Tem acesso livre a todos os artigos do Observador por ser nosso assinante.

O ataque iraniano a duas bases aéreas no Iraque onde estão aquarteladas forças militares norte-americanas fez soar os alarmes: estava em curso a prometida retaliação pela morte do general Qassem Soleimani, um dos principais líderes militares iranianos, num ataque aéreo levado a cabo na semana passada pelas forças armadas dos EUA. A vingança seria “implacável”, assegurou na altura o líder supremo do Irão, Ali Khamenei.

No fim, a resposta foi essencialmente simbólica, um ataque sem mortos que muitos especialistas leram como um primeiro passo iraniano rumo à diminuição da tensão no Médio Oriente. Na manhã desta quarta-feira, já meio da tarde em Lisboa, Donald Trump reagiu com um discurso apaziguador. Anunciou novas sanções económicas sobre o Irão, mas nenhuma retaliação militar ao ataque iraniano. Como antecipado por vários analistas, Trump aproveitou a oportunidade dada pelo regime iraniano e os dois países saíram da crise satisfeitos: os EUA não sentiram necessidade de responder militarmente ao ataque devido às consequências limitadas do bombardeamento; e o regime iraniano agradou à opinião pública interna com uma retórica forte sobre a retaliação contra a América — que foi, nas palavras de Khamenei, “esmagadora”.

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.