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Um cisne a deslizar num lago e flores coloridas, ao som de instrumentos de sopro chineses. Foi esta a introdução escolhida pela televisão chinesa, antes de mostrar as imagens do Presidente Xi Jinping a passear com o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, com uma paisagem bucólica de fundo.
O encontro foi esta quinta-feira, em Pequim, e serviu para a China passar ao mundo as mensagens que tem a enviar perante esta guerra de tarifas com os Estados Unidos da América, naquela que foi a primeira vez que o Presidente chinês abordou o tema em público desde “O Dia da Libertação” (2 abril) de Donald Trump: tranquilidade para os chineses, desejo de aproximação aos europeus e retórica dura contra Washington.
A primeira, já vimos, está no estilo da peça televisiva para consumo interno. A segunda, no apelo de Xi Jinping a Sánchez para que a China e a União Europeia “cumpram as suas responsabilidades internacionais e mantenham em conjunto a tendência da globalização económica e do ambiente de comércio internacional”.
A terceira veio no resto da mensagem, apelando a europeus e chineses que “resistam conjuntamente a um bullying unilateral”, numa farpa para os Estados Unidos. E o ataque não se limitou à retórica: no encontro, Xi anunciou que a China vai retaliar contra o último aumento das tarifas imposto por Washington, igualando-as em 125%. “Não vai haver vencedores numa guerra de tarifas e quando se enfrenta o mundo só se fica mais isolado”, declarou o Presidente chinês.
O Partido Comunista Chinês está “de mau humor” com as tarifas — mas quer passar imagem de tranquilidade
No Partido Comunista Chinês (PCC), não parece haver para já receio face à postura da administração norte-americana, que esta semana anunciou uma pausa nas tarifas previamente anunciadas, com exceção para a aplicação sobre a China — aumentando até o valor até aos 125%.
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O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês já tinha sido firme na resposta, ainda antes de o valor ultrapassar os 100%: “A China não quer combater nesta guerra, mas não tem medo dela. Não vamos ficar impávidos a assistir, enquanto os direitos e interesses legítimos do povo chinês são negados ou quando as regras do comércio internacional e do regime de comércio multilateral são minadas. Se os EUA estão determinados a combater numa guerra de tarifas e numa guerra comercial, a resposta chinesa irá até ao fim.”
Declarações que George Magnus classifica da seguinte forma: “É evidente pela retórica dos políticos chineses que o PCC está de mau humor com as tarifas de Trump”, diz o investigador do Centro da China da Universidade de Oxford ao Observador. “A resposta de olho por olho às tarifas que o governo anunciou demonstra raiva contra a administração norte-americana, um apelo às armas aos restantes [países] para que resistam e uma preocupação com as consequências.”
Mas há nuances no discurso. Ainda nesta segunda-feira, o The Times analisava as diferenças nos editoriais do People’s Daily — jornal oficial do PCC — da edição inglesa face à chinesa. Em inglês, o jornal usava a ação do DOGE de Elon Musk para ilustrar as fraquezas dos EUA, dizendo que o departamento “revelou uma ladainha de escândalos: corrupção, interferência estrangeira, manipulação dos media e até financiamento de terrorismo”. “Os Estados Unidos não são um farol da democracia, mas um motor global de instabilidade”, rematava o artigo.
Já na edição chinesa da véspera, o tom era bastante mais tranquilo: “O abuso das tarifas pelos Estados Unidos terá um impacto na China, mas ‘o céu não vai cair’”, dizia o editorialista. “Como o secretário-geral Xi Jinping notou, ‘A economia chinesa é um oceano, não é um pequeno lago’. Este oceano consegue aguentar o batismo das tempestades e resistir à invasão de vagas frias comerciais.”
A linha oficial é de que a China irá aguentar, mas relembrando que a guerra comercial não beneficia ninguém e frisando que é “o adulto na sala”, que defende as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e do comércio internacional, face à postura dos norte-americanos. Isso mesmo reforça ao Observador Wang Huiyao, conselheiro de Estado e diretor do think tank chinês Centro para a China e Globalização: “A porta para falar e negociar a guerra de tarifas por parte da China está totalmente aberta, mas tal deve ser conduzido de forma respeitosa e amigável. Como segunda maior economia do mundo, a China tem de garantir e defender o comércio internacional e as regras da OMC”, afirma.
Ao mesmo tempo, o discurso para consumo interno é de ainda mais acalmia. Foi preciso uma semana até Xi Jinping abordar o tema das tarifas em público. Antes disso, como notou o correspondente da BBC na China, o Presidente passou os últimos dias a plantar árvores, no âmbito de uma campanha contra a desflorestação.
Os memes virais contra os EUA e a censura contida. Como a opinião pública chinesa se expressa na internet
Mas a máquina de propaganda do PCC continua a funcionar e, de forma mais subtil, vai atacando Washington através dos media nacionais e das redes sociais.
