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Alfredo di Stéfano, lenda e presidente honorário do Real Madrid, está hospitalizado em coma induzido depois de ter sofrido uma paragem cardíaca durante a tarde deste sábado. Segundo o diário espanhol Marca, o argentino, que ontem completou 88 anos, estava na rua, à porta de um restaurante perto do Santiago Bernabéu, quando se sentiