O primeiro hotel português dedicado ao chocolate abre portas em Viana do Castelo no dia 06 de junho, depois obras de reconversão da antiga fábrica de chocolates da “Avianense”, anunciou, à Lusa, fonte da empresa promotora.

“A partir do dia 23 deste mês, entramos na fase que designamos de ‘soft opening’, que significa colocar a equipa em contacto com toda a realidade do hotel. Esta fase terá que estar concluída até dia 30. A abertura oficial está marcada para dia 6 de junho”, adiantou à Lusa Goreti Sila, gerente da empresa “Na Rota do Chocolate”.

A responsável adiantou ainda que, já este sábado, o novo hotel irá participar num ‘showcooking” com a apresentação de uma sobremesa de chocolate.

O ‘showcooking’ vai decorrer na Praça da República, integrado na campanha “Sabores no Coração” promovida pela Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEVC).

“É uma criação do nosso ‘chef’ que irá integrar a carta da unidade hoteleira. É uma forma de comunicarmos à comunidade que vamos abrir portas”, adiantou a gerente.

A unidade hoteleira vai criar 20 postos de trabalho e, garantiu Goreti Silva, as expetativas do grupo “são positivas”.

“Achamos que nos conseguimos diferenciar e ser suficientemente apelativos para gerar uma procura interessante para, com serenidade, conseguirmos dar resposta aos encargos financeiros que este projeto nos colocou “, sustentou.

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A abertura do hotel “Fábrica do Chocolate”, apresentado pelos promotores como único do género no país, estava programada para o passado dia 01 de abril, data em que a marca chocolates “Avianense” completou um século mas o mau tempo do inverno passado atrasou as obras.

A reconversão do edifício da antiga fábrica de chocolates, construído entre 1926 e 1928, deu lugar a um hotel temático de quatro estrelas, através de um investimento de 3,4 milhões de euros.

Deste total, 2,2 milhões de euros foram comparticipados por fundos comunitários, através de uma candidatura que os promotores apresentaram ao Instituto do Turismo.

Além do alojamento, com 18 quartos – dos quais cinco são ‘suites’ -, o empreendimento terá ainda uma área de restauração com capacidade para 50 pessoas e um centro interpretativo dedicado ao chocolate e que até incluirá alguma maquinaria que restou da antiga fábrica.

Uma loja ‘gourmet’ ou tratamentos de chocoterapia com cacau e chocolate, serão outros serviços a disponibilizar.

A fábrica de chocolates “Avianense” foi declarada falida a 24 de setembro de 2004, lançando para o desemprego 48 trabalhadores, face a dívidas de 2,2 milhões de euros.

A marca centenária, bem como os equipamentos e a frota da empresa, foram arrematados, por cerca de 150 mil euros, por um empresário que em agosto de 2005 retomou o fabrico dos chocolates em Durrães, Barcelos, onde ainda é feito.

O espaço que albergou a produção de chocolate durante mais de 90 anos, em pleno centro da cidade de Viana do Castelo, ficou devoluto e já foi entretanto demolido, à exceção da fachada do edifício principal, classificada, datada do início do século XX.

O “Imperador”, um bombom feito com uma amêndoa torrada nacional e chocolate de leite, é ainda hoje a grande imagem de marca da “Avianense”.