Assalto em Tancos

Demissões no Exército. Cristas diz que já é tempo de Costa pôr “ordem na casa”

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A presidente do CDS-PP defendeu que a demissão de dois generais do Exército na sequência do furto de armas em Tancos demonstra que já é tempo de o primeiro-ministro "pôr ordem na casa".

JOSÉ COELHO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A presidente do CDS-PP defendeu hoje em Vale de Cambra que a demissão de dois generais do Exército na sequência do furto de armas em Tancos demonstra que já é tempo de o primeiro-ministro “pôr ordem na casa”.

À margem da apresentação da recandidatura de José Pinheiro àquela que é uma das cinco câmaras municipais do país sob gestão popular, Assunção Cristas declarou: “Já se demitiram dois generais do Exército (…) e estas demissões sinalizam que tivemos razão quando ainda ontem [sexta-feira] o CDS pediu a demissão do chefe de Estado-Maior”.

A líder dos populares apela, por isso, a “que o primeiro-ministro apareça e dê a cara”.

“É urgente que fale e ponha ordem na sua casa – que, além do mais, é a casa de todos nós, porque estamos a falar do Estado”, explica. “E é bom que se pronuncie rapidamente porque já está a demorar muito”, realça.

Para Assunção Cristas, António Costa deve fazer uma “remodelação no Governo” – nas pastas da Defesa e também da Administração Interna, devido ao caso dos incêndios de Pedrógão Grande – porque só assim os cidadãos poderão recuperar a confiança na soberania e na autoridade do Estado.

“Até agora o CDS tem tido uma atuação muito firme, mas também muito prudente, porque para todas as perguntas que temos feito demos espaço e tempo para as respostas. Mas é bom que elas se apressem porque, de dia para dia, não se vê nada a melhorar nesta matéria e temos o clima de confiança a desvanecer-se ainda mais”, argumenta.

A presidente do CDS admite que o “primeiro-ministro tem muito que refletir”, mas critica-o por estar “em silêncio há muitos dias” enquanto se assiste a “uma grande erosão na autoridade do Estado”.

Para o próximo debate da Nação anuncia assim, por parte do seu partido, uma intervenção “com muita atenção, firmeza e acutilância”.

Não confirma nem desmente a hipótese de avançar com a moção de censura ao Governo hoje anunciada pelo jornal Expresso, mas garante: “Não deixaremos de sinalizar o que está mal”.

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