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epa12468553 US President Donald Trump speaks during a meeting with Australian Prime Minister Anthony Albanese in the Cabinet Room at the White House in Washington, D.C., USA, 20 October 2025.  EPA/LUKAS COCH AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT
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LUKAS COCH/EPA

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Cinco respostas sobre a luta de Trump contra a Venezuela de Maduro e o escalar de tensões que já se alastra pela América Latina

A luta de Trump contra o narcotráfico é entendida como máscara para uma mudança de regime. Washington expandiu operações e confronta também a Colômbia. Situação agita fantasmas da Guerra Fria.

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No dia 2 de setembro de 2025, os Estados Unidos lançaram um ataque em águas internacionais contra um barco proveniente da Venezuela, acusado de ser utilizado para tráfico de droga na região. As onze pessoas que seguiam na embarcação foram mortas. Ao longo das semanas seguintes, os ataques repetiram-se: sempre ao largo de águas venezuelanas, sempre sob a acusação de seguirem a bordo narcotraficantes, sempre sem sobreviventes. Até ao dia 16 de outubro. Nesse dia, em que as Forças Armadas norte-americanas realizaram o sexto ataque, houve, pela primeira vez, sobreviventes: um cidadão equatoriano e outro colombiano. Entre os dois passageiros mortos, estava um segundo cidadão colombiano.

No passado sábado, a identidade desse homem foi tornada pública pelo Presidente da Colômbia que acusou os Estados Unidos de terem “assassinado e violado a soberania das águas territoriais” colombianas. Mais: Gustavo Petro garante que Alejandro Carranza era um “pescador sem laços ao tráfico de droga”. Já a irmã do cidadão equatoriano, Andrés Fernando Tufiño Chila, detido pelos Estados Unidos nesse mesmo ataque e que entretanto foi deportado para a sua terra natal, alega desconhecimento sobre qualquer envolvimento em tráfico de droga. Em declarações à CNN, a irmã de Andrés assegurou que o irmão “não é um criminoso”, antes um “pai desesperado a tentar sustentar os seus seis filhos”.

Depois de 16 de outubro, os ataques norte-americanos continuaram. Desta vez, não apenas no Mar das Caraíbas. Esta semana, os Estados Unidos levaram a cabo dois ataques no leste do Oceano Pacífico, ao largo do Equador — um ponto de passagem de cocaína muito mais frequentado que as costas da Venezuela, que os Estados Unidos definiram como alvo a abater no seu combate ao tráfico de droga. Ao todo, desde o dia 2 de setembro, os Estados Unidos realizaram nove ataques e mataram 37 pessoas.

Os ataques são justificados pelos Estados Unidos com o combate às redes de tráfico de droga lideradas pelo Presidente da Venezuela Nicolás Maduro. Mas as ações da administração Trump são questionadas por múltiplos ângulos. Informações dos serviços secretos e de analistas independentes contrariam que Maduro lidere diretamente qualquer rede de narcotráfico, ainda que permita o seu desenvolvimento. Especialistas em Direito Internacional condenam os ataques, que consideram ilegais. E congressistas norte-americanos dos dois partidos criticam a realização de ataques sem aprovação legislativa e procuram impedi-los.

"As coisas estão muito tensas. Há um sentimento de abuso, de que a América Latina não tem um papel, nenhum Governo com quem valha a pena falar. Nunca pareceu mais um quintal. Isto não vai acabar bem."
Diplomata sul-americano que trabalha em Washington

Apesar de todas as críticas, as ações dos Estados Unidos na região continuam a escalar. No espaço de uma semana, o Presidente Donald Trump expandiu os ataques para fora do Mar das Caraíbas e da costa venezuelana, respondeu às críticas de Gustavo Petro com a suspensão de programas de ajuda e confirmou a aprovação de uma diretiva presidencial que permite à CIA alargar o âmbito das suas operações secretas na Venezuela.

Tudo somado, as intenções norte-americanas assumem, de forma cada vez mais visível, propósitos políticos que vão além do combate ao tráfico de droga: a tentativa de destituir Maduro já deixou de ser tabu entre os membros da administração. Com este objetivo em cima da mesa, os alarmes soam por toda a região. “As coisas estão muito tensas. Há um sentimento de abuso, de que a América Latina não tem um papel, nenhum Governo com quem valha a pena falar. Nunca pareceu mais um quintal. Isto não vai acabar bem”, avaliou um diplomata sul-americano que trabalha em Washington ao Financial Times.

Qual o histórico de intervenções dos Estados Unidos no continente americano?

