Tecnologia

Tecnologia coloca Obama a discursar em vídeo falso

Investigadores da Universidade de Washington publicaram no Youtube um vídeo criado por tecnologia onde Barack Obama discursa tão realisticamente que pode induzir muitas pessoas em erro.

Para que este vídeo fosse possível foi necessário o áudio original para que o computador pudesse fazer o seu trabalho: a arte de lip-sync

Investigadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos da América, criaram um mecanismo que transforma arquivos de áudio em vídeo. No seu canal de Youtube publicaram um pequeno filme onde o ex-presidente norte-americano, Barack Obama, discursa tão realisticamente que pode induzir muitas pessoas em erro.

Para que tal fosse possível foi necessário o áudio original com que o computador fez o trabalho: a arte de lip-sync (sincronização labial) faz assim com que a versão falsa de Obama pareça real. O mecanismo pode ser utilizado em efeitos especiais e para desenvolver a qualidade das chamadas de vídeo. “Em chamadas de Skype ou do Google Hangouts, muitas das vezes a resolução é baixa, o que torna a comunicação desagradável. Por outro lado, o áudio é muito bom”, diz o co-autor do estudo, Steve Seitz, citado pelo The Telegraph. “Se se pudesse usar o áudio para produzir uma imagem de maior qualidade, seria fantástico”, afirma.

Para chegar a esse nível de perfeição, a ferramenta usada teve primeiro de assistir a diversos discursos do ex-Presidente, que foi escolhido devido à quantidade horas de discurso em vídeo na Internet. As observações permitiram ao computador captar traços e movimentos característicos de Obama. A sincronização de lábios com o vídeo envolveu horas de filmagem e edição, mas o novo programa consegue agora criar um vídeo depois de analisar uma hora de fala em vez de 14.

“As pessoas são especialmente sensíveis às áreas da boca que não parecem realistas”, conta o co-autor Supasorn Suwajanakorn. “Se os dentes não ficam bem ou se o queixo se movimentar no momento errado, as pessoas percebem e tudo acaba por parecer falso”.

Steve Seitz afasta os medos de quem possa achar que a ferramenta seria utilizada para manipulação. Esta só permite que as palavras sejam utilizadas na imagem da pessoa que realmente as proferiu. “Não é possível pegar na voz de alguém e colocá-la num vídeo de Obama. Nós decidimos conscientemente que esse era um caminho que não quereríamos seguir”, explica.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

Ligue-se agora via

Facebook Google

Não publicamos nada no seu perfil sem a sua autorização. Ao registar-se está a aceitar os Termos e Condições e a Política de Privacidade.

E tenha acesso a

  • Comentários - Dê a sua opinião e participe nos debates
  • Alertas - Siga os tópicos, autores e programas que quer acompanhar
  • Guardados - Guarde os artigos para ler mais tarde, sincronizado com a app
  • Histórico - Lista cronológica dos artigos que leu unificada entre app e site