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O Mercado do Bolhão está a ser recuperado desde maio de 2018 e as ruas vizinhas, Formosa e Alexandre Braga, estão cortadas ao trânsito e a peões desde agosto de 2019

O Mercado do Bolhão está a ser recuperado desde maio de 2018 e as ruas vizinhas, Formosa e Alexandre Braga, estão cortadas ao trânsito e a peões desde agosto de 2019

Obras no Bolhão. "Pior Natal de sempre” traz milhares de euros de prejuízo aos comerciantes /premium

As ruas à volta do Bolhão estão cortadas desde agosto a carros e peões. Comerciantes falam em dívidas e despedimentos, alguns já fecham a porta mais cedo. Câmara promete compensações “em breve".

Alberto reforçou a dose de comprimidos para o coração, diz que já não tem idade para desilusões. António desfez-se das poupanças de uma vida. Rui está farto de passar o dia de braços cruzados, encostado ao balcão. Fernando teve de alterar as encomendas que tinha feito para o Natal. Madalena passou a trabalhar com as janelas fechadas por causa do ruído. José não sabe se vai conseguir pagar aos empregados no fim do mês. Sérgio tem uma dívida de quatro mil euros e quer regressar a Inglaterra.

Dezembro é o mês de ouro para o comércio tradicional, muitas casas costumam faturar o equivalente a quatro meses, mas este ano é diferente. O Mercado do Bolhão está a ser recuperado desde maio de 2018 e as ruas vizinhas, Formosa e Alexandre Braga, estão cortadas ao trânsito e a peões, desde agosto de 2019, para a construção de um novo túnel. Apesar de concordarem com as mudanças, os comerciantes criticam a falta de diálogo da Câmara Municipal do Porto (CMP) e acusam a autarquia de “desprezo” e “desrespeito”.

Nas ruas, agora mais estreitas, onde um carrinho de bebé e uma pessoa não se conseguem cruzar, há mais lixo, ruído e insegurança. As pessoas já não passam ali, o negócio caiu a pique e há quem pondere mesmo fechar a porta. Sérgio Dias é um deles. Trabalhou oito anos em Inglaterra, em 2015 decidiu regressar à sua cidade, o Porto, para se dedicar à restauração.

Veio com a mulher e o filho, que não se adaptaram e acabaram por voltar. Sérgio ficou, então, sozinho à frente do Junio’s Café, na rua Alexandre Braga, onde os snacks e as francesinhas são a especialidade. “Comprei uma casa estragada e estava a começar a conseguir pô-la de pé, servia entre 60 a 70 almoços, pequenos almoços e lanches. Vivia das pessoas que trabalhavam no mercado”, recorda em entrevista ao Observador.

Compensação “sempre esteve em cima da mesa”, diz CMP

O cenário, porém, mudou em fevereiro de 2018 quando foi notificado pela Câmara Municipal do Porto (CMP) de que a rua iria fechar para dar início às tão aguardas obras de requalificação do Mercado do Bolhão, iniciadas a 18 de maio desse mesmo ano. “Logo na primeira semana, senti que a clientela já não passava tanto por aqui, exceto alguns amigos fiéis. Fui à câmara falar com vereador [com o pelouro da Economia, Turismo e Comércio] Ricardo Valente e disseram-me que não estava previsto nada para nós.”

A faturação caiu para metade, teve de dispensar um dos dois empregados que tinha e, dos 60 almoços que servia, agora apenas conta oito. “Não sei até quando vou aguentar isto, estou a afundar-me. Queria ter um negócio meu, mas, sinceramente, já estou arrependido de ter voltado. Só queria ter um Natal mais descansado”, desabafa.

Algumas zonas das ruas Formosa e Alexandre Braga em tempo de obras

Diz que não sabe fazer mais nada e já pensa em fechar o café e regressar a Inglaterra para junto da mulher e do filho. “Antes, conseguia ir lá uma vez por mês, mas desde agosto que não os vejo. Custa-me muito, chego a casa e estou sozinho, não tenho ninguém com quem falar.” No último ano esforça-se por manter a rotina, fala com os fornecedores, coloca as ementas na fachada, liga a televisão e lava a loiça à mão, ao mesmo tempo que diz estar “desgraçado” e com “uma dívida brutal às costas”. Entre água, luz e renda, calcula quatro mil euros em atraso, mas só consegue acumular 2.300 euros ao fim do mês.

