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Esta quinta-feira, estavam a ser dados os últimos retoques no cenário das Conferências
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Esta quinta-feira, estavam a ser dados os últimos retoques no cenário das Conferências

TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

Esta quinta-feira, estavam a ser dados os últimos retoques no cenário das Conferências

TOMÁS SILVA/OBSERVADOR

Nos bastidores das Conferências do Estoril

Começa já esta sexta-feira a 8.ª edição das Conferências do Estoril, na Nova SBE. O evento dura dois dias e conta com mais de 60 oradores, divididos por vários painéis. Mas como se prepara?

Tudo começou há, pelo menos, seis meses, numa luta diária com o relógio. Até aqui, as Conferências do Estoril eram bi-anuais, o que dava dois anos à organização para assentar a poeira, refletir e contactar os oradores, muitos deles com agendas delineadas com um ano de antecedência. Entre dezenas de chamadas e e-mails, Laurinda Alves, diretora executiva das Conferências do Estoril pela primeira vez, em conjunto com a sua equipa, vão conseguir juntar, nos dias 1 e 2 de setembro, mais de 60 oradores de referência nas mais diversas áreas na Nova SBE, em Carcavelos.

A ideia de tornar estas conferências anuais partiu do novo diretor da Nova SBE, Pedro Oliveira, que tomou posse em janeiro deste ano. A importância de libertar o conhecimento produzido pelas faculdades terá sido a principal alavanca, mas também a vontade de abrir a Nova SBE ao público.

Ao longo do caminho para as conferências foram feitos quatro eventos: três conversas que giraram em torno do Chat GPT, que muito tem inquietado e, ao mesmo tempo, fascinado tanta gente nos últimos tempos; e um concerto com atuações de Luísa Sobral, Salvador Sobral, Janeiro e Milhanas para angariar fundos para as vítimas dos sismos da Turquia e Síria — concerto que encheu o auditório Jerónimo Martins, na Nova SBE.

O tema das Conferências é “Reumanizar o Mundo: Um Futuro de Esperança”. Laurinda Alves explica: “Estamos a reumanizar o mundo num período pós-pandemia, num tempo em que a  inteligência artificial é tão fascinante como inquietante. As pessoas sentem que não compreendem o que está a acontecer ou que não têm ferramentas e sentem-se ameaçadas.  São as guerras, os conflitos que se eternizam, a invasão da Ucrânia, as ameaças, as alterações climáticas, são as doenças, as novas doenças, é a pobreza extrema, é a carência de água, é a seca, é tudo isto e mais. Não são umas conferências realizadas num contexto académico. São para pensar globalmente. Até aqui assentavam em três pilares, que eram “planeta, pessoas e paz” e agora nós acrescentámos as “políticas” e a “saúde”. Como tal, agora passámos a funcionar com estes cinco pilares. E o tema é este, é o ponto de partida, é reumanizar.”

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Contar histórias de “fracassos”

Neste sentido, um dos objetivos destas conversas é também que os convidados falem dos seus fracassos. Laurinda Alves não quer apenas que estas pessoas, que têm claramente sucesso nas suas áreas, se fiquem pelo “fim do caminho”. O objetivo é que contem também os seus pontos de superação, os que os levaram até onde estão hoje, para que a audiência perceba que estas pessoas não são assim tão distantes dela. “Nós vamos sair destas conferências com desafios. Os oradores não podem vir para ser uma montra que nunca mais vemos. O que nós queremos é puxar estes fios, no fundo, daquilo que eles partilham seja ciência, experiências, áreas de influência, etc… e tecer um tecido novo”.

Laurinda Alves

E acrescenta: “É muito importante que as pessoas percebam que a educação é uma grande ferramenta, uma grande arma. A única maneira de combater a pobreza, de combater a iliteracia, é através da educação. Os oradores percebem isso e, portanto, percebem que podem acrescentar esse valor. O critério para a seleção dos convidados é este”, explica.

As Conferências do Estoril já foram distinguidas pelos prémios “Event X Awards”, que Laurinda Alves, em tom de graça, chama de “óscares dos eventos”. Ganharam duas medalhas de bronze nas categorias de “melhor evento sobre liderança” e “melhor conferência” entre 761 entradas de 49 países a nível mundial. Entre os prémios que o projeto tem arrecadado nos seus dez anos de existência, destaca-se a nomeação das Nações Unidas como um exemplo de boas práticas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em 2021.

Outro projeto, inserido nas conferências é o Patient Innovation – um projeto que faz com que os próprios doentes, ou os seus cuidadores (não sendo profissionais médicos nem ligados à medicina)  sejam capazes de encontrar métodos e processos, que às vezes até chegam a uma possibilidade de cura, ou que lhes aumenta a qualidade de vida. Na tarde do segundo dia de conferências serão entregues os prémios deste ano, onde haverá tempo para conhecer quem são estas pessoas e que propostas apresentaram.

Neste momento já se contam mais de 2 mil inscritos, entre registos presenciais e online, para o evento. Laurinda Alves reforça que, em caso de sobrelotação no átrio, há um auditório com 400 lugares.

A preparar a próxima edição

Já a pensar na edição do próximo ano, Laurinda Alves conta que pede a todos os oradores convidados que nomeiem “duas ou três pessoas que considerem excecionais” para a edição seguinte. Para já, quer apenas que as pessoas tenham uma boa surpresa, ao ouvir coisas que não esperam: “Eu gostava disso e gostava que as pessoas se sentissem mais capazes, validadas. Que sentissem a mola interior, que essa mola saltasse e os fizesse dar o passo em frente ou para cima ou para o lado, ou o que for. Acho que isso acontece porque, por experiência, nós sabemos que isso é contagiante”.

As conferências são gratuitas e Laurinda Alves reforça que este tipo de conferências são pagas a preço de ouro noutras geografias. As inscrições, que são obrigatórias, ainda estão abertas e é possível assistir às conversas presencialmente ou à distância. Para conhecer a agenda completa destes dois dias e horários, aceda aqui.

Este artigo faz parte de uma série sobre as Conferências do Estoril, evento de que o Observador é media partner. Resulta de uma parceria com a Nova Medical School, Nova School of Business and Economics e a Câmara Municipal de Cascais. É um conteúdo editorial independente.

 
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