No início da semana, a conta da embaixada chinesa nos EUA partilhou no X um vídeo de um discurso de Ronald Reagan, em 1987, onde o Presidente norte-americano criticava a proposta protecionista de aumentar tarifas e avisava que estas “inevitavelmente levam a retaliação” e se traduzem numa “guerra comercial”. O jornal chinês The Paper comentou o vídeo, que já circula nas redes sociais chinesas, assinalando que “ganhou um novo significado em 2025”.
Ronald Reagan vs. #tariffs : 1987 speech finds new relevance in 2025pic.twitter.com/CuAMw1eQXN
— Chinese Embassy in US (@ChineseEmbinUS) April 7, 2025
Mais agressiva, a versão inglesa da televisão estatal (CGTN) partilhou um vídeo com uma música criada por Inteligência Artificial (IA) que se dirigia diretamente a Trump, como se fosse do ponto de vista dos cidadãos norte-americanos. A letra, explica o Telegraph, dizia “No Dia da Libertação, prometeste-nos as estrelas. Mas as tarifas mataram os nossos carros chineses baratos”, e ainda avisava para outras consequências como “a queda dos satélites de Elon e a descida da riqueza de Bezos”.
A versão chinesa do canal (CCTV) aproveitou a sua presença na rede social Weibo para notar que, enquanto aplica tarifas à China, os Estados Unidos continuam com falta de ovos. Criou até uma hashtag: #UShastradewarandaneggsshortage (“Os EUA têm uma guerra comercial e uma escassez de ovos”), que rapidamente se tornou viral na internet chinesa.
Os internautas agarraram a deixa e apressaram-se a dar azo à criatividade nas críticas à administração Trump. O meme mais viral foi um vídeo (também criado com recurso à IA) onde se veem norte-americanos — a maioria obesos — a trabalhar numa fábrica têxtil, de ar cabisbaixo, ao som de uma música tradicional chinesa. No final, um ecrã negro com a frase em letras brancas “Make America Great Again”.
The Chinese produced this satirical video with the help of artificial intelligence that shows Americans working in factories at menial jobs with the words "Make America Great Again". pic.twitter.com/MGesgOZppP
— T_CAS videos (@tecas2000) April 8, 2025
“As redes sociais têm um tom mais desafiador, enquanto os responsáveis tentam passar uma ideia de que as coisas estão sob controlo. É uma reação consistente com o fomento do etno-nacionalismo na República Popular da China”, nota Ja-Ian Chong, professor de política externa chinesa na Universidade Nacional de Singapura. “As redes sociais na China estão sujeitas a um apertado controlo e censura. Se conseguimos ter acesso a estes memes, significa que há autorização oficial.”
“Os chineses são muito sensíveis à postura e honra do seu país no campo internacional”, acrescenta Debby Chan. “Não é surpreendente que haja um movimento de união nacional a crescer junto dos internautas, sobretudo em resposta às tarifas dos EUA, que são vistas como uma tentativa de abafar o crescimento económico chinês”, diz ao Observador a professora no Centro da China da Universidade Nacional da Austrália.
Por outro lado, nem todas as críticas podem circular livremente na internet chinesa, limitada pela firewall do Estado. Neste caso, as palavras “tarifa” e “104” (valor da taxa que foi aplicada por Trump ao país antes de a aumentar para 125%) foram inicialmente bloqueadas em quase todas as redes sociais, da Weibo ao WeChat.
Fora do mundo digital, a censura também aperta. Segundo o New York Times, o Centro de Investigação de Políticas Públicas da Academia de Ciências Sociais chinesa foi encerrado, depois de o seu vice-diretor ter criticado publicamente a decisão das autoridades chinesas de retaliarem — “Se os EUA estão a dar um tiro no pé com as tarifas, não devemos dar também um tiro no nosso próprio pé”, escreveu nas suas redes sociais He Bin. A Academia justificou a decisão de encerrar o centro com regulações internas, que incluem a diretiva de que os seus organismos devem “aderir à direção política correta”.
É por isso que Michael Kovrig, antigo diplomata canadiano na China e atual investigador do Crisis Group, ressalva que os memes podem não refletir a opinião de todos os chineses: “A opinião pública na China é severamente censurada e muitas pessoas não se atrevem a emitir opinião nem sequer em pessoa. Por isso é difícil fazer uma avaliação realista do sentimento da opinião pública como um todo, os chineses têm muitos pontos de vista”, afirma. “Muito dos comentários online também se têm focado no debate sobre como as tarifas vão afetar os consumidores chineses, com aumento de preços.”
