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JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Jonathan Conlin: "Gulbenkian deixou o negócio da família ir à falência. Ele era muito rico, mas não salvou ninguém" /premium

Em 2019 comemoram-se os 150 anos do nascimento de Calouste Gulbenkian e a Objectiva publica uma nova biografia. Falámos com o autor sobre a vida, os negócios e os mistérios de uma figura histórica.

A conversa com Jonathan Conlin começa com uma brincadeira sobre as suas nacionalidades. Tem passaportes britânico, norte-americano e irlandês. Tem três, Calouste Gulbenkian tinha quatro. Responde que “ainda é muito novo”, o que revela um certo desejo de vencer o histórico arménio neste duelo particular. É um detalhe que também diz algo sobre Conlin, historiador com uma mente aberta e um espírito que aposta na descoberta, ideal para quem passou anos a investigar a vida do arménio que morreu em Lisboa em 1955 e que a 23 de março próximo completaria 150 anos.

Nasceu em Nova Iorque, estudou História e Línguas Modernas na Universidade de Oxford e atualmente dá aulas na Universidade de Southampton. Trabalhou na BBC, escreveu livros sobre economia, instituições culturais e televisão. O primeiro impacto é forte, pela enorme cicatriz que tem no rosto e pelo modo cativante da sua fala, charmosa e direta, que afasta a curiosidade de perguntar “o que lhe aconteceu?”. Ouvi-lo toma conta da sala. Em poucos segundos é-se atraído pelo que tem a dizer — sendo a conversa sobre Calouste Gulbenkian e o seu novo livro, a força de atração ainda é maior. Ao ouvir Conlin falar, com frases aquecidas e naturalmente pensadas, dificilmente se imagina melhor biógrafo aquela figura histórica.

Chegou a Calouste Gulbenkian há quase duas décadas, quando estava no processo de investigação para um outro livro seu, sobre a National Gallery em Londres. Com o passar dos anos, O Homem Mais Rico Do Mundo: As Muitas Vidas de Calouste Gulbenkian, que é publicado em Portugal pela Objectiva, a 3 de Janeiro, foi ganhando corpo até se tornar uma realidade. A biografia de Jonathan Conlin é um trabalho redondo, tem um início e um fim, mas percebe-se que há momentos da vida do empresário e filantropo que aguçam a curiosidade de qualquer historiador e que, por ventura, ficaram de fora. Um dos maiores desafios quando se estudam arquivos é saber onde parar, para onde olhar e para onde parar de olhar.

Quando chegamos à sala onde Jonathan Conlin nos espera, o biógrafo de Calouste Gulbenkian está a mexer em alguns arquivos. Foi precisamente por aí que começámos.

“O Homem mais rico do mundo: as muitas vidas de Calouste Gulbenkian”, de Jonathan Conlin (Objectiva)

O que está a investigar agora?
O Museu [Calouste Gulbenkian] pediu-me para escrever algumas descrições para alguns objetos, de forma a adicionarem informação sobre a história da vida de Gulbenkian, ou seja, mostrar a sua personalidade através de alguns itens que adquiriu. Objetos que tinha na sua casa, com os quais tinha uma grande relação, ou com os quais os filhos brincavam. Para acrescentar alguma vida à pessoa, ao homem, à coleção.

Será que está a escrever uma segunda parte da biografia?
Não, não, mas irei dar algumas conferências aqui em janeiro e tenho de fazer alguma investigação para isso. Continuo a investigar o seu papel na indústria petrolífera e é útil para isso também.

Durante quanto tempo investigou para este livro?
Vim cá pela primeira vez em 2000, 2001, quando estava a escrever a história da National Gallery [Conlin escreveu um livro sobre o museu londrino, intitulado Nation’s Mantelpiece: A History of the National Gallery], e a história de o senhor Gulbenkian ter planeado dar toda a sua coleção e 5% do seu património à National Gallery em Londres, o que não aconteceu. Voltei novamente em 2002 para fazer mais investigação sobre a sua filantropia. O projeto de investigação começou em 2013 e depois foram cinco anos muito intensivos de investigação, a dedicar-me a isto a tempo inteiro.

