente tudo, até a compra do papel higiénico os seguranças para as escolas – significa reuniões um caráter muito longo, muito exaustivo. Temos por vezes três reuniões de oito horas por semana. As pessoas não imaginam a quantidade de trabalho que temos; é muito, muito exigente, do ponto de vista físico e psicológico, governar uma cidade com uma minoria. Do ponto de vista das políticas, também estamos condicionados, e a oposição em Lisboa tentou condicionar-nos fortemente. Não nos permitiu dar instrumentos de maior agilidade do ponto de vista da gestão patrimonial e financeira, tentou mais do que uma vez cortar as pernas ao executivo. Gostaria muito e acho que era bom para os lisboetas que houvesse maioria.

"Alexandra Leitão tem feito política ao longo dos anos e tem afirmado o seu posicionamento no extremismo do PS. Em Lisboa, vimo-la encabeçar uma manifestação de desautoridade em relação à polícia"

“Dei muito ao CDS, fiz muitos amigos”

Como é que vê a atual liderança do Nuno Melo? Está a conseguir relançar o partido ou tornou-se em definitiva uma espécie dos verdes do PSD?
Ainda fui eleito como membro do CDS e tive ao longo deste tempo uma grande preocupação de um grande sentido de lealdade institucional, de calar e de silenciar leituras que faço em relação ao CDS. Não faz sentido criticar senão aquilo com que estamos comprometidos. A partir do momento em que não estou comprometido com essa realidade, prefiro guardar do CDS aquilo que representou para mim. Dei muito ao CDS, fiz muitos amigos.

Se existe esse descomprometimento, até distanciamento, por que não desfiliar-se formalmente?
Essa desfiliação na verdade ocorreu. Ou seja, não foi formalizada mas será formalizada.

Será formalizada por si?
Sim, acho que é o caminho natural.

Mas tem algum prazo na cabeça?
Será agora. Tive sempre uma grande preocupação de ser leal aos eleitores, julgo que nas políticas que nós fomos imprimindo ao projeto têm a marca do CDS. E depois tive a preocupação de que, a partir do momento em que o presidente me chamou para a vice-presidência, achei que deveria gerir esta questão e pôr a coligação acima da minha circunstância pessoal e partidária.

"Governar sem maioria numa Câmara é muito, muito, muito difícil. A oposição em Lisboa tentou condicionar-nos fortemente. Não nos permitiu dar instrumentos de maior agilidade do ponto de vista da gestão patrimonial e financeira, tentou mais do que uma vez cortar as pernas ao executivo. Gostaria muito e acho que era bom para os lisboetas que houvesse maioria"

“Muito realisticamente Paulo Portas não tem espaço”

O CDS ainda não manifestou o apoio a Luís Marques Mendes, deve fazê-lo ou deve também aí dar uma prova de emancipação e apoiar um outro candidato? Ou até promover um candidato?
Vou apoiar o Luís Marques Mendes, acho que é o candidato que faz sentido.

Há muita gente no CDS que ainda suspira por Paulo Portas. De forma abstrata, Paulo Portas seria um bom candidato?
Muito realisticamente acho que não tem espaço. E julgo que essa hipótese não se põe. Faz parte de alguns atores políticos terem essa gestão da sua circunstância. Alimentam a vontade para que se fale, porque sempre que se fala dessa hipótese fala-se dele e isso ganha algum lastro. Com todo o respeito, Paulo Portas é um grande político, um grande histórico e com enormes qualidades; mas não acho realista que isso venha a acontecer.

E Henrique Gouveia e Melo? Não lhe merece pelo menos o benefício da dúvida?
Não me revejo nos receios que existem em relação a Gouveia e Melo pelo facto de ser militar. Mas vivemos tempos extraordinariamente desafiantes. Nestas alturas é prudente ter soluções mais seguras. Muitas vezes, o salto para a primeira frente da exposição política de pessoas sem esse trajeto tem significado uma grande desilusão. Temos imensos exemplos desses. Veja-se Fernando Nobre, que é uma pessoa admirável, estimável que fez um caminho que todos reconhecem, mas depois, face à gestão política, nem sempre resultou. O meu critério é de prudência, embora considere o almirante Gouveia e Melo uma pessoa respeitável. Mas a minha escolha vai para Luís Marques Mendes, uma pessoa equilibrada, com bom senso, com espírito de compromisso.

"Ao longo destes quatro anos temos trabalhado bastante juntos e reconhecemos na Iniciativa Liberal grandes proximidades em termos programáticos. Vejo como desejável e natural [a coligação]. Intuo que isso é desejado também pelos nossos eleitorados, que sendo diferentes e tendo especificidades anseiam uma resposta forte"

“João Ferreira é um bom vereador”

Vamos passar ao bloco “Carne ou Peixe”, em que o convidado tem de escolher uma de duas opções. A quem revogaria a licença de tuk-tuk de forma a garantir que nunca mais se faria à estrada política: Paulo Portas ou Nuno Melo?
É mais fácil a Paulo Portas, porque já não está hoje no ativo político. Em relação a Nuno Melo é um caminho que ele terá de trilhar no seio do seu partido.

A quem é que daria uma boleia de moto, André Ventura ou Mariana Leitão?
Era mais agradável com a Mariana Leitão.

Só pode escolher um para levar a Viana do Castelo a almoçar. Preferia José Sá Fernandes, com quem se deu tão bem por altura da JMJ, ou Carlos Fernandes do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, que representa os trabalhadores da recolha do lixo?
Viana do Castelo é sempre bom para ganhar um bom arejo e comer um bom peixe, portanto iria com o Sindicato, para pormos em ordem muito do que é importante para dar resposta na cidade.

Vamos imaginar que um dos partidos de oposição vence Lisboa. Preferia fazer oposição à presidente da Câmara Alexandre Leitão ou ao presidente da Câmara João Ferreira?
Essa resposta para mim é muito clara, e eu sou um insuspeito: o vereador João Ferreira é um bom vereador, não tenho dúvidas nenhumas em dizê-lo; não gosto do PCP e jamais faria publicidade do PCP, mas admiro pessoas que, mesmo estando em zonas políticas diferentes da minha, são sérias e consistentes e esse é claramente o caso de João Ferreira.

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.