▲ A insatisfação nas redes sociais chinesas tem sido expressa em memes humorísticos
AFP/Getty Images
Contudo, um investigador de economia chinesa do norte-americano Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS na sigla original) considera que é possível ter uma perceção generalizada do que pensa a maioria dos chineses: “Reconhecem que o seu país não é perfeito, que o Estado intervém na economia e que há tensão com outros países. Mas estão profundamente perplexos com o desvio iliberal dos EUA sob o Presidente Trump, porque os ataques a instituições políticas, sociedade civil e comércio internacional não fazem sentido na imagem que têm dos Estados Unidos”, afirma ao Observador Scott Kennedy.
“É por isso que acredito que há um amplo apoio — seja de forma entusiasta ou mais reticente — a que se resista à pressão americana”, explica. “Mas acho que a maioria dos chineses tem esperança que os dois lados consigam encontrar uma solução mutuamente aceitável para evitar uma separação económica ou até um conflito militar [entre China e EUA].”
Foco no mercado doméstico, impacto sobre a soja e contactos com a UE. Como a China tenta contornar o efeito das tarifas norte-americanas
Do ponto de vista do PCC, há a convicção de que é possível aguentar o embate de uma tarifa de 125%, sobretudo graças à experiência acumulada desde que Trump aumentou tarifas no seu primeiro mandato, que foram sendo estendidas por Joe Biden.
E há uma estratégia já montada para lidar economicamente com isso. Robert Dohner, que trabalhou grande parte da vida no Departamento do Tesouro norte-americano, explica algumas: “As vendas das empresas norte-americanas que operam na China ao mercado chinês são substancialmente maiores do que as exportações norte-americanas para a China (pense na Apple, na Tesla, no Walmart, no Starbuck…)”, diz ao Observador o atual conselheiro do Atlantic Council. “Os chineses podem por pressão sobre as empresas americanas que operam na China — assédio regulamentar, boicotes ao consumo, possíveis regras onerosas para poderem operar…”
Mas há uma carta na manga ainda maior: há muito de olho no objetivo de fazer crescer o seu mercado interno, as tarifas podem precisamente servir para acelerar esse objetivo. “É uma grande desculpa para um estímulo fiscal maior que faça aumentar a procura interna, algo que o governo chinês já queria fazer”, explica Dohner.
▲ Xi Jinping classificou como "bullying" a política de tarifas dos EUA
ANDRES MARTINEZ CASARES/EPA
Precisamente por isso, Pequim já teve encontros com algumas das suas maiores marcas nacionais, como a Shein, para que mantenham a produção em território nacional, noticiou a Bloomberg. No mês passado, Xi Jinping apareceu em público com Jack Ma, o fundador da Alibaba que parecia ter caído em desgraça — o sinal de apoio às empresas nacionais, nota o Telegraph, foi evidente.
Ao mesmo tempo, o governo chinês retalia estrategicamente contra os Estados Unidos. Esta semana, a Administração de Cinema da China anunciou que iria reduzir o consumo de filmes norte-americanos, como resposta à política de tarifas. A decisão não é de somenos, se considerarmos que a China é o segundo maior mercado da indústria de Hollywood.
Michael Kovrig aponta outra área onde Pequim pode ser letal para os norte-americanos: as tarifas aplicadas ao feijão de soja. A China é o maior mercado para os produtores americanos de soja (usada sobretudo para alimentar gado, mas também como óleo alimentar) e, com as novas tarifas de retaliação, está agora a aplicar 94% ao feijão de soja importado dos EUA, como nota a Al Jazeera — o que terá impacto nos agricultores norte-americanos. Claro que depois enfrenta a escassez, mas já tem soluções: “Onde é que a China irá buscar o seu óleo de cozinha se mantém tarifas elevadas? Ao Brasil, por exemplo”, nota o antigo diplomata.
Para além de tudo isto, Pequim prepara-se também para aumentar o número de empresas norte-americanas na sua “lista negra”, que impede de fazerem negócio com empresas chinesas: a PHV, dona da Calvin Klein e da Tommy Hilfiger, terá sido a mais recente vítima, de acordo com o Wall Street Journal. Mas, segundo fontes que falaram à CNN, o PCC ficou aquém de fazer o mesmo a gigantes como a Apple, a Tesla ou a Starbucks, por temer o desagrado dos consumidores chineses.
No fundo, o que tudo isto significa é que Xi Jinping tem vários instrumentos económicos para lidar com a guerra de tarifas, como explica ao Observador a analista chinesa da Hutong Research, Shan Guo: “Pequim já lida com uma guerra comercial com os EUA desde 2018 e está muito mais preparada desta vez”, começa por enumerar ao Observador. “Pequim tem vários instrumentos para estimular a procura interna e mitigar os riscos externos”, acrescenta. E, por fim, “Pequim vai tentar mitigar as preocupações dos outros parceiros comerciais”.
