Pais e Filhos

Prepare as pipocas: 15 filmes para ver com os miúdos

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Com a ajuda do livro "101 Filmes para Veres Antes de Cresceres", reunimos 15 histórias inesquecíveis para as crianças verem na companhia da família. Há sagas estrelares e clássicos intemporais.

Escolhemos 15 filmes, muito diferentes entre si, capazes de marcar uma infância. Que não falte magia e lições de vida

iStockphoto/tatyana_tomsickova

O universo do cinema está cheio de magia, sobretudo entrarmos nele logo de pequeninos. Há filmes que nos fazem sonhar e pensar, que nos trazem lições de vida e ainda carismáticos amigos imaginários. O livro “101 Filmes para Veres Antes de Cresceres” (editora Booksmile) é um guia para miúdos e graúdos, mas também um compêndio dos filmes mais populares para os olhos e ouvidos dos mais pequenos e suas famílias. O livro apresenta mais de uma centena de longas-metragens, para diferentes idades, e faz um resumo dos enredos (com spoilers à mistura), introduzindo ainda algumas curiosidades.

Aproveitando a novidade — a obra acaba de chegar ao mercado na companhia do livro “101 Livros para Leres Antes de Cresceres” –, selecionámos 15 filmes para diferentes faixas etárias. Há desde o tradicional desenho animado ao clássico que, apesar da velhice, continua atual. Porque há histórias que devem ser vistas na companhia da família e contadas com um balde de pipocas entre as mãos.

O livro está à venda a partir de 12,69€. © Divulgação

Para maiores de 4 anos

Uma Vida de Inseto (“A Bug’s Life”; 1998)

Neste filme de animação digital é possível ver através dos olhos de um inseto como é, na verdade, a vida debaixo da terra. A história centra-se na irreverência de uma formiga que pensa de forma diferente do resto da colónia — que não só tem de juntar comida a tempo do inverno rigoroso que se aproxima, como prestar contas a um bando de gafanhotos que a escraviza. Cabe à personagem principal, a formiga Flick, salvar o dia com a ajuda de um grupo de soldados que, afinal, não passam de artistas circenses… Uma curiosidade sobre o filme de 1998 é o facto de a equipa de filmagens ter colado rodas de Lego numa câmara de pequenas dimensões, que foi depois montada num jardim. A ideia, pois claro, foi perceber a vida real dos verdadeiros bichinhos.

Up Altamente (“Up”; 2009)

Nunca é tarde para voltar a gostar e ser gostado, mesmo que a união em causa seja uma bastante peculiar: a trama junta dois protagonistas muito diferentes, um senhor rezingão de 78 anos e um menino curioso e aventureiro de apenas 8. Os dois ficam inevitavelmente amigos quando uma aventura sem precedentes os junta. A história envolve viagens de sonho, animais esquisitos e casas voadoras, que navegam ao comando de um sem-fim de balões coloridos.

Mary Poppins (“Mary Poppins”; 1964)

O clássico perdura no tempo, tanto que já foram realizadas versões mais recentes da história que, ano após ano, continua a encantar a pequenada. O musical é baseado na série de livros de fantasia escrita a partir de 1934 por P. L. Travers — a autora demorou 20 anos a deixar-se convencer pelo próprio Walt Disney a autorizar a adaptação cinematográfica. A ação desenrola-se em Londres, quando uma ama flutua do céu ao encontro da família para a qual vai trabalhar. A partir desse momento, Mary Poppins começa a espalhar magia e a ganhar a admiração e carinho das crianças da família Banks. O filme, que ganhou cinco óscares da Academia, foi pioneiro ao juntar desenhos animados e atores reais, sobretudo numa altura em que a animação por computador era impensável.

A Pequena Sereia (“The Little Mermaid”; 1989)

Tem dois óscares no currículo e combina uma história clássica, assinada pelo dinamarquês Hans Christian Anderson, com músicas animadas e bem conseguidas. A história da pequena sereia de cabelos ruivos que quer ser humana ainda hoje agarra crianças e adultos ao ecrã, e promete tanto de fantasia como de questões existenciais: depois de salvar e de se apaixonar por um príncipe humano, Ariel tem apenas três dias para ser correspondida, caso contrário perderá a sua voz, que trocou por um par de pernas, para sempre.

O Feiticeiro de Oz (“The Wizard of Oz”; 1939)

“É provavelmente o filme mais popular de sempre”, lê-se no livro “101 Filmes para Veres antes de Cresceres”. O Feiticeiro de Oz baseia-se no livro “O Maravilhoso Feiticeiro de Oz”, de L. Frank Baum, e chegou pela primeira vez às salas de cinema no remoto ano de 1939, dias antes de a Segunda Guerra Mundial rebentar. As lições morais do filme ainda hoje são relevantes, com os protagonistas a personificarem diferentes ensinamentos. A trama anda à volta da viagem de Dorothy e do cão Toto que, através de um tornado, são transportados para a Terra de Oz. Para regressar a casa vão precisar da ajuda de amigos improváveis e da magia do enigmático feiticeiro.

Maiores de 6 anos

E.T O Extra-terrestre (“E.T The Extra-Terrestrial”; 1982)

“E.T phone home” é talvez a frase, em inglês, que vem automaticamente à memória assim que se fala deste filme. Assinado pelo realizador Steven Spielberg, o filme faz um retrato da inocência da infância e de uma amizade improvável, entre um rapaz de 10 anos e um extraterrestre que só quer voltar a casa. Elliot e os irmãos vão fazer de tudo para ajudar a criatura peculiar a fugir das garras de agentes governamentais. E quem é capaz de esquecer aquela viagem de bicicleta com passagem incluída por uma lua luminosa?

À Procura de Nemo (“Finding Nemo”; 2003)

O filme conta a entusiasmante (e, por vezes, angustiante) viagem de um pai à procura do filho, um peixinho com uma barbatana invulgarmente pequena que é raptado por um mergulhador no primeiro dia de aulas (aquáticas). Marlin, o pai, embarca numa inusitada aventura por todo o oceano e, pelo caminho, faz amigos cujo carisma e falta de memória já deram origem a uma sequela: “À Procura de Dory”.

Os Goonies (“The Goonies”;1985)

Amigos, aventura, piratas e criminosos. O filme de Steven Spielberg tem de tudo um pouco para cativar os mais pequenos. Há lições morais, cenas icónicas e — spoiler alert! — um final feliz invejável. O grupo de amigos, autodenominado “Goonies”, descobre um velho mapa de tesouro que em tempos pertenceu ao pirata One-Eyed Willy (Willy Zarolho). Na tentativa de salvarem as casas de família, cujos terrenos estão prestes a ser ocupados por um clube de campo, embarcam numa aventura sem igual que arranca numa caverna debaixo de um restaurante — o mesmo que é usado por uma família de bandidos fugidos da polícia…

Aladdin (“Aladdin”; 1993)

O conselheiro do sultão é o vilão da história e o papel de herói, esse, cabe a um ladrão e ao seu macaco de estimação. Aladino e o génio tresloucado, que sai cá para fora a cada esfregadela da lâmpada mágica, protagonizam a tradicional luta do bem contra o mal (sim, faz lembrar a canção de arranque do Dragon Ball). O filme que ganhou dois óscares na década de 1990, e que conta ainda com uma bela história de amor, tem na voz do génio o inconfundível Robin Williams.

O Rei Leão (“The Lion King”; 1994)

Pumba, um dos amigos carismáticos de Simba, foi a primeira personagem da Disney a dar um pum no cinema — e isto aconteceu ao fim de 57 anos e de 54 filmes. Confessada a curiosidade, contemos também que o filme retrata uma história original, isto é, sem qualquer base em contos de fada, como acontece em “A Pequena Sereia”. Simba, uma cria de leão herdeira ao trono das Terras do Reino, foge de tudo e de todos pensando ser o responsável pela morte acidental do pai. Enquanto isso, o seu maléfico tio, Scar, apodera-se injustamente do reino. É na companhia dos incontornáveis Timon e Pumba (e também de Nala) que Simba regressa, já crescido, a casa e à família para reclamar o que é seu.

Maiores de 12 anos

Do Céu caiu uma Estrela (“It’s a Wonderful Life”; 1947)

Sim, é a preto e branco. Sim, é antigo. E sim, vale a pena. A longa-metragem conta a história do muito altruísta e samaritano George Bailey que, percebendo que vale mais morto do que vivo devido à situação financeira que a família enfrenta, prefere morrer a viver mais um dia em angústia. Mas antes de conseguir atirar-se da ponte, um anjo desce dos céus e fá-lo ver como seria a vida da cidade e das pessoas na sua ausência. A mensagem é clara: Bailey tinha uma vida maravilhosa e não sabia.

Eduardo Mãos de Tesoura (“Edward Scissorhands”; 1991)

Aqui está a primeira colaboração de sempre entre Johnny Depp e Tim Burton — desde então já fizeram oito filmes juntos, ao longo de um período de 25 anos. O jovem Edward, de cabelo tresloucado e tesouras afiadas em vez de mãos, é a personagem principal, uma espécie de monstro Frankenstein gótico que cresce sozinho num castelo, isolado do mundo, depois do ‘pai’ morrer deixando-o inacabado (daí as tesouras). Mais tarde é resgatado por uma senhora que o deixa ficar em sua casa, tornando-se popular pelo aspeto peculiar e pelo dom de cortar cabelo e sebes. A história, que envolve ainda um triângulo amoroso, é uma crítica social e vale a pena ver ou — como deve ser o caso — rever.

Forest Gump (“Forest Gump”; 1994)

“Run, Forest, run!” Forest Gump tanto correu que ainda hoje o filme de 1994 agarra qualquer um ao pequeno ecrã. A personagem principal (desempenhada por Tom Hanks, que lhe valeu um Óscar) é o narrador participante num enredo que junta vários ensinamentos para a vida, não fosse este homem inocente mas honesto, do Alabama, alcançar feitos tidos como inacreditáveis.

Guerra das Estrelas (“Star Wars”;1977)

Luke Skywalker, Han Solo e princesa Leia são personagens que há muito dispensam apresentações. Um dos trios mais populares do cinema continua em voga, sobretudo com a chegada iminente de um novo episódio, “Star Wars: Os Últimos Jedi” (já há trailer!). O primeiro episódio — que na verdade é o IV — da saga intergalática data de 1977 e, entretanto, já muito se acrescentou à história original. Mas para começar, nada como recuar à primeira vez em que Luke, Han Solo e Leia se cruzaram.

Momento da Verdade (“The Karate Kid”;1984)

Sr. Miyagi, o curioso porteiro que apanha moscas com pauzinhos, transforma-se no sensei do jovem Daniel LaRusso, que precisa de aprender karaté de modo a defender-se de um grupo de rufias. O processo é lento, frustrante por vezes, mas essencial. À medida que as lições prosseguem, o duo fica cada vez mais unido e Daniel chega a participar num importante torneio. O filme foi realizado pelo mesmo homem que trouxe Rocky Balboa à vida, em 1976 (John G. Avildsen).

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