Alega revelar os “segredos” das vacinas, alerta para a “epidemia” de doenças crónicas em jovens com base em dados errados e “expõe” as associações entre autismo e o plano nacional de vacinação que há muito foram negadas pela comunidade científica. A organização Children’s Health Defense (CHD) partilha intensamente estudos enviesados e teorias da conspiração sobre saúde e o seu seria apenas mais um site se não tivesse sido criada por quem foi: o agora responsável pelos serviços de saúde dos Estados Unidos da América, Robert F. Kennedy Jr.
O agora Secretário da Saúde norte-americano afastou-se da liderança da CHD quando decidiu avançar formalmente com a candidatura à presidência do país. Contudo, não deixou as ideias que partilhava no site e que são criticadas por especialistas, como transparece nas políticas que deseja implementar enquanto membro da administração de Donald Trump. Make America Healthy Again (Tornar a América Saudável Outra Vez) é o lema adotado por Kennedy para a gestão do seu departamento, incidindo principalmente no combate às doenças crónicas no país.
“Vamos restaurar e proteger a saúde das crianças eliminando exposições ambientais, responsabilizando as partes responsáveis e estabelecendo salvaguardas para evitar futuros danos à saúde das crianças“, compromete-se a CHD na descrição do projeto sem fins lucrativos, mas que aceita donativos para financiar estudos científicos. Uma das medidas avançadas recentemente por Kennedy foi a criação de um subdepartamento no Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), focado nas “lesões associadas às vacinas”, juntamente com os efeitos prolongados da Covid-19 e da Doença de Lyme.
Em pouco mais de dois meses, Robert F. Kennedy Jr já apresentou os seus planos para remodelar totalmente o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos (HHS, na sua sigla em inglês), “eliminando uma sopa de letras de departamentos” e agregando as suas principais funções num órgão único: a Administration for a Healthy America (Administração para uma América Saudável), com a ajuda de Elon Musk (que pode estar de saída do governo norte-americano) e do Departamento de Eficácia Governamental (DOGE).
De acordo com o secretário, o atual Departamento é sinónimo de “burocracias exaustivas”, traduzindo-se em “enormes desperdícios e duplicações de esforços”. Assim, nesta “revisão dramática” das agências, mais de 20 mil pessoas vão ser despedidas para otimizar as operações e serviços. Esta “ineficácia” de que acusa os seus antecessores é a razão, diz, pelo “falhanço” que se tem verificado nas administrações anteriores. Porque, continua, apesar do aumento do investimento na Saúde, “não se tem verificado uma melhoria do panorama da saúde pública”.
No passado dia 31 de março, o recém-empossado comissário da FDA, a agência que controla a qualidade alimentar e dos medicamentos, Marty Makary, tomou a sua primeira ordem executiva: forçar a demissão do diretor do programa de vacinas. Peter Marks ocupava o cargo desde 2016, mas não sobreviveu a uma semana de vida da nova administração da Saúde norte-americana. A decisão de Makary, de acordo com o jornal Politico, enviou um “sinal claro” ao país, relativamente às intenções de um gabinete conhecido pelo seu ceticismo associado às vacinas. Esta segunda-feira, 7 de abril, foi conhecida a morte de uma terceira criança não vacinada devido ao surto de sarampo que começou em janeiro no estado do Texas: segundo a Associated Press, já causou mais de 500 casos.
“Somos o país mais doente do mundo“, afirmou RFK Jr no fim de março, sem recorrer a quaisquer provas, num vídeo publicado na rede social X, em que enumera as novas prioridades do HHS neste novo capítulo: “Acabar com a epidemia de doenças crónicas com água limpa, comida segura, medicina eficaz, boa ciência, transparência radical e um ambiente saudável.”
We are streamlining HHS to make our agency more efficient and more effective. We will eliminate an entire alphabet soup of departments, while preserving their core functions by merging them into a new organization called the Administration for a Healthy America or AHA. This… pic.twitter.com/BlQWUpK3u7
— Secretary Kennedy (@SecKennedy) March 27, 2025
O paracetamol, o alumínio e o 5G. Os “culpados” pela “epidemia de doenças crónicas”
Para melhor entender como pode salvar a América desta “crise”, é preciso primeiro perceber o que está na origem do problema, e o porquê de ser rotulado desta maneira. O Observador mergulhou nos estudos e outros documentos da instituição umbilicalmente ligada a Robert F. Kennedy Jr, e que estão disponíveis para consulta no site oficial. O objetivo era perceber o que propõe a Children’s Health Defense para a saúde dos norte-americanos — e as fragilidades clínicas e científicas subjacentes às posições que tem vindo a assumir publicamente nos últimos anos.