O que o impulsionou a começar a investigar a vida de Calouste Gulbenkian?
Estava a escrever a história da National Gallery e a entrega do legado de Gulbenkian, que nunca aconteceu. Foi um dos grandes “e se”, uma das grandes situações hipotéticas da história daquela instituição. Se eles tivessem recebido esse legado, se o edifício que já estava planeado para estar ao lado da National Gallery tivesse sido construído, o museu seria um sítio muito diferente daquilo que é hoje. Os britânicos ficam muito ansiosos quando as suas obras vão para os Estados Unidos, como quando foram compradas pelo Getty Museum. Se a Fundação Gulbenkian tivesse acontecido em Londres, nenhum desses trabalhos teria saído de Inglaterra, teriam ficado lá e teriam sido comprados pela National Gallery. A National Gallery queria saber mais sobre o plano, como é que seria o edifício, quanto dinheiro existiria, que obras Gulbenkian queria comprar para o museu.

"Calouste era alguém muito humilde e preparado para falar com curadores, historiadores de arte e ouvi-los. Por exemplo, em relação ao Edgar Degas, inicialmente ele vê, fica curioso mas não percebe. Percebeu que tinha de ser educado. Ele estuda história de arte, paga a curadores para lhe darem lições. Ele lê livros de arte. A criação de uma biblioteca de arte nasce da sua coleção de livros de arte."

A partir daí, como nasceu o interesse para se tornar biógrafo de Calouste Gulbenkian?
Fui convidado para apresentar um artigo para uma conferência, organizada na Waddesdon Manor, pelo Rothschild Archive’s, em 2004 e 2005. Escrevi esse arquivo, foi publicado em inglês, mas também em português, na Análise Social, em 2010, e essa foi a primeira vez que em Portugal as pessoas ficaram conscientes daquilo que eu estava a fazer. A Fundação entrou em contacto comigo e começámos a discutir os termos. Demorámos cerca de dois anos a afinar os detalhes do projeto de investigação.

A dado momento refere no seu livro que Gulbenkian se via como alguém sem uma nacionalidade. Isso era uma grande vantagem no mundo em que viveu, principalmente quando muitos países ainda lutavam pelas suas fronteiras.
Sim, penso que havia uma tendência de globalização até à Primeira Guerra Mundial, o nacionalismo, as barreiras alfandegárias, os impostos, destruíram o mundo onde Gulbenkian tinha muito sucesso. Mas depois tudo voltou ao normal. E agora, em 2019, é uma altura triste para o livro sair, porque estamos a desglobalizar novamente, com Donald Trump, Theresa May, Erdogan, Viktor Orbán. Mais e mais pessoas a dizer que não se pode ser um cidadão de mais de um sítio, mas antes de lado nenhum. Ser um cidadão global é um cidadão de nenhum lugar, é visto como uma ameaça e não como algo positivo.

Há um momento no seu livro em que diz que a orientação de Gulbenkian para o negócio é mais americana do que europeia/arménia. O que quer dizer com isso?
Ao contrário dos seus irmãos, primos, pais, Calouste Gulbenkian não estava a pensar na perspetiva de um clã. Ele deixa o negócio familiar, que está a ser gerido pelos seus irmãos, ir à falência em 1907. Nessa altura ele era muito rico, podia ter salvo a companhia, mas não salvou ninguém. Isso era inimaginável para pessoas em Istambul, eles não conseguiam imaginar como é que ele podia estar sentado e permitir que uma companhia chamada Sarkis Gulbenkian Fils, com o nome do pai, com o nome da família, declarasse falência. Por causa da vergonha que isso trouxe ao nome Gulbenkian. O facto de ele ter deixado isso acontecer sugere que ele foi mais individualista no seu pensamento. Se quiser chamar isso americano… ele admirava pessoas como o Henry Ford e a ética laboral protestante. Andava com citações que captavam a sua atenção, andava com elas no seu diário. Havia citações de Henry Ford sobre o trabalho no seu diário. Gulbenkian era daquele tipo de pessoas que adora o seu trabalho para si mesmo, e não para impressionar alguém, ou pelo dinheiro.