A hipótese de retirar Maduro do poder é um tema divisivo dentro da Venezuela. Uma parte da população condena o Presidente, acusado de não ter legitimidade democrática e de violações dos Direitos Humanos, ao raptar e torturar adversários políticos. Outros, apoiam-no. Uma terceira parte fica algures entre as duas posições: não apoiam Maduro, mas recusam que a sua destituição só seja possível com intervenção estrangeira. “Se matarem Maduro, tornam a Venezuela no Haiti”, declarou um empresário ao New York Times, referindo-se ao assassinato do Presidente haitiano em 2021, que atirou o país para o “caos”.

A memória do Haiti não é invocada apenas para lembrar a História mais recente. O Haiti foi também um dos primeiros alvos de interferência norte-americana no século XX. Em 1915, a Marinha dos Estados Unidos ocupou a ilha até 1934, com o objetivo de “estabilização” política e económica. Foi com essa mesma justificação que ao longo das décadas seguintes, Washington continuou — por vezes de forma aberta, outras secreta — a interferir na política do continente americano, o que levou a que a região passasse a ser definida como o “quintal” dos Estados Unidos.

Ao todo, entre 1898 e 1994, os Estados Unidos realizaram 41 tentativas bem-sucedidas de interferir na mudança de governos da América Latina, segundo a contagem do historiador da Universidade de Columbia, citado pelo Financial Times. Na longa lista destacam-se momentos como o golpe de Estado no Guatemala de 1954 ou no Chile de 1970. A primeira interferência conduziu o país a uma guerra civil, o segundo a uma ditadura militar. Contam-se ainda assassinatos bem-sucedidos, como o de Che Guevara, e muitos outros falhados — como as várias tentativas da CIA em matar o líder revolucionário cubano Fidel Castro. Ainda em Cuba — agora, o principal aliado regional da Venezuela, a par com Nicarágua —, destaca-se também a tentativa de golpe falhada da Baía dos Porcos, em 1961.

Castro Leads Massive Anti-U.S. Demo

▲ O cubano Fidel Castro foi um dos principais alvos da CIA durante a Guerra Fria

Getty Images

Como evoluiu a política externa dos Estados Unidos (e de Trump) em relação à Venezuela?

Apesar dos muitos exemplos de interferência de Washington por todo o continente americano, a Venezuela manteve, ao longo do século XX, uma relação relativamente amigável com os Estados Unidos, devido aos interesses económicos mútuos, baseados na exploração de recursos. A tendência inverteu-se com a implementação do regime chavista no final da década de 1990 — regime que se mantém de pé até hoje, agora pela mão de Nicolás Maduro.

E foi já com Nicolás Maduro que Washington empreendeu aquilo que alguns analistas consideram ser a sua campanha mais agressiva contra Caracas — mais precisamente em 2019, durante a primeira administração Trump. À data, e com John Bolton à frente da Segurança Nacional, os Estados Unidos procuraram isolar Maduro internacionalmente, através da aplicação de sanções e ameaças aos seus parceiros económicos e do apoio a Juan Guaidó, que se autoproclamou Presidente da Venezuela na sequência das eleições presidenciais. Ainda assim, a abordagem de Bolton visava principalmente uma transição de poder pela via democrática.

Por trás de Bolton, crescia uma voz muito mais agressiva. E dois dias depois de Bolton ter sido despedido do cargo de conselheiro de Segurança Nacional, essa mesma voz garantia: “Falei com Donald Trump sobre a Venezuela. É verdade que ele discordava de algumas visões do seu antigo conselheiro. Se a política mudar não será para ser mais fraca”, escreveu nas redes sociais. “De facto, as minhas visões sobre a Venezuela, e especialmente Cuba, são muito mais fortes que as de John Bolton. Ele estava a reter-me!”, confirmou o Presidente.

A “voz” era o então senador da Florida, Marco Rubio. Passados seis anos, Rubio é não só Secretário de Estado, como assumiu o cargo de Conselheiro que outrora pertenceu a Bolton. Filho de imigrantes cubanos, Rubio é um dos críticos mais vocais dos regimes de esquerda da América Latina. Agora, a acumulação de cargos deu-lhe a autoridade para implementar “livremente” as políticas que defendia há mais de uma década no Congresso norte-americano e perseguir uma abordagem militar em vez de pela via política, como havia feito Bolton, relatou um conselheiro da atual administração ao Wall Street Journal.

Já o LA Times credita Rubio pela justificação para atacar barcos provenientes da Venezuela. A explicação, escreve o jornal, foi apresentada a Trump para convencer um Presidente que fez campanha como um líder não intervencionista a olhar para a Venezuela pela lente de temas que lhe interessam: o combate à imigração e ao tráfico de droga. Face ao cenário atual, “é muito claro que Rubio ganhou“, argumenta James B. Story, antigo embaixador de Trump e Joe Biden em Caracas, ao jornal.

