“Um pequeno e velho pedaço de papel vermelho com as pontas recortadas”. É assim que o New York Times descreve o selo do século XIX vendido por 9, 5 milhões de dólares, o que em euros significa cerca de 7 milhões de euros, o preço mais elevado alguma vez pago num leilão do género. O leilão aconteceu esta terça-feira em Nova Iorque.

O comprador que licitou por telefone não foi identificado. A licitação base foi de 4,5 milhões por um selo que não chegou a 1 cêntimo, segundo aquele jornal. No local esteve “uma multidão” de colecionadores de selos, com várias câmaras de televisão a gravar o momento. “Não acredito que haja uma cobertura semelhante por um quadro do Van Gogh”, disse Franl J. Buono, um negociante de selos de Binghamton. “E pelo peso, volume e tamanho, é o mais valioso do mundo. Os diamantes podem chamar mais à atenção, mas pesam mais”, concluiu.

O selo é conhecido como o “One-Cent Magenta”, da Guiana britânica. Foi impresso por um jornal local em 1856. Tem a imagem de um veleiro e palavras latinas normalmente traduzidas para: “Nós damos e esperamos em troca”. Não era visto em público desde meados dos anos 80 até que a Sotheby International Realty o enviou para ser exposto em vários museus e bibliotecas.

Segundo os colecionadores, é “único”. Foi descoberto em 1873 por um rapaz de 12 anos, Louis Vernin Vaughan, e, este ano, autenticado pela Royal Philatelic Society, em Londres. De acordo com o catálogo da leiloeira Sotheby, o rapaz era o sobrinho da pessoa que tinha o envelope onde o selo foi colocado. Colecionar selos tornou-se um hobbie de Vaughanalog.

Em Portugal, o filatelismo é também um hobbie para muitas pessoas, mas não existe nenhum selo com um valor minimamente aproximado ao da Guiana britânica.