Felipe de Borbon, sucessor da coroa espanhola, falou esta quarta-feira pela primeira vez após o pai, o rei Juan Carlos, abdicar e reiterou o empenho no papel que está prestes a assumir, assim como prometeu dedicar “todas as suas forças” à “apaixonante tarefa de continuar a servir os espanhóis”.

Em Navarra, com a princesa Letizia ao seu lado, Felipe de Borbon, próximo Felipe VI de Espanha, fez o primeiro discurso após a abdicação de Juan Carlos. As suas palavras foram de “esperança” e “entusiasmo” quanto ao papel que está prestes a desempenhar – a coroação pode ter lugar já no próximo dia 18 de Junho -, prometendo “dedicar todas as suas forças à apaixonantes tarefa de continuar a servir os espanhóis”. Felipe descreveu Espanha, o país que está prestes a reinar, como uma “comunidade social e política unida e diversa que funde as suas raízes com uma história milenar”.

“Permitam-me que respeitando o procedimento parlamentar iniciado, reitere o meu empenho e convicção de dedicar todas as minhas forças, com esperança e entusiasmo à apaixonante tarefa de continuar a servir os espanhóis e a nossa querida Espanha; uma nação, uma comunidade social e política unida e diversa que se funde com as raízes de uma história milenar” disse Felipe

Felipe referiu ainda a importância das suas primeiras palavras após abdicação do pai serem “na querida terra” de Navarra, um dos “reinos originários” da pátria espanhola. O príncipe não deixou de referir o “período difícil” que o país atravessa, apontando que é na experiência do passado que se deve procurar a solução dos problemas. A experiência incorporada na história do passado ensina-nos que só a união dos nossos esforços, ao colocar o bem comum à frente dos interesses especiais, ao promover a iniciativa, investigação e criatividade de cada pessoa, podemos avançar para um futuro melhor”.

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Os príncipes estiveram na entrega do prémio Príncipe de Viana da Cultura 2014 – que inclui uma homenagem aos Reis de Navarra – para premiar o padre Jesús Morrás Santamaría (Tarsicio de Azcona), pelo seu trabalho como historiador e investigador. Os príncipes das Astúrias entregam este prémio, no valor de 25 mil euros, desde 2004.