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A subida do nível de bem-estar e do rendimento de cada família de um país depende do crescimento económico. Só através do crescimento se conseguem salários mais elevados, melhorar os níveis de saúde, educação, serviços públicos e ambientais, entre outros. Durante as cinco décadas de 1960 a 2000, Portugal passou para a liga dos países desenvolvidos e afirmou-se dentro do grupo das nações da União Europeia: o nível de rendimento per capita multiplicou-se 4,7 vezes. Porém, nas duas décadas deste século, apenas cresceu cerca de 20%. Como se explica esta enorme quebra? É o que vamos tentar explicar neste breve ensaio.

O crescimento da economia portuguesa é um dos grandes temas do debate público e dos discursos políticos. Não significa isso, contudo, que o tema seja discutido com base na ciência económica. Demasiadas vezes tem sido refém de informação parcial e de leituras deliberadamente políticas. A economia portuguesa sofreu uma séria crise nos anos 2011-2014, mas a seguir a uma recessão dá-se uma recuperação – este é o ciclo económico. Contudo, o que é relevante no longo prazo é a tendência de evolução da economia: a sua evolução ao longo de pelo menos uma década. E aí é que a nossa economia tem um comportamento claramente insatisfatório. Como veremos, do sucesso dos anos 1980 passamos para o insucesso deste século, sobretudo quando nos comparamos com os países da Europa de Leste, que estavam muito atrás de nós quando caiu o muro de Berlim.

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