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1,4 mil milhões de euros. É o preço que os espanhóis da Cementos Molins vão pagar à Semapa pela totalidade da Secil, a centenária cimenteira nascida na Arrábida. Criada em 1925, mas com origens que remontam ao início do século XX, a Secil passou por guerras, nacionalizações e privatizações. Em 1994, a Semapa, da família Queiroz Pereira, venceu a privatização da Secil. A mesma família que agora a vende, e a todo o negócio dos cimentos, para apostar na “diversificação industrial e a criação de valor sustentável a longo prazo”. Quanto aos espanhóis, ficam com uma empresa que dá trabalho a cerca de 2.900 pessoas, tem vendas de 740 milhões de euros e que além das fábricas em Portugal tem presença em Espanha, Tunísia, Líbano, Angola, Cabo Verde e Brasil. Na reta final do ano, este é um dos maiores negócios de 2025. |
Excedente no sapatinho do Governo |
Quem vai passar um Natal descansado é Joaquim Miranda Sarmento. As contas públicas nos primeiros nove meses de 2025 apontam para um excedente orçamental de 2,1% até setembro. No terceiro trimestre, o saldo foi de 3,8%, mesmo com o impacto das novas tabelas de retenção de IRS. O ministério das Finanças foi rápido a reagir à notícia. Minutos após o Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgar os números, chegou a mensagem de júbilo e esperança do gabinete de Miranda Sarmento: os dados “demonstram a solidez das contas nacionais e reforçam a confiança do Governo de que será possível atingir um excedente orçamental no final deste ano, de, pelo menos, 0,3% do PIB”. O saldo do quarto trimestre é, normalmente, mais baixo. Mas no conjunto dos 12 meses terminados em setembro, o excedente está nos 0,4%. Não há espírito do Natal futuro que abale a confiança do Governo. Nem Grinch à espreita no Banco de Portugal. |
As primeiras previsões com Álvaro Santos Pereira à frente do banco central tiraram do caminho a perspetiva de défice em 2025, deixada por Mário Centeno. Em 2026 o cenário é outro, e o défice estará mesmo de volta, ainda que as estimativas atualizadas do Banco de Portugal (-0,4%) sejam bem mais simpáticas do que as de Centeno (-1,3%). Para 2026, o Governo vai mesmo ter de empenhar-se nas resoluções de ano novo. |
O primeiro comboio novo da CP em mais de 20 anos deu entrada na plataforma |
Comboios, autoestradas, TAP, alta velocidade… foi uma carruagem cheia de obras públicas que o ministro das Infraestruturas, Miguel Pinto Luz, levou ao Entroncamento na última sexta-feira. O local não foi escolhido ao acaso: no parque oficinal da CP já reluz o primeiro comboio novo recebido pela CP em 23 anos, que só deverá receber passageiros no final do próximo ano. É a primeira de 22 unidades, que fazem parte de um pacote de cerca de 200 comboios que vão renovar a frota da CP nos próximos (muitos) anos. |
No Entroncamento, Pinto Luz anunciou ainda o relançamento do concurso para a segunda parceria público privada (PPP) para a linha de alta velocidade entre Lisboa e Porto. Terá o mesmo preço-base mas menos 11 quilómetros. |
Para 2026 ficará a venda da TAP. Concluída a primeira parte do processo de privatização, cabe agora à Parpública enviar, a partir de 2 de janeiro, os convites para a apresentação de propostas não vinculativas à compra da companhia. As três interessadas poderão apresentar as ofertas vinculativas até 2 de abril. As empresas de catering (Cateringpor) e handling (Menzies) da TAP vão ser vendidas fora da privatização e o encaixe será para o Estado. |

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A EMPRESA |
O número de investidores lesados ainda é desconhecido. Mas só em Portugal terão sido cerca de 600 os que escolheram o Oeno Group para investir uns quantos milhares de euros em vinho e whisky de luxo. E podem ter perdido tudo. A corretora britânica especializada neste tipo de investimento está a atravessar uma “situação complexa”, sem gestão e com dívidas acumuladas, segundo um alerta das autoridades do Reino Unido. Ainda há poucos meses o Oeno publicitava nos jornais portugueses um ambicioso fundo de investimento em vinho e whisky, com o qual queria captar 20 milhões de euros. Mas segundo avançou a CMVM ao Observador, esse fundo não chegou a iniciar atividade. Os próximos capítulos desta história ainda são uma incógnita. |
Devido à quadra natalícia, nestas duas semanas chegamos à sua caixa de correio um dia mais cedo. Obrigada por subscrever a nossa newsletter e por acompanhar a informação económica com o Observador. Um bom Natal! |