“Não sei como é que a EDP ainda não me veio cortar a luz. Se isso acontecer, fecho as portas, tenho de me mentalizar disso”, afirma, ainda inconformado. Em outubro, levou duas faturas da luz à CMP e resolveram-lhe o assunto, mas agora não o recebem, apesar de telefonar “quase todos os dias” e de até já ter enviado vídeos que provam o fraco movimento do negócio.

O responsável pelo Junio’s Café “não põe advogados ao barulho” porque “é uma pessoa de boa fé”, acredita que a autarquia o deve recompensar financeiramente do prejuízo, mas tem dúvidas de que consiga esperar mais. “Nesta rua há quem tenha arcaboiço e negócios longínquos, capazes de esperar por um fundo. Eu não tenho. Não sei se consigo esperar até ao fim das obras.” Sobre o andamento da empreitada vizinha, a sua preocupação mantém-se. “Só os vejo a trabalhar no túnel, o mercado está parado. Tenho medo que não haja dinheiro para a obra nem para mim.”

Se antes mantinha a porta aberta até às 23h, fosse verão ou inverno, agora faz questão fechar tudo após o almoço. “Vou ficar aqui a cansar-me e a chatear-me? Não. Esta manhã, por exemplo, fiz 10,75€. Preciso de, pelo menos, 600 euros para conseguir pagar o subsídio de Natal ao empregado”, lamenta, empurrando a caixa registadora com força.

“Por esta altura encomendava 300 quilos de pinhão, agora só pedi 180. Há clientes que me dizem que, se não fosse pelo bacalhau, nem punham cá os pés. É o pior Natal de sempre.”
Aberto Rodrigues, Mercearia do Bolhão

Ao Observador, a CMP revelou que compensar financeiramente os comerciantes “sempre esteve em cima da mesa”, garantindo que o modelo será apresentado “muito brevemente em reunião de câmara”, o que poderá acontecer a 23 de dezembro ou a 13 de janeiro de 2020. “Haverá também, nessa ocasião, novidades relativamente ao ponto de situação do mercado”, adiantou ainda o gabinete de comunicação do município.

Em setembro, a autarquia, em resposta à Agência Lusa, afirmou que estaria “consciente do impacto financeiro destas obras” e se encontrava a “estudar o modelo de compensação”. Mas, três meses depois, ainda não se sabe quando e como poderá esse retorno ser feito.

O Natal em que as poupanças desaparecem e nem o turismo equilibra a balança

Junto à placa com o nome da rua Formosa está Alberto Rodrigues, dono da tabacaria e da Mercearia do Bolhão. Sobe de tom quando ouve falar nas obras que lhe roubaram os clientes. “É um prejuízo louco, não sei como não caí para o lado quando soube, uma semana antes, que a rua ia fechar”, começa por contar ao Observador.

Alberto tem 74 anos e problemas cardíacos, já reforçou a dose de comprimidos e garante que não tem tido dias fáceis. Passa-os “com sacrifício” rodeado de revistas, jornais, tabaco e carros miniatura ao som de um rádio, na tabacaria que comprou há 38 anos. Quem entra trato-o pelo nome próprio e alguns passam só para lhe dizer “bom dia”. Da porta vê apenas um painel de metal, já não passam carros nem autocarros, “é uma tristeza”.

Mora nas traseiras da loja, mostra, orgulhoso, “a claraboia mais bonita da cidade”, diz que, apesar de tudo, gosta de viver ali. No número ao lado fica a Mercearia do Bolhão, conhecida pelos bacalhaus pendurados na porta e pelas garrafas de vinho do Porto na montra. Este Natal, as encomendas foram feitas “a medo”. “Por esta altura, encomendava 300 quilos de pinhão. Agora só pedi 180. Há clientes que me dizem que, se não fosse pelo bacalhau, nem punham cá os pés. É o pior Natal de sempre.”