▲ Depois da demissão de Bolton, Trump disse ter uma visão sobre a Venezuela mais alinhada com Rubio

Getty Images

Como é que Petro e Trump inverteram a relação entre Estados Unidos e Colômbia?

A década de 1990 marcou um distanciamento de Washington em relação a Caracas. No sentido contrário, nos últimos anos do século XX, os Estados Unidos aproximaram-se da Colômbia. Em causa, estava uma preocupação comum: o combate ao tráfico de droga. Isto porque, ao contrário do que Donald Trump afirma, a maior parte das drogas que entram nos Estados Unidos não vêm da Venezuela, mas da Colômbia (principalmente a cocaína) e do México (de onde provém o fentanil).

Uma grande parte da colaboração entre os dois países depende da partilha de informações entre os respetivos serviços secretos. Ao Politico, o ex-embaixador James B. Story explicou que, ao contrário do que seria esperado, o fluxo de informação confidencial se faz de Bogotá para Washington. “Cerca de 80% das informações que os EUA utilizam para intercetar drogas nas Caraíbas vem da Colômbia”, precisou Elizabeth Dickinson, analista do International Crisis Group, à BBC Mundo.

São as informações partilhadas pela Colômbia que permitem à Guarda Costeira norte-americana travar, com alguma eficácia, o tráfico de droga para os Estados Unidos, elabora Story. “A minha expectativa é que as informações da Colômbia, se já não pararam completamente, parem em breve, por causa da briga entre os dois Presidentes”, prevê.

[A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]

A “briga” não começou apenas esta semana, mas remonta já às primeiras semanas de Trump na Casa Branca, em que aplicou pesadas tarifas e revogou todos os vistos de responsáveis colombianos por Bogotá se ter recusado a deixar aterrar no país aviões provenientes dos Estados Unidos. No mês passado, foi a vez de Petro ver o seu visto revogado por ter liderado uma manifestação pró-Palestina e apelado aos militares norte-americanos para desobedecerem às ordens de Trump, à margem do encontro das Nações Unidas.

Esta semana, depois de Petro ter acusado Washington de ter “assassinado” um cidadão colombiano, Trump respondeu com novas ameaças. Para além de anunciar o fim de todas as contribuições para a Colômbia, no âmbito dos programas de solidariedade internacional, o Presidente norte-americano escreveu que Petro deve travar toda a produção de drogas no país, “ou os Estados Unidos vão fazê-lo por ele e não será feito de forma simpática“. Na leitura do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Colômbia, a ameaça representa uma possibilidade de os Estados Unidos “conduzirem uma intervenção ilegal em território colombiano”.

epaselect epa11634519 Colombia's President Gustavo Petro speaks during a conference at the Antiguo Palacio de Medicina (Former Palace of Medicine) of the National Autonomous University of Mexico (UNAM) in Mexico City, Mexico, 30 September 2024. Colombia's president, Gustavo Petro, proposed a world revolution' in the face of the climate emergency caused by fossil fuels during a conference in the Mexican capital, where he ironized with the indirect participation of the president-elect, Claudia Sheinbaum, in the M-19 guerrillas.  EPA/JOSE MENDEZ

▲ Gustavo Petro acusa Trump de violar a soberania da Colômbia

JOSE MENDEZ/EPA

O que significa a nova diretiva relativa às operações da CIA na Venezuela?

No dia antes do ataque do Mar das Caraíbas, que arrastou Bogotá para o escalar de tensões, o New York Times dava conta de uma nova diretiva que permite à CIA efetuar operações secretas na Venezuela. Trata-se de um poder presidencial, explica o jornal, o mesmo que, durante a Guerra Fria, foi utilizado para autorizar muitas das operações anteriormente descritas, pois permite que a CIA integre missões militares mais abrangentes e que utilize força letal. Na maior parte das vezes, as diretivas não são tornadas públicas e só são conhecidas anos mais tarde, quando ficheiros confidenciais dos serviços secretos são publicados.

Contudo, quando questionado diretamente sobre a autorização, Trump confirmou que a tinha dado. “Estamos certamente a olhar para a terra agora, porque temos o mar muito bem controlado”, elaborou o Presidente. Alguns especialistas veem uma estratégia consciente na decisão de falar publicamente sobre uma ordem confidencial. “Seria ingénuo pensar que a CIA só começou a operar depois de Trump ter falado. Tudo isto tem uma dimensão performativa. O que se passa é que antes, sabíamos que os Estados Unidos têm a capacidade, agora também sabemos que têm a intenção”, analisou Sergio Guzmán, diretor de uma empresa de consultoria de análise de risco político na região, ao El País.