5 fotos

Qual era a sua principal motivação quando investia em arte?
Acho que ele adorava a procura no que respeita ao colecionismo. E aí usava algumas das mesmas capacidades que tinha para o negócio, mas com menos risco. Se não consegue a estátua de Diana, não é tão preocupante como um grande negócio petrolífero. Mas era uma forma de relaxar para ele, usava os mesmos talentos, capacidades, ter uma rede a dizer se aquela estátua está à venda, se aquela pintura está disponível, se alguém está a oferecer mais, se é verdadeira ou falsa. Ele usava as mesmas capacidades para conseguir os contactos e confirmar, confirmar. Eu acho que ele gostava dessa atividade. E no final da sua vida, quando descobriu que não havia mais nada para ele fazer, ele ficou algo apático, e isso deixou-o desconfortável. Porque costumava focar-se em várias coisas que estavam a acontecer ao mesmo tempo.

Mas Gulbenkian não via a sua coleção de arte como um troféu?
Não, mas tinha muito a ver com a caça. Quando adquiria objetos que desejava, dos quais andava à “caça” durante muito tempo, não os colocava logo na sua casa para mostrar às outras pessoas. As obras que ele compra ao Hermitage tiveram um destino secreto. Há relatos que contam que, mesmo quando as obras no Hermitage já não estão nas paredes, ele continua a ser a última pessoa a dizer ao mundo, aos média, “olhem para mim, comprei estas pinturas”. Era muito discreto quando comprava obras de arte. Quando comprava a negociantes de artes, deixava as obras nos seus armazéns durante anos, por vezes vinte anos. A estátua que está lá em cima [na Fundação], do Jean Goujon, esteve em armazém durante mais de vinte anos. Ele preocupava-se imenso com as suas “crianças”, como lhes chamava, e estava sempre a confirmar se as suas obras estavam bem armazenadas, se estavam a ser cuidadas, se estavam protegidas. Mas não estava preocupado em mostrá-las.

Ele não era só bom a caçar arte pelo prazer da caça. Também tinha bom gosto. Como é que ele adquiriu esse bom gosto?
O negócio familiar era, originalmente, de trocas. E trocavam uma série de bens, carpetes persas, antiguidades persas, bem como petróleo, lã, algodão de Anatólia. Está implícito na pergunta que faz que, como Gulbenkian era um homem de negócios, não perceberia nada de arte. Se vai ser um bom negociador de carpetes, tem de saber, sentir, olhar e perceber quanto vale esta carpete persa ou caucasiana. Tem de olhar para um candeeiro e perceber a qualidade do material. Penso que ele adquiriu um olhar para isso e para o lado material dos objetos. E em relação ao gosto, Calouste era alguém muito humilde e preparado para falar com curadores, historiadores de arte e ouvi-los. Por exemplo, em relação ao Edgar Degas, inicialmente ele vê, fica curioso mas não percebe. Percebeu que tinha de ser educado. Ele estuda história de arte, paga a curadores para lhe darem lições. Ele lê livros de arte. A criação de uma biblioteca de arte nasce na sua coleção de livros de arte. Mesmo quando está ocupado, Gulbenkian leva revistas, livros, catálogos de leilões. E quando tem algum tempo, lê sobre história de arte. Herdou um olho para analisar materiais e educou o seu gosto. Claro que com Picasso, quando encontra Picasso, ele não diz que é uma porcaria, como se ouve muita gente dizer, que a Arte Moderna é um desperdício de dinheiro, ou pior, que é uma partida de mau gosto. Ele não descarta, diz que tem de ser educado sobre isso, mas que não tem tempo agora. A coleção é maravilhosa, mas não se vai além de Degas e o Impressionismo. Não há Cézanne, Picasso… há limites na coleção.