Quando o mercado reabrir, Alberto acredita que “a concorrência vai estragar o seu negócio”. Por agora, só lamenta a “falta consideração” da autarquia, “que se está a borrifar” para os comerciantes, e duvida que a rua reabra mesmo o acesso pedonal a 22 de fevereiro, como lhe disseram que aconteceria.

“Tenho tirado do meu bolso para pagar aos funcionários, outras vezes peço emprestado”.
José Rodrigues, Confeitaria do Bolhão

Uns metros acima há quem duvide do mesmo. É o caso de António Reis, filho do fundador da histórica Pérola do Bolhão, mercearia aberta há mais de 100 anos. Encontramo-lo sentado atrás da caixa registadora, de luvas, “porque hoje o frio não está para brincadeiras”. Nas prateleiras abundam o chá, o café e o azeite, etiquetados com preços ainda escritos à mão. O leitão assado chega diariamente e o bacalhau, este ano, vem em menor quantidade. “Antes encomendava 900 quilos, mas só pedi 400. Tenho medo que sobre”, explica em entrevista ao Observador.

Com as obras na rua, só os clientes mais fiéis teimam em aparecer e nem os turistas chegam para equilibrar a balança. “Temos muitos clientes com mais idade que se veem aflitos para cá chegar. Os turistas que espreitam compram umas conservas e pouco mais.” Ao fim do mês, é difícil pagar aos cinco empregados. António tem usado o seu “fundo de maneio”, mas teme o futuro. “Um dia que a poupança acabe não sei o que vou fazer.”

Se António se desfaz das suas poupanças, José Reis chega mesmo a pedir dinheiro emprestado para pagar ao pessoal. “Tenho tirado do meu bolso para pagar aos funcionários, outras vezes peço emprestado”. Tem 25 pessoas a trabalhar consigo na Confeitaria do Bolhão, desde 1998. “Tive clientes a ligarem-me a perguntar se tinha fechado, a câmara não me deixa afixar nada lá fora, mesmo pagando. Sabia que ia haver uma quebra, mas não pensava que ia sentir tanto.

Nesta altura do calendário, o pão de ló, o bolo rei, os bombons e os frutos secos já deviam ter esgotado, mas este ano as encomendas desceram para metade e não há pressa para limpar as mesas. Afinal, os clientes chegam a conta gotas. “Abri no domingo de inauguração das luzes de Natal e, até às 16h, não faturámos rigorosamente nada”, lamenta. Depois deste “pesadelo”, José sabe que à sua frente estará, provavelmente, “o monumento mais importante da cidade”. Se o seu negócio vai melhorar? “Só acredito quando vir.”

Mercado “está parado há dois meses”, ficará mesmo pronto em maio?

Na rua Formosa, as mercearias abundam e, no Natal, costumam ter filas à porta. Ao passar pela “Comer e Chorar por Mais”, aberta desde 1916, não há fila, mas é impossível não sentir o cheiro a queijo e a enchidos. Fernando Barandas está no backoffice a tratar da mercadoria, faz parte da terceira geração da família responsável pelo negócio e, no passeio, cumprimenta os clientes, já antigos conhecidos, que ainda fazem questão de o visitar para rechear a mesa da consoada.

Mal ouviu falar da possibilidade do encerramento da rua, dirigiu-se à câmara, em julho de 2019, para saber o que o esperava. “Como trabalhamos com produtos sazonais, tinha que antecipar encomendas e saber com o que podia contar.” A autarquia garantiu-lhe que a rua só fecharia para as obras do túnel em janeiro do próximo ano, o que não aconteceu. “Fecharam-na a 20 de agosto e fizeram tudo às três pancadas, em cima do joelho. Vejo frequentemente engenheiros e trabalhadores a discutir, não sabem a quantas andam.”

