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Uma peça musical, quer se trate de uma simples canção pop ou de um tema de um compositor de erudita ou de jazz, pode inspirar as mais diversas emoções e imagens mentais. Federico Babina decidiu fazer uma experiência diferente. Pegou nas obras de 27 músicos e inspirou-se nelas para desenhar os edifícios que as composições lhe sugeriam.

O ilustrador de Barcelona considera que “a música e a arquitetura são geradas por um código subjacente, uma ordem que é revelada pela matemática e pela geometria”, de acordo com a revista Fast Company. E, a partir desta ideia, criou uma série de desenhos a que chamou “Archimusic”.

De “So What”, de Miles Davis, a “Space Oddity”, de David Bowie, a coleção percorre vários géneros musicais, num exercício que o autor considera ser como “escutar a arquitetura”, interpretar o seu ritmo e musicalidade e representar as qualidades estruturais e visuais da música. A música, afirma Federico Babina, “é horizontal, vertical ou oblíqua, soa como se estivesse firmemente assente na terra ou como se apenas a tocasse com os dedos dos pés e é feita de cores contrastantes ou de tons que mudam de forma gradual”.

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