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Acerte o passo. 10 caminhadas para fazer em Portugal

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Arrábida, Melgaço, São Miguel, Calheta. Se optar por descobrir estas ou outras zonas do país a pé, fica a certeza: todos os caminhos vão dar a paisagens que fazem valer as horas de caminho.

Existem diferentes cenários e ambientes para explorar enquanto caminha. Sobre os percursos, há empresas com programas definidos ou pode optar por recolher informações junto das Câmaras Municipais da zona pretendida.

© Octávio Pinto

Autor
  • Raquel Salgueira Póvoas

Dos caminhos que passam por rios, praias ou florestas, dos mais curtos e radicais aos mais longos e relaxantes, são vários os trilhos com cenários distintos, de norte a sul do país, para explorar a pé.

Roupa confortável, calçado à altura, água e um bom lanche. Ponha tudo na mochila, acrescente a máquina fotográfica e o mapa, e faça-se ao caminho. Reunimos 10 sugestões de percursos.

Norte

Percorrer uma das mais antigas linhas ferroviárias do país, a pé, é possível. A Linha do Tâmega está preparada para que o faça em segurança, através de uma ecopista. No percurso, conhece a zona de Amarante, Celorico de Basto ou Arco de Baúlhe. Se optar pelo percurso de Celorico de Basto, por exemplo, são 21 os quilómetros que tem para percorrer. Na zona há aldeias a visitar, pontes e paisagens onde o verde impera para conhecer, o rio Tâmega para apreciar. No site da Câmara Municipal de Celorico de Basto encontra todas as informações para se fazer ao caminho.

© Nuno Pereira

Desengane-se se pensa que só em terra pode fazer caminhadas. Em Melgaço, Viana do Castelo, o desafio é o de explorar a zona através de uma caminhada aquática, pelo rio Minho. Sem cordas, o percurso faz-se a andar pelo leito do rio, com acompanhamento de profissionais. Para estas caminhadas é necessário fato isotérmico, já os ténis são os que utilizaria para caminhar mas, neste caso, que possa molhar. A empresa Melgaço Radical organiza este percurso aquático pelo valor de 30€ por pessoa, com seguro, roupa adequada e ainda um banho quente no final.

© Divulgação

Centro

Os Caminhos de Xisto, entre Castelo Branco e Coimbra, são procurados por muitos portugueses e estrangeiros e percebe-se porquê: centenas de quilómetros de trilhos pedestres que conduzem quem os percorre a aldeias ricas em histórias. No total, são 27 as aldeias, pertencentes a 16 concelhos. Nesta envolvente, há diversos trilhos para realizar, quase sempre circulares, com partida e chegada na mesma aldeia. Enquanto caminha encontra as tão caraterísticas pedras de xisto, riachos, bem como espécies autóctones e sinalética informativa (o que faz com que possa percorrê-los de forma mais esclarecida sem que tenha de estar necessariamente inserido num grupo de caminhadas organizadas). O Caminho do Xisto de Avô, por exemplo, de sete quilómetros, à volta do rio Alva, demora três horas. Fica a saber como o realizar ao consultar o portal da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

© Divulgação

No Vale de Ílhavo, em Aveiro, pode aventurar-se e fazer a Rota das Padeiras, que o leva a conhecer tanto as ruas típicas da zona como a rua da Felicidade — ou os pinhais e toda a natureza envolvente. A rota tem este nome porque é também ao fazê-la que pode sentir o cheiro das padas, o pão tradicional da terra. Os ribeiros próximos favoreceram, em tempos, o aparecimento de azenhas que moíam os cereais e permitiam a produção em larga escala de pão. Hoje, ainda que em menor número, existem padeiras na zona com as mesmas técnicas tradicionais de fabrico. Ao caminhar por estes lados vai ficar a conhecer o processo de produção, os fornos onde as padas são feitas e, claro está, vai poder experimentá-las. O percurso de seis quilómetros faz-se em duas horas e está disponível aqui, no portal da Câmara Municipal de Ílhavo.

