Num novo estudo acabado de apresentar pelo CESifo, um centro de investigação internacional sediado em Munique, três investigadores de Economia de Educação revelam dados novos sobre a importância da avaliação dos alunos e das escolas. Este novo trabalho, assinado por Annika Bergbauer, Erik Hanushek e Ludger Woessmann, impressiona pelo volume de dados analisados e pela sua robustez estatística. As conclusões são claras: a avaliação externa dos alunos através de testes ou exames normalizados é positiva para os estudantes e para o ensino.

Quem está fora das polémicas educativas pode estranhar que sejam necessários estudos para apontar aquilo que é quase do senso comum: quando os estudantes são avaliados com provas externas, todo o sistema de ensino se realinha, e realinha-se dando importância ao conhecimento que essas provas aferem: os alunos preocupam-se mais em dominar as matérias, os professores sentem-se ajudados no seu esforço de ensino e todos os agentes educativos, desde os pais até aos diretores e às escolas, se esforçam por obter bons resultados.

Este progresso dos alunos será um trabalho de anos, claro, não é algo que se consiga nas vésperas dos testes. Mas não o sabemos todos já?!

No entanto, nos anos 1960 e décadas posteriores, surgiram e reforçaram-se preocupações com a pressão psicológica sobre os alunos, com as desigualdades que seriam possivelmente agravadas pelos testes, com as retenções desnecessárias e com a necessidade de alargar o leque de estudos e não estar apenas a “estudar para o teste”. Como muitas vezes sucede, essas preocupações foram esquecidas no que teriam de legítimo e, em vez de serem orientadas para uma melhoria dos sistemas de avaliação, transformaram-se numa indústria de contestação aos resultados. Multiplicaram-se pequenos estudos, análises de casos, reflexões sobre as reflexões, citando-se todas umas às outras e tomando como confirmado aquilo que é apenas dito, escrito, redito e rescrito pelos próprios. Ora isto não é ciência nem sequer análise crítica séria. É escolástica no seu pior.

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