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Dia dos Namorados

Doze filmes de amor com finais infelizes

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Um final triste num filme pode fazer tanto sentido, ser tão bom e tão lacrimalmente satisfatório como um final feliz. Eis doze histórias como a de Pedro e Inês, para fugir à norma em Dia de Namorados.

Para remar contra a corrente cor-de-rosa e com clima em “inho” deste dia do calendário que celebra os apaixonados, em vez de fazer uma lista de filmes de amor sentimentalões a escorrer melaço de finais felizes, fomos seleccionar (porque são muitos, mais do que as pessoas pensam), doze dos filmes com finais mais tristes da história do cinema. Porque o amor tem duas faces, a da felicidade e a do sofrimento. De resto algumas das mais celebradas histórias de amor, como a Pedro e Inês ou a de Romeu e Julieta, também tiveram finais infelizes, trágicos mesmo.

No cinema, finais felizes ou finais infelizes também dão para chorar, e muito, nos filmes.

1. “Breve Encontro”, de David Lean (1945)

David Lean não fez apenas superproduções, rodou também pequenas jóias como “Breve Encontro”, onde Trevor Howard e Celia Johnson interpretam amantes adúlteros que decidem separar-se e se encontram uma derradeira vez na casa de chá de uma estação de comboios.

2. “Amor Sem Barreiras”, de Robert Wise e Jerome Robbins (1961)

Inspirado em “Romeu e Julieta”, este musical “realista” atira Jets contra Sharks, porto-riquenhos contra americanos e conta o amor impossível entre Maria (Natalie Wood), irmã do líder dos Sharks, e Tony (Richard Beymer), co-fundador dos Jets.

3. “Esplendor na Relva”, de Elia Kazan (1961)

Deanie (Natalie Wood) e Bud (Warren Beatty), amam-se, mas os pais de ambos, a repressão social do desejo e a Grande Depressão acabam por separá-los. E raras vezes um excerto de um poema (de Wordsworth, no caso) foi usado de forma tão pungente no cinema.

4. “O Nosso Amor de Ontem”, de Sydney Pollack (1973)

Katie (Barbra Streisand) e Hubbell (Robert Redford) têm origens sociais e opiniões políticas diferentes, encontram-se na universidade nos anos 30, apaixonam-se, casam-se, separam-se, e reencontram-se anos depois, nostálgicos do amor que viveram.

5. “A Mulher do Lado”, de François Truffaut (1981)

Bernard (Gérard Depardieu) e Mathilde (Fanny Ardant) tiveram uma paixão intensa. Anos depois, Mathilde e o marido mudam-se para a casa ao lado daquela onde Bernard vive com a mulher e o filho. A chama do amor volta a arder e desta vez é para queimar.

6. “O Amante”, de Jean-Jacques Annaud (1992)

Uma história de amor lacónica, ilícita e condenada entre uma adolescente francesa (Jane March) e um rico chinês (Tony Leung), passada na Indochina francesa de finais dos anos 20, e baseado no livro homónimo e semi-autobiográfico de Marguerite Duras.

7. “As Pontes de Madison County”, de Clint Eastwood (1995)

O fotógrafo da “National Geographic” solteiro (Clint Eastwood), a dona de casa ítalo-americana (Meryl Streep) casada mas solitária e infeliz, um caso de amor que dura um punhado de dias e uma dos mais dilacerantes cenas de separação já filmadas.

8. “O Paciente Inglês”, de Anthony Minghella (1996)

A II Guerra Mundial, e os anos 30 em “flashback”, são os pano de fundo deste enigmático drama romântico que gira em redor de um misterioso aviador horrivelmente queimado, e que é tratado por uma enfermeira franco-canadiana.

9. “Titanic”, de James Cameron (1997)

O naufrágio aconteceu mesmo, a trágica história de amor entre Rose (Kate Winslet) e Jack (Leonardo Di Caprio) é ficcional, mas o filme é tanto lembrado por ela como pela gigantesca reconstituição do mais emblemático desastre marítimo da história.

10. “Disponível para Amar”, de Wong Kar-wai (2000)

Um melodrama atmosférico e nostálgico, passado na Hong Kong dos anos 60, sobre um homem (Tony Leung) e uma mulher (Maggie Cheung) que descobrem que os respetivos cônjuges têm um caso, e começam a desenvolver sentimentos um pelo outro.

11. “Expiação”, de Joe Wright (2007)

Uma mentira de uma adolescente (Saiorse Ronan) atira um homem (James McAvoy) para a prisão e separa-o da mulher que ama (Keira Knightley), nos anos 30. Décadas  mais tarde, a causadora da separação, irmã mais nova da mulher, revela que tentou expiar o mal que fez num livro que escreveu.

12. “Blue Valentine – Só Tu e Eu”, de Derek Cianfrance (2010)

Ryan Gosling e Michelle Williams interpretam este filme rasga-corações, onde assistimos à implosão de um casal, ajudados por “flashbacks” que ajudam a compreender porque é que a relação entre eles, outrora apaixonado, chegou ao fim da linha.

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