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Socialistas querem afastar David Justino do Conselho Nacional de Educação

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O PS quer afastar David Justino, ex-ministro de Durão Barroso e antigo assessor de Cavaco Silva, da presidência do Conselho Nacional de Educação. Socialistas procuram agora um nome à esquerda.

David Justino considera vontade do PS "perfeitamente natural"

Steven Governo / Global Imagens

Os socialistas querem afastar David Justino, antigo assessor político de Aníbal Cavaco Silva, da presidência do Conselho Nacional de Educação (CNE). O PS vai assim tentar um acordo à esquerda para substituir o antigo ministro da Educação de Durão Barroso (2002-2004) na direção do órgão consultivo do Ministério da Educação.

De acordo com o Diário de Notícias, os socialistas ainda não iniciaram as conversações com Bloco de Esquerda e PCP, pelo que a eleição para a presidência do Conselho Nacional de Educação, agendada para dia 19, deve ser adiada.

Ao mesmo jornal, David Justino admitiu ser “perfeitamente natural” que a maioria de esquerda o queira substituir. Mesmo admitindo que “não fecha a porta” a um eventual convite para ser reconduzido — algo que não vai acontecer, sublinha o Diário de Notícias –, o social-democrata diz ter “tudo preparado para terminar o mandato, dia 31 de julho”.

Apesar de ser certa a substituição de David Justino, ainda não existem nomes alternativos para o cargo. A Assembleia da República elege por maioria absoluta o presidente do CNE e um representante de cada grupo parlamentar. Com a saída de David Justino, os socialistas conseguem assim alinhar o órgão consultivo com o Ministério de Tiago Brandão Rodrigues.

Na próxima quinta-feira, dia 19, estão agendadas várias eleições para órgãos externos à Assembleia da República, como são os casos do provedor de Justiça, do presidente do Conselho de Fiscalização dos Serviços de Informação da República (CF-SIRP) e de quatro elementos da ERC (Entidade Reguladora da Comunicação).

Todas estas eleições exigem apoio parlamentar de dois terços dos deputados, o que implica um acordo entre os dois partidos com mais assentos parlamentares, PS e PSD. No entanto, socialistas e sociais-democratas continuam sem chegar a um entendimento em relação a estes três órgãos, prolongando um braço de ferro que dura há meses no Parlamento.

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