© Divulgação

É uma das Aldeias Históricas de Portugal, com um vasto património arquitetónico e arqueológico. Sortelha fica no concelho do Sabugal, distrito da Guarda, e pode ser conhecida também a pé. Pela calçada medieval e por caminhos estreitos, faz-se esta caminhada de sete quilómetros que demora cerca de duas horas. Pelo caminho conhece as muralhas que envolvem a aldeia, as casas da pedra, as pedras graníticas com curiosas formas — como a Cabeça da Velha ou a Pedra do Beijo –, um vale a perder de vista que o fará respirar fundo e apreciar a fauna e a flora daquele sítio. No fim do caminho, há restaurantes com comidas típicas da zona, como o arroz de lebre, o veado guisado ou a perdiz estufada, a descobrir. O mapa com o percurso está disponível no portal da Câmara Municipal do Sabugal.

© Aldeias Históricas de Portugal

Sul

Também a capital pode ser descoberta de uma outra perspetiva sem recorrer ao metro, ao elétrico ou ao autocarro. Com início e fim no Jardim da Estrela, a empresa Green Trekker organiza, dia 10 de agosto, à noite, uma caminhada por Lisboa para que os participantes conheçam os miradouros e jardins emblemáticos. A caminhada de 20 quilómetros é considerada de nível difícil, pelas exigentes subidas e descidas tão caraterísticas das 7 colinas da capital portuguesa. Contudo, nenhum elemento do grupo ficará sem acompanhamento, pelo que pode ir ao seu ritmo. O custo é de 15€ por participante e as inscrições podem ser feitas aqui.

© Divulgação

Paisagens oceânicas, falésias de calcário, florestas, vinhas. Estas são apenas algumas das paisagem que pode contemplar se percorrer a pé o Parque Natural da Arrábida. A zona que é também conhecida pelas suas águas cristalinas, vai continuar a surpreendê-lo se a explorar a 500m de altitude. A empresa Tur Aventure organiza estas caminhadas, de cerca de sete quilómetros, pelo valor de 60€ por pessoa, com visita ao antigo castelo de Sesimbra e à praia do Portinho da Arrábida e prova de doces regionais.

© Raquel Nunes

Na Capela de Nossa Senhora do Mar, na Zambujeira do Mar, inicia-se um dos muitos trilhos possíveis de fazer pela Costa Vicentina, o Trilho dos Pescadores. Nele, tem a oportunidade de passar pelas praias dos Alteirinhos, do Carvalhal, dos Machados e da Amália. Depois, na Azenha do Mar, conhece um porto de pesca natural e termina com a praia de Odeceixe como pano de fundo, com uma vista incrível da Ponta em Branco. O percurso, de 18 quilómetros, faz-se em aproximadamente sete horas. As épocas mais aconselhadas para o fazer são os meses de setembro a julho. Pode encontrar o mapa, bem como outras informações úteis sobre o trajeto no portal Rota Vicentina.

© João Mariano

Ilhas

Na Calheta, na Madeira, um dos percursos que pode optar por fazer é a levada das 25 Fontes. O nome faz adivinhar o cenário: o passeio faz-se em redor das fontes ou pequenas quedas de água que se encontram pelo caminho. Túneis, montanhas, quedas de água, vegetação quase que absorvente, é o que pode esperar deste percurso. A distância é de nove quilómetros e o caminho faz-se em quatro horas. É aconselhável levar lanterna. Todo o percurso está descrito aqui, no portal Walk Me Guide.

© Divulgação

Com uma extensão de cinco quilómetros, o trilho da Serra Devassa, em São Miguel, nos Açores, consiste numa rota circular com início e fim na Lagoa do Canário. Sempre envolto em vegetação, o percurso permite-lhe conhecer, a pé, o Muro das Nove Janelas, um antigo aqueduto que transportava água para Ponta Delgada, e a Lagoa do Pau Pique, que se encontra no centro de um pequeno cone vulcânico. É aconselhável que faça este caminho em dias de boa visibilidade, uma vez que as zonas a percorrer são de altitudes entre os os 750m e os 900m. Este e outros 24 trilhos na ilha de São Miguel podem ser conhecidos no portal Visit Azores.

© Divulgação

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