"Tinha de ser organizado e pagou um preço por isso, ou pelo menos a sua família pagou. Ele não tinha muito tempo. Veja as cartas escritas pela sua mulher, onde ele responde, 'não escrevas cartas tão longas, porque demoro tempo para as ler'".

Não me parece que exista essa relação entre os negócios e a falta de bom gosto…
Mas muitos homens de negócios agora não têm bom gosto.

Respondeu à minha pergunta, mas o que quis dizer estava relacionado com tempo. Para ter bom gosto, ou para olhar para a arte, para a perceber, é preciso tempo. Ou pelo menos algum espaço mental para pensar sobre isso. A minha questão estava relacionada com isso. Claro que também tinha de ter um instinto.
Ele criou tempo. Tinha de ser organizado e pagou um preço por isso, ou pelo menos a sua família pagou. Ele não tinha muito tempo. Veja as cartas escritas pela sua mulher, onde ele responde: “Não escrevas cartas tão longas, porque demoro tempo para as ler”. Ele não iria dar uma resposta longa, mas mesmo pensando no tempo que se demora a ler uma carta da mulher, esse tempo pode ser gasto a ler um catálogo da Sotheby’s, ou ir a um museu. Ele passava muito tempo em museus.

Quando começou a investigar a vida de Calouste Gulbenkian, ficou surpreendido por saber que ele era o homem mais rico do mundo quando morreu?
Como qualquer pessoa rica, a sua riqueza não está parada num sítio, em dinheiro. Foi muito difícil de calcular, deixei alguns dados no livro. É muito difícil fazer este tipo de cálculos.

Os números são impressionantes. Como a riqueza de Gulbenkian cresce de 1951 para 1955.
Sim, há um oleoduto construído de Kirkuk, no Iraque, em direção ao Mediterrâneo, que começa a funcionar no início dos 1950s. E é aí que a sua riqueza cresce desmesuradamente. É nessa altura que a sua saúde está em declínio, ele está nos seus 80 anos. Nessa altura ele perde a habilidade de compreender quanto dinheiro isto é. Porque foi uma subida da grande riqueza para a riqueza absurda. A revista Forbes faz a sua lista dos mais ricos. Mas só começaram a fazer essa lista dois anos após a sua morte. Penso que o Getty era o homem mais rico nos anos seguintes. Por isso, o Gulbenkian teve sorte quando morreu, ele morreu como o homem mais rico do mundo. Não era durante o início da sua carreira por causa do Rockefeller. Não sabia que era o homem mais rico do mundo e, se estudarmos esses números, só durante uns anos é que, de facto, ele foi o homem mais rico do mundo. E esse valor que calculei não inclui as obras de arte. [Na biografia agora publicada, Conlin estima a riqueza de Gulbenkian, em 1955, no valor de 201 milhões de libras, e equivale esse valor, fazendo-o corresponder a 2015, a quase 20 mil milhões de libras, qualquer coisa como 22 mil milhões de euros]

"O projeto de investigação começou em 2013 e depois foram cinco anos muito intensivos de investigação, a dedicar-me a isto a tempo inteiro", diz Jonathan Conlin

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Mas acha que ele é conhecido por todo o mundo?
Não. Na Arménia, ou quando estou a falar perto de comunidades arménias, em Nova Iorque ou em Istambul, para eles é uma grande figura. Nos sites arménios, ele está junto do André Agassi, Cher, Kim Kardashian, outros grandes arménios, com nome, que são reconhecidos e sobre os quais eles têm orgulho. Na Grã-Bretanha, quando digo que estou a estudar o Gulbenkian, eles assumem que estou a estudar o filho, que é o homem com o monóculo e com o Rolls Royce. Quando se fala em Gulbenkian no Reino Unido, pensa-se no Nubar. O pai estaria confortável com isso e o Nubar muito feliz com isso. Tudo depende de onde se fala sobre Gulbenkian.

No livro fala de como Calouste Gulbenkian, a dado momento, consolida a indústria petrolífera. Ele decide fazer algo que ninguém tinha feito, muda o mundo e a indústria. E não parece que seja reconhecido por isso.
Sim, mas ele também não quereria esse reconhecimento. Porque com reconhecimento viria a atenção que ele não desejava, perderia a sua privacidade.