▲ A aposta chinesa no aumento do consumo interno não é de agora, mas deve reforçar-se perante as tarifas
WU HAO/EPA
Não por acaso, Pedro Sánchez não foi a única figura europeia a manter contactos com o governo chinês nos últimos tempos. No mês passado, o comissário do Comércio da União Europeia, Maroš Šefčovič, esteve no país. Perante as atuais tarifas lançadas por Trump, o primeiro-ministro Li Qiang apressou-se a falar com Ursula von der Leyen.
O discurso do PCC focou-se em público na necessidade de reforçar o comércio com a Europa: “Ao contrário de outras nações, a China deu passos concretos para aumentar as importações da UE”, podia ler-se há poucos dias no China Daily. “Nos últimos anos, a China aumentou as suas compras de produtos agrícolas europeus, incluindo vinho francês e porco alemão, para níveis históricos, o que beneficiou os agricultores e produtores europeus.”
A analista financeira Shan Guo lembra como a situação económica para a China parece suficientemente sólida para aguentar o embate das tarifas. “Os EUA só consomem 15% das exportações chinesas e as exportações representam apenas 20% do PIB chinês, portanto os EUA só equivalem a 3% do PIB chinês”, diz. Ja-Ian Chong, contudo, deixa o alerta ao Observador: “O partido-Estado tem tentado passar um sentimento de confiança de que consegue ultrapassar quaisquer desafios colocados pela administração Trump. Mas, é claro, pode sempre ser uma capa que esconde outras preocupações, se tivermos em conta que a economia chinesa tem enfrentando baixo consumo, dívida elevada e crescimento lento.”
Trump e Xi vão acabar por se encontrar. “A questão é: quem cede primeiro?”
Perante um cenário em que parece estar capaz de ter paciência e aguentar a crise — mas não estar totalmente confortável economicamente — surge a questão: terá a China interesse em negociar com a administração Trump para por um ponto final a esta guerra comercial?
A linguagem de Pequim mostra que ainda há abertura à negociação, mas Xi Jinping não tenciona ceder demasiado: “A China vai manter esta posição até ao fim”, declarou a porta-voz do Ministério do Comércio, He Yongqian. “Pressão, ameaças e chantagem não são formas de lidar com a China. Esperamos que os EUA trabalhem com a China, com base nos princípios de respeito mútuo, coexistência pacífica.”
▲ A administração Trump tem recusado negociar com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi
CHRIS J. RATCLIFFE / POOL/EPA
Robert Dohner acredita que, para Xi, é tudo uma questão de ter paciência: “Eles prepararam-se para um conflito comercial com os EUA e não vão ceder, a não ser que haja uma cedência substancial da administração Trump e que a China possa retirar alguns dividendos”, diz o antigo membro do Departamento do Tesouro norte-americano. “Para além disso, os chineses observaram o Presidente Trump recuar perante a pressão de grandes empresas e quedas abruptas nos mercados”, nota. “O governo chinês pode bem achar que Trump vai ceder a uma pressão semelhante no que diz respeito às tarifas sobre a China.”
Por enquanto, Trump afirma em público que está disposto a negociar diretamente com Xi Jinping, mas coloca a pressão sobre a China: “Eles querem fazer um acordo, só não sabem bem como fazê-lo”, disse o Presidente dos EUA. “O Presidente Xi é um homem orgulhoso, conheço-o muito bem. Não sabem bem o que vão fazer, mas vão conseguir. Estão no processo de descobrir.”
Do lado chinês, mantêm-se por enquanto as críticas à postura norte-americana: “O que os EUA fizeram não reflete uma abertura para um diálogo sincero”, afirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.
Tudo se complica com o processo nos bastidores. De acordo com a CNN, há dois meses que a administração Trump pede à China para que Xi Jinping ligue para a Casa Branca; mas Pequim tem rejeitado. Do lado norte-americano, a equipa de Trump tem levantado reservas a conversações informais com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, por considerar que não é suficientemente próximo de Xi.
Os especialistas, contudo, acreditam que mais cedo ou mais tarde os dois Presidentes vão arranjar uma forma se sentarem à mesma mesa e negociarem diretamente. Isso mesmo confirma ao Observador o conselheiro de Estado chinês Wang Huiyao, que está confiante: “Os dois têm uma responsabilidade moral para manter o mundo em paz e prosperidade. Não há vencedores numa guerra comercial”, avisa.
O investigador George Magnus concorda: “As relações bilaterais não estão boas e podem até pior. Mas nenhum lado quer uma guerra comercial aberta, as consequências para os norte-americanos que compram iPhones e para a economia chinesa são extremamente negativas”, sentencia.
“A firmeza atual dos dois lados vai ser usada para pressionar o adversário a, mais cedo ou mais tarde, ir até à mesa das negociações”, prevê o investigador de Oxford. “A questão é quem cede primeiro; e quem tem as melhores cartas na mão no momento em que os dois líderes se encontrarem.”