James B. Story, que partilha a mesma leitura, identifica uma tentativa norte-americana de “pôr pressão adicional sobre aqueles que estão à volta de Maduro para o encorajar a sair”. “Desestabilizar” os que estão mais próximos de Maduro — neste caso, com o conhecimento de que a CIA está a operar de forma letal no país — é visto como uma forma de os levar a pressionar o Presidente a abdicar do poder e a dar lugar a uma transição pacífica de poder. No entanto, por agora, o sentimento não parece afetar a cúpula de Caracas, que vê nas declarações de Washington um bluff.

“Os EUA estão a tentar separá-los. Mas o resultado é que estão mais unidos do que nunca”, considera um empresário identificado pelo Wall Street Journal como “conhecedor do pensamento do Governo de Maduro”. As declarações públicas de Maduro e dos seus líderes mais próximos apontam no mesmo sentido. O possível bluff também é identificado por pessoas com conhecimento do funcionamento da administração Trump. “Não é só a CIA, são todas as capacidades dos serviços secretos. Os EUA sabem onde está Maduro, onde fica, onde vai. Se o quisessem matar com um míssil, já o podiam ter feito“, afirmou uma fonte do Axios.

epa12219255 Venezuelan President Nicolas Maduro (C) and First Lady Cilia Flores participate in the commemorative events for the 214th anniversary of independence in Caracas, Venezuela, 05 July 2025. The National Assembly of Venezuela dedicated the country's Independence Day to the mothers and grandmothers of the 18 minors whom Caracas denounces as 'kidnapped' in the United States, after it claims their parents were deported to the Caribbean nation.  EPA/MIGUEL GUTIERREZ

▲ A ação da CIA é vista como uma forma de desestabilizar o círculo de Maduro

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

Os Estados Unidos vão conduzir uma invasão terrestre?

A abordagem de desestabilização é vista como uma alternativa a uma ação junto da população, dividida entre Maduro e a oposição, liderada por uma laureada com o Prémio Nobel da Paz “em parte incerta”, María Corina Machado, e um autoproclamado Presidente exilado, Edmundo González. Porém, a estratégia de desestabilização pode esbarrar naquilo que os especialistas classificam como um “regime à prova de golpes de Estado” — que depende em grande parte do Exército e que foi feito para manter Maduro no poder. Por isso, um apelo à desobediência dos militares — que a Petro valeu uma revogação do visto quando o fez em Nova Iorque —, é ineficaz se utilizado pelos Estados Unidos contra Caracas.

Coloca-se, então, em cima da mesa, a hipótese de uma intervenção militar. As opiniões dividem-se e — tal como antes do primeiro ataque ou noutros temas de política externa — não é possível localizar precisamente para onde se inclina o Presidente norte-americano. Por exemplo, uma segunda pessoa ouvida pelo Axios discorda da leitura feita pela já mencionada fonte: “É difícil imaginar vê-los a mandar todos estes recursos para lá e depois retirarem só depois de explodirem alguns barcos de droga”, expôs.

Enquanto James B. Story também salienta a dimensão do dispositivo destacado, mas se recusa a fazer previsões, Elliott Abrams, que também foi diplomata na primeira administração Trump, mais precisamente enviado especial à Venezuela, apresenta um cenário intermédio que não passa pela retirada nem pela invasão. “Acho que o próximo passo é que eles vão atingir alguma coisa na Venezuela“, disse ao LA Times. “Não me refiro a tropas no terreno. Isso não é o Trump. É um ataque e acaba. Isso não tem muito risco para os Estados Unidos. Seria bom se esse tipo de atividade incentivasse um coronel a liderar um golpe? Sim, seria agradável. Mas a administração nunca vai dizer isso”, acrescentou.

No entanto, a questão que se colocou durante todo o século XX e que levou golpes de Estado patrocinados pela CIA a derraparem para ditaduras militares e guerras civis continua sem resposta, sublinha ao Financial Times, Joseph Ledford historiador na Universidade de Stanford. “A primeira coisa que políticos têm de retirar da história de intervenções na América Latina é o problema das consequências imprevistas”, afirmou. Ou nas palavras mais concretas do opositor político venezuelano Henrique Capriles ao New York Times: “Diga-me um caso bem-sucedido dos últimos anos de uma intervenção militar bem-sucedida dos EUA. Que garantia temos que isso se traduz numa recuperação da democracia?”

epa12334646 A person wears a T-shirt with Donald Trump's image during the enlistment day in Caracas, Venezuela, 29 August 2025. Venezuela's National Electoral Council called on citizens to enlist in light of tensions with the United States. The US deployed war ships near Venezuelan waters to combat drug trafficking.  EPA/MIGUEL GUTIERREZ

▲ Apesar da divisão social, grande parte da Venezuela opõe-se a uma intervenção dos EUA

MIGUEL GUTIERREZ/EPA

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