A versão inglesa do seu livro tem como título principal Mr. Five Per Cent, a portuguesa é O Homem Mais Rico do Mundo: As Muitas Vidas de Calouste Gulbenkian. Dessas várias vidas, qual é a que o surpreendeu mais?
Sabia que ele era um homem do petróleo, que era um colecionador de arte, não sabia sobre a história da família, isso para mim foi importante, como biógrafo, porque caso contrário o livro seria apenas um relato dos negócios que o Calouste Gulbenkian fez. Seria muito técnico, orientado para o negócio, nada sobre o homem. Mas o pai, avô, marido, existe muito interesse humano aí. E o seu interesse pela natureza, animais, o quanto se interessava pela natureza, pelo mundo natural.

Como é que a família o via?
Isso varia muito. Como pode ver pela árvore familiar, é uma mistura de duas famílias. Os Essayan eram muito mais ricos, antes de Calouste se casar com Nevarte; os Gulbenkian não eram pobres, mas não eram tão ricos. Alguns Gulbenkians foram para os Estados Unidos, até fizeram a sua própria Fundação, uma outra, muito mais pequena, chamada Gullabi Gulbenkian Foundation em Nova Iorque. É uma instituição de caridade que ajuda alguns arménios.

"Foi claro que ele não ia deixar nada para os seus irmãos, até porque permitiu que eles fossem à falência. Não queria ser visto como a figura de um clã. E também deixou claro à Rita e ao Nubar, desde muito jovens, que eles não iam herdar a sua fortuna: ele não ia dividir a fortuna em dois. Eles aceitaram isso, não contestaram o testamento. Foi-lhes deixada uma herança generosa."

Porque é que após a sua morte, ninguém continuou o seu negócio?
Foi claro que ele não ia deixar nada para os seus irmãos, até porque permitiu que eles fossem à falência. Não queria ser visto como a figura de um clã. E também deixou claro à Rita e ao Nubar, desde muito jovens, que eles não iam herdar a sua fortuna: ele não ia dividir a fortuna em dois. Eles aceitaram isso, não contestaram o testamento. Foi-lhes deixada uma herança generosa. A dado momento penso que o Gulbenkian tinha esperança nos talentos de Nubar e coloca-o na Shell, como assistente de Henri Deterding, para obter informações sobre o que Deterding estava a fazer, mas também porque acreditava, de uma forma algo irracional, que se ele fosse bem sucedido na Shell, poderia continuar lá e tornar-se patrão da empresa. O que teria sido algo curioso.

Se o tempo não fosse um constrangimento, que aspeto descobriu que teria investigado mais?
Tenho uma resposta fácil. Uma das razões para que não houvesse relação entre Calouste Gulbenkian e os irmãos foi a morte do pai, em 1894. Nesse momento, Calouste torna-se responsável pelos negócios da família, porque é o mais velho. E há um boom especulativo, no Galata, em Istambul, nas ações das minas de ouro na África do Sul. O rumor que se mantém até hoje é que Gulbenkian perdeu uma grande quantidade do dinheiro da família em especulação. E que depois ele usa dinheiro do seu casamento com Nevarte, ela vinha de uma família muito rica, e esse dinheiro permite recomeçar tudo de novo. Tem sido difícil encontrar registos desse período, porque aqui os arquivos começam em 1897, a partir daí há muitos registos, mas há pouco antes de 1897. Em 1897 ele já tem quase trinta anos. Os arquivos desse período, em que está a especular com o dinheiro do pai, quando perde muito dinheiro… gostava de perceber o que se passou. Talvez tenha ganho dinheiro, mas quis guardá-lo para si. Não sei. Tudo o que sei é que há cartas escritas pelos seus irmãos a referirem-se a algo que aconteceu nessa altura,  mas não são específicos. Não tenho a certeza onde poderia investigar, mas gostaria de investigar mais isso.

Fotografias de João Porfírio

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