As esquerdas radicais gostam sempre de arranjar argumentos morais para apoiar as ditaduras aliadas. Agora, o argumento moral é o “direito internacional.” Aliás, parece que o mundo foi sempre regulado pelo direito internacional até Trump chegar à Casa Branca. Não foi assim, e o Presidente americano não inventou nada. O sistema das Nações Unidas, desde o início, subordina o direito aos interesses das grandes potências, quando os seus fundadores concederam aos membros permanentes do Conselho de Segurança o poder de veto. Esse direito de veto das grandes potências impediu a criação de uma ordem jurídica internacional. Trump percebe a realidade. Os outros líderes também entendem, mas são hipócritas.

Hoje, quando discutem a Venezuela e o Irão, as esquerdas indignam-se com a violação do “direito internacional” sentados em casa a ver televisão. Os iranianos e os venezuelanos desejam a violação do “direito internacional” e têm lutado nas ruas dos seus países contra as forças que os reprimem há décadas (e protegidas pelo “direito internacional”), arriscando a liberdade e a vida.

A liberdade, a democracia e o bem estar dos iranianos e dos venezuelanos dependem de Trump e dos Estados Unidos. Os americanos poderão não fazer o que é necessário para acabar com as ditaduras do Irão e da Venezuela. Mas se não forem os Estados Unidos, mais ninguém o fará. A China e a Rússia apoiam os ditadores. Os países europeus não têm poder nem vontade. Só os Estados Unidos podem fazer algum bem ao Irão e à Venezuela. E os cidadãos desses países sabem isso muito bem.

As reações das esquerdas radicais mostram bem quais têm sido as suas grandes causas desde o início do século: a Venezuela e a Palestina. As esquerdas viram no socialismo Chavista a possibilidade de recuperar, no século XXI, a legitimidade das ideias Marxistas. Todos os partidos Marxistas na Europa viram no regime Chavista o seu novo farol. Ora, como aconteceu sempre no século XX, o socialismo Chavista também acabou numa ditadura tirânica.

A partir de certa altura, muitos partidos de esquerda na Europa continuaram a apoiar o regime venezuelano porque era uma fonte de financiamento e/ou de oportunidades de negócios. E estes partidos têm o descaramento de acusar Trump de só querer o petróleo venezuelano. De onde julgam que vinha o dinheiro para os financiar? Obviamente, do petróleo. Mas com Chavez e Maduro o petróleo servia para financiar partidos fora da Venezuela e, simultaneamente, condenar os venezuelanos à miséria. De resto, seria muito bom que após a prisão de Maduro se soubesse quem na Europa foi financiado pelo regime venezuelano. A partir de agora, só uma mudança de regime pode distribuir as riquezas do petróleo pela população venezuelana.

A outra causa das esquerdas radicais, a Palestina, tem no regime iraniano o seu grande financiador. O Hamas, aliado das extremas esquerdas europeias, é financiado, armado e treinado pelo Irão. Não foi por acaso que a Venezuela e o Irão se tornaram igualmente aliados. Ambos financiaram os partidos e os grupos radicais europeus que querem fazer a revolução socialista. Esta aliança entre o socialismo e o islamismo vai acabar com as esquerdas radicais na Europa.

Mas também há centristas na Europa, uns mais à esquerda e outros mais à direita, que olham para a Venezuela e o Irão e só conseguem ver o “direito internacional” e mais razões para atacar Trump. A esses, deixo duas perguntas. Não sentem qualquer tipo de alegria quando vêm imagens de presos políticos serem libertados na Venezuela? Não sentem solidariedade com os iranianos quando lutam nas ruas contra uma democracia brutal? Em Portugal, muitos deles celebram todos os anos o 25 de Abril e todas as semanas mostram preocupação com “ameaças” à democracia portuguesa. Mas quando os venezuelanos e os iranianos lutam pela democracia, a única coisa que lhes ocorre é falar de Trump.

Nunca se deveriam esquecer de uma verdade fundamental: quem não apoia aqueles que lutam pela democracia em ditaduras estrangeiras, perde legitimidade para defender a democracia no seu país. A não ser que sejam racistas e xenófobos, achando que os venezuelanos e os iranianos não têm direitos aos mesmos privilégios dos portugueses.