A empreitada do túnel foi adjudicada à Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, SA, por um valor próximo dos 4,4 milhões de euros

Fernando vive no prédio em cima. Da sua janela, diz conseguir perceber o andamento da obra e conta que, no interior do mercado, “há apenas meia dúzia de homens a trabalhar”. “Tiveram muita pressa em remover o interior, mas a estrutura está igual e sem movimento há pelo menos dois meses.”

Apesar de Rui Moreira, presidente da câmara do Porto, não querer avançar uma data para a conclusão das obras no Bolhão, o calendário inicialmente anunciado aponta para 31 de maio de 2020, a data para o mercado estar pronto. O mesmo plano prevê que o túnel, que ligará a rua do Ateneu Comercial do Porto à rua Alexandre Braga, permitindo as cargas e descargas, esteja concluído em agosto do mesmo ano.

O dono da “Comer e Chorar por Mais” fala em “desorganização” e “falta de planeamento”. Prova disso, diz, são “as caves inundadas” e as “telecomunicações rebentadas” que tem presenciado nos últimos tempos. “Há um mês, a Manteigaria teve a cave inundada, tiveram de vir os bombeiros e tudo. Eles fazem furos a 12 metros de profundidade, não calculam corretamente e depois tentam remediar”, acusa.

Tal como a maioria dos colegas, Fernando Barandas é a favor da recuperação do mercado e da construção do túnel, acredita que a zona irá beneficiar com isso, mas condena a forma como o município geriu o processo. “Houve um desrespeito e um desprezo total para com os comerciantes, não existiu diálogo. Eu já tinha encomendas feitas para o Natal e tive de fazer ajustes.”

“Estão a tirar os peões daqui e querem acabar com o comércio tradicional. Estão a matar a época mais rentável do negócio.”
Fernando Barandas, Mercearia Comer e Chorar por Mais

Só no fim das obras é que irá conseguir calcular o prejuízo, mas em cima da mesa tem já a promessa de uma indemnização, ainda que com algumas condições. “A câmara diz que só indemniza lojistas que não apresentem prejuízos nos últimos três anos. Ora, os prejuízos começaram muito antes, com as obras do metro em 2002. Sentimo-nos enganados.”

Nesta mercearia, onde uns provam queijo da Serra e outros pesam alheiras de Mirandela, 65% da faturação vinha de bolsos estrangeiros. Atualmente, só 20% é que param por lá. As vendas de dezembro eram equivalentes a quatro meses num ano. Em 2019, caíram para metade. “Estão a tirar os peões daqui e querem acabar com o comércio tradicional. Estão a matar a época mais rentável do negócio.”

Em agosto, os comerciantes foram informados de que a rua Formosa iria ser reaberta aos peões a 18 de dezembro — é, aliás, a data que consta na sinalização presente nas esquinas. No entanto, a reabertura foi adiada para o fim do ano e a previsão atual é que aconteça só no final de fevereiro, uma informação que a autarquia confirmou ao Observador.

No fim de setembro, depois de algumas reuniões, cerca de 15 lojistas da rua Formosa decidiram procurar apoio jurídico para resolver a situação e contactaram o advogado Manuel Veiga Faria. “Muitos estabelecimentos vivem situações dramáticas, têm custos fixos elevados, ordenados e segurança social para pagar e alguns viram o seu negócio a ter uma quebra de 60%”, começa por explicar o advogado ao Observador, acrescentando que a quadra natalícia “é crucial” para algumas casas.

Falta de segurança, iluminação e limpeza são algumas das queixas mais frequentes. “Em outubro, tive uma reunião na câmara municipal do Porto com o vereador Ricardo Valente, fui acompanhado de três comerciantes, mas não os deixaram entrar”, conta. Nesse encontro, segundo o advogado, a autarquia reconheceu os prejuízos, pediu os dados contabilísticos dos comerciantes e disse que ia estudar uma solução. “Até hoje não me deram uma informação concreta”, ou seja, não se sabe quando as indemnizações vão ser pagas nem em que valores.