De acordo com a American Academy of Pediatrics, uma doença crónica é uma “condição de saúde que pode durar entre três meses e uma vida inteira”, incluindo alergias, asma, obesidade e autismo. Segundo a Children’s Health Defense (CHD), 54% dos jovens norte-americanos são doentes crónicos. Apesar de mencionado em letras mais pequenas, estes dados referem-se a uma sondagem nacional feita em 2007, a menos de 100 mil jovens (com menos de 17 anos), em que se estimou que 43% das crianças, ou 32 milhões de pessoas, tinham uma de 20 doenças crónicas avaliadas.
Porém, não só o valor de 54% está errado na forma como é apresentado no site — porque só é válido entre jovens com obesidade ou excesso de peso, segundo a mesma sondagem —, como uma nova revisão à saúde dos jovens feita em 2023, o National Survey of Children’s Health, feita para os anos de 2022 e 2023, indicou que perto de 40% das crianças norte-americanas (cerca de 29 milhões de pessoas) têm pelo menos uma doença crónica, o que representa uma relativa redução face aos valores apresentados pela CHD.
Outra informação presente na página da CHD é a de que quatro em cada dez crianças norte-americanas (40%) têm depressão diagnosticada. Contudo, um inquérito feito em 2023 revelou que a depressão foi identificada em 4,4% da amostra. Por outro lado, o número apresentado no site para os casos de asma e autismo, por exemplo, correspondem ao da realidade verificada segundo o National Survey of Children’s Health de 2023.
O site indica ainda que houve um “aumento significativo” das condições crónicas previamente referidas entre 1988 e 2006 — passando de 12,8% para 26,6% em todas as crianças dos EUA — e que os “principais culpados” são as “toxinas ambientais” como metais pesados, pesticidas e herbicidas, juntamente com a administração de vacinas. “Enquanto os círculos médicos, de saúde pública e do governo se mantêm em silêncio sobre as consequências sociais e económicas destas exposições tóxicas, as crianças americanas nunca estiveram tão doentes“, lê-se.
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Apesar de os valores identificados nos dados oficiais — organizados por agências atualmente sob a tutela de Robert F. Kennedy Jr — não demonstrarem o mesmo “aumento significativo” que se registou nos anos mencionados no site, a CHD continua a apontar 14 “culpados” pela “crise de doenças crónicas” na juventude norte-americana. Entre eles estão o paracetamol, o alumínio e a rede 5G.
O paracetamol atua como analgésico e antipirético para aliviar a dor e reduzir a febre, e é também a substância ativa mais comum nos medicamentos disponíveis nos Estados Unidos. Com isto, a CHD aponta para estudos sobre o alegado papel importante do paracetamol no “stress oxidativo e na inflamação, desde o nascimento até ao início da infância, na indução do autismo, défice de atenção e asma”. O principal estudo evidenciado pela organização como prova de que o medicamento é uma “neurotoxina” e que coloca as pessoas em risco teve como propósito perceber exatamente o impacto da administração do paracetamol em mulheres grávidas, e as consequências nas respetivas crianças.
Os resultados mostram que o uso desta substância é prejudicial para a saúde do bebé, em cenários de utilização excessiva e consecutiva num período superior a 28 dias, manifestando-se ligeiros atrasos de mobilidade e o desenvolvimento mais tardio de certas competências cognitivas. No entanto, o estudo não diferencia as dosagens administradas, e todos os resultados comportamentais são fruto de uma análise feita pelos próprios pais das crianças, e não pelos investigadores, tratando-se de critérios subjetivos. Numa amostra mais alargada (mais de cem mil pessoas), na Suécia, e em cenários de dosagem mais adequados, um outro estudo de 2024 nota que não existe qualquer relação entre a ingestão de paracetamol durante a gravidez e o desenvolvimento de condições crónicas na criança — ideia que tem recebido um maior consenso geral no mundo científico pela transparência dos dados analisados e pela objetividade das conclusões. “Nós até dizemos às grávidas: não tomem nada sem nos consultar, à exceção de paracetamol”, aponta o obstetra Alexandre Valentim Lourenço, em declarações ao Observador, desmistificando também esta noção partilhada pelos norte-americanos.
Sobre o alumínio, um dos metais mais acessíveis em termos de preço e presente em diversos itens que constam no dia-a-dia de uma grande parte da população norte-americana, a CHD diz que é utilizada como adjuvante (para ajudar o organismo a produzir uma resposta imunitária suficientemente forte para proteger a pessoa) em várias vacinas, e que está associado a uma série de efeitos secundários como convulsões, lesões cerebrais, entre outras. De acordo com o CDC dos EUA, é um facto que estas vacinas com adjuvantes têm uma maior probabilidade de provocar reações no local de administração (como inchaço, por exemplo) e outras reações como febre ou arrepios. Tanto o CDC como a FDA (Food and Drug Administration, que regula o licenciamento de medicamentos), porém — e ao contrário do que diz a CHD — testam a “segurança e eficácia” destas opções terapêuticas em ensaios clínicos antes de serem disponibilizadas no mercado, e que continuam a ser monitorizadas mesmo após entrarem em circulação.