Manuel Veiga Faria adianta ao Observador que, em janeiro, irá reunir-se com os comerciantes para perceber os prejuízos do Natal e, assim, formalizar uma posição. “O passo seguinte pode ser o tribunal administrativo”, admite.

Uns estão de braços cruzados, outros reinventam negócios

Na penúltima porta aberta antes de a rua fechar, obrigando a um desvio demorado para se conseguir chegar ao outro lado, está o Talho Boavista. Rui Ismael é um dos quatro funcionários fardados, encostados ao balcão e de braços cruzados perante uma casa vazia. “Soubemos na véspera que a rua ia fechar. Nem uma carta ou um e-mail, não tivemos direito a nada escrito.”

Alguns funcionários foram distribuídos por outras moradas do grupo, para evitar despedimentos. “O patrão sabe que a culpa não é nossa, mas não pode ter trabalhadores parados. A rua abrir em fevereiro? Mais facilmente acredito no Pai Natal.” Por esta altura do ano, eram muitos os pedidos de peru, cabrito e borrego, mas, chegados a dezembro, não há encomendas e contam-se pelos dedos de uma mão os clientes que entram. “Agora anoitece mais cedo, a rua não tem iluminação, por isso nem os turistas cá chegam.”

“A câmara não é culpada de tudo, pegou no Mercado do Bolhão coisa que mais nenhum outro executivo fez. Está a agir sem referências ou livros de instruções, pecou apenas pela falta de comunicação."
Jorge Martinho, loja Deltrilãs

O casal Jorge e Madalena Martinho, responsáveis pela Deltrilã, a casa de lãs que ocupa o primeiro andar do número 307 há 62 anos, são dos poucos comerciantes que não sentem as contas a apertar. “Aqui não há prejuízo, mas sentimos o desrespeito.”

Tinham chegado de férias quando foram surpreendidos pela carta da CMP na caixa do correio. Já sabiam que a rua ia fechar ao trânsito, mas não às pessoas. “Era possível colocarem uns corredores de acesso às lojas, mas dizem que não há segurança”, reclama Madalena, acrescentando que foram obrigados a encurtar o horário da loja e a reinventar o negócio, apostando nos encontros de tricot aos fins de semana e nas vendas online sem portes.

“Em agosto pedi um caixote do lixo à câmara — com a construção do estaleiro, o que tínhamos desapareceu —, mas, até agora, nada.” Escavadoras a trabalhar, carrinhas a passar com material e gruas em movimento são uma constante, mesmo para quem não trabalha no piso térreo. O ruído é intenso, até obriga a trabalhar com as janelas fechadas, e se, no verão, havia pó no ar, em dias de chuva a lama é uma consequência quase certa.

“A câmara não é culpada de tudo, pegou no Mercado do Bolhão, coisa que mais nenhum outro executivo fez. Está a agir sem referências ou livros de instruções, pecou apenas pela falta de comunicação”, defende Jorge, que espera conseguir candidatar-se a uma loja na fachada do renovado mercado, já no próximo ano.

Imagens do novo projeto do Mercado do Bolhão, apresentado em abril de 2015. Nuno Valentim é o arquiteto responsável

Se tudo correr como previsto, em 2020 o novo mercado terá acesso direto ao metro, estacionamento subterrâneo para 95 lugares, bares e restaurantes no piso 1, talhos no intermédio e produtos frescos no piso zero, mas também espaços adaptados para receber concertos e exposições e lojas no exterior.

Inaugurado em 1914 e classificado como Monumento de Interesse Público em 2013, o edifício estava desde 2005 suportado por andaimes devido a um alegado risco de ruína, que só não levou ao seu encerramento porque os comerciantes o impediram.

O atual projeto de recuperação do Bolhão, em que o mercado será recuperado por 22 milhões de euros e o túnel construido por 4,4 milhões de euros, é a quarta iniciativa da Câmara do Porto para requalificar o espaço centenário ao longo dos últimos 30 anos. Teve um primeiro projeto de requalificação em 1998 e dois planos de intervenção durante o mandato do social-democrata Rui Rio, que nunca saíram do papel.

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