Relativamente ao efeito específico do alumínio no corpo humano quando incluído nestas vacinas, habitualmente sob a forma de hidróxido, a CHD refere estudos que associam a quantidade de alumínio nas vacinas com casos de degeneração cognitiva e autismo. Em resposta a dois dos estudos referidos, a Organização Mundial da Saúde descreve-os como “seriamente defeituosos”. “Não estabelecem uma ligação entre a exposição e o resultado nos indivíduos, apenas efetuam correlações entre a exposição e os resultados em médias populacionais”, escreve a agência das Nações Unidas, garantindo a segurança dos adjuvantes à base de hidróxido ou fosfato de alumínio.
Dentro da relativamente longa lista de culpados por esta “crise” nomeados pela CHD está também a rede móvel 5G, cuja radiação será a responsável por diversos sintomas e, até, pelo desenvolvimento de tumores. A organização cita dezenas de estudos publicados após 2019, quando começaram a ser instaladas as primeiras antenas, indicando a falta de segurança e o risco associado à emissão destas ondas. “Em apenas alguns dias, uma nova estação de 5G causou graves sintomas em duas pessoas saudáveis, correspondendo à hipersensibilidade eletromagnética”, lê-se num dos estudos elencados.
Este estudo, que é interpretado como uma prova irrefutável do efeito da radiação 5G na saúde humana, acaba por ter vários fatores que não permitem aferir uma conclusão significativa. A amostra (duas pessoas) é limitada, e não foi feito às cegas, ou seja, os indivíduos sabiam da instalação das antenas e, por isso, os resultados podem ser classificados como enviesados, de acordo com alguns investigadores. Este fator é algo que se nota ao longo dos vários estudos destacados pela organização — estudos não conclusivos, falaciosos e com autores abertamente tendenciosos.
Vacinas: inseguras, não testadas e contraproducentes
“Se as vacinas devem deixar-nos mais saudáveis, porque é que há mais crianças a morrer?” A questão é colocada em um de vários vídeos publicados na página da CHD, num separador dedicado ao “segredo das vacinas“. Neste curto vídeo, a organização expõe que os Estados Unidos da América, apesar de terem “um dos mais extensos planos nacionais de vacinação”, continuam a registar um número elevado de casos de mortalidade infantil.
No ranking de países da OCDE apresentado, os EUA estão entre a Eslováquia e o Chile em 34.º lugar. Um dos argumentos que a organização coloca é que é um dos países que administram um maior número de vacinas (28) aos recém-nascidos, mas que isso não se traduz em melhores condições de saúde. No topo da tabela, no entanto, estão o Japão e a Finlândia, que incluem também à volta de 20 vacinas cada no seu plano nacional, e com uma grande taxa de vacinação. Nesta mesma tabela, nota-se que o estado do Mississípi é o território norte-americano com maior taxa de mortalidade infantil (8,6 mortes por cada mil nascimentos). O estado do Mississípi é, também, o estado com maior taxa de vacinação, repara o CHD.
“Dizem-nos que as vacinas salvam vidas, mas nos países e Estados que vacinam mais morrem mais bebés“, escrevem no site. Apesar de a afirmação ser estatisticamente verdadeira, as duas coisas não estão relacionadas, de acordo com um relatório feito pelo gabinete de saúde pública do Mississípi. Mais de metade dos casos em 2023 — ano com dados mais recentes — aconteceram antes dos 28 dias de vida, quando ainda só têm uma dose da vacina contra a Hepatite B. As duas principais causas de morte são “malformações congénitas” e “distúrbios associados ao curto período de gestação”, algo evidenciado pelo estilo de vida materno — o Mississípi é o segundo estado dos EUA com maior taxa de obesidade em mulheres (41,3%).
Mantendo esta corrente de pensamento, acreditam que as vacinas não são testadas pela entidade reguladora norte-americana, a FDA, e que, por isso, não são seguras. Analisado o guia de funcionamento da agência federal, repara-se que a informação transmitida pelo CHD não é factual. “Antes de uma vacina ser aprovada pela FDA para ser utilizada pelo público, os resultados do estudo sobre a segurança e a eficácia da vacina são avaliadas pelos cientistas e médicos da FDA — que também inspecionam os locais de produção”, lê-se no documento.
Assim, crendo que a entidade reguladora não examina a segurança das vacinas, a Children’s Health Defense elaborou sete medidas para garantir esta segurança. O primeiro passo é “submeter as vacinas ao mesmo processo rigoroso de aprovação que os outros medicamentos“, tendo como princípio que as vacinas precisam apenas de dois a cinco dias para fazer um acompanhamento de reações adversas antes do licenciamento. No entanto, esta ideia é errada, uma vez que só é aplicável para efeitos imediatos no local de reação ou febre no dia seguinte, enquanto que a longo curso o acompanhamento dura, pelo menos, seis meses até receber luz verde da FDA (quando aprovadas são constantemente monitorizadas).
Este último ponto liga-se com a segunda medida proposta pela CHD: “Notificação obrigatória de reações adversas”. Atualmente, nos EUA recorre-se ao VAERS, o sistema online onde tanto os médicos como os próprios pacientes registam estes episódios após a vacinação. Apesar de ser uma opção imediata para notificar os produtores da vacina e os profissionais de saúde, não tem qualquer entrave para se colocar entradas — o que quer dizer que qualquer pessoa pode inventar uma reação adversa, ou colocar uma que tenha sentido, mas que efetivamente não esteja relacionada com a vacina, sem qualquer moderação ou confirmação médica. O CHD quer que este sistema seja “automatizado” para incluir “relatórios médicos”, mas afirma sem concretizar que o CDC tem “resistido” aos pedidos para avançar com esta avaliação.
“O que antes era raro, agora está em todo o lado”. A relação entre vacinas e autismo
Abril é o mês de sensibilização para o autismo. Dado que esta é também uma das principais bandeiras da organização criada por Robert F. Kennedy, foi criada uma página dedicada ao tema. “O calendário de vacinação infantil tem tudo a ver com a epidemia de autismo“, lê-se, em letras grandes, acompanhado por um vídeo de três minutos com uma dezena de testemunhos de mães que relatam os efeitos observados nos seus filhos após a administração das vacinas do plano nacional.
“Em 1970, uma em cada 10 mil crianças era diagnosticada com autismo. Hoje em dia, este número disparou para uma em cada 36”. Estes dados, apresentados pelo CHD e atribuídos ao CDC, são verdadeiros. A continuação da afirmação, no entanto, é onde começa a desinformação. “Com um aumento dos químicos tóxicos no nosso ambiente, juntamente com o crescente programa de imunização infantil, estas exposições tóxicas estão a alimentar o aumento do autismo”. De acordo com a neuropediatra e especialista em neurodesenvolvimento Cristina Martins Halpern, o que aumentou foi o “reconhecimento generalizado da população”, assim como a especialização dos técnicos para esta condição, existindo uma “maior atenção aos casos”.
Da mesma forma, os critérios para o diagnóstico têm sido alargados e atualizados à medida que o consenso entre peritos e a ciência evolui, traduzindo-se evidentemente num maior número de casos. “O que se verifica é que os próprios critérios de classificações foram também integrando várias outras condições, incluindo cada vez mais quadros no espetro do autismo. No fundo, serviu para uma maior identificação de casos que até poderiam ser considerados casos mais leves e que agora são integrados dentro da condição”, esclarece a diretora clínica adjunta do CADin.
Sobre a associação ao plano de vacinação, não existe uma relação causa-efeito entre a administração das vacinas e o desenvolvimento de perturbações do esperto de autismo. “O que acontece, muitas vezes, é que os sinais precoces de autismo surgem no primeiro e no segundo ano de vida”, afirma Cristina Martins Halpern, sublinhando que os primeiros sinais começam a aparecer exatamente no mesmo período de tempo em que os bebés são — ou não — vacinados. Um dos principais argumentos apresentados pela organização é um estudo de 2025, financiado pela National Vaccine Information Center — uma associação que promove a investigação sobre a segurança das vacinas.
“Vacinação e perturbações do desenvolvimento neurológico: um estudo com crianças de nove anos inscritas no Medicaid [seguro de saúde pública dos EUA]” é o título do artigo publicado no Public Health Policy Journal, e olha para cerca de 40 mil crianças vacinadas (com pelo menos uma vacina no plano nacional) e cinco mil não vacinadas no estado da Flórida, sem qualquer distinção sobre o meio social em que se inserem ou mesmo outros fatores biológicos e genéticos que podem ser relevantes para efeitos de diagnóstico. Os resultados são evidentes: “as crianças vacinadas têm uma probabilidade significativamente maior do que as não vacinadas de serem diagnosticadas com doenças neurodegenerativas“.
Um outro estudo dinamarquês, no entanto, com uma amostra de mais de 500 mil pessoas, refuta totalmente esta associação — algo que reuniu um consenso significativo na comunidade científica, ao contrário do estudo norte-americano, que não apresentava os dados com a mesma transparência. Nesta larga população analisada, em que 82% dos indivíduos eram vacinados contra o sarampo, rubéola e papeira, apenas 738 (0,1%) foram diagnosticadas com algum tipo de perturbação do espetro de autismo, não verificando qualquer correlação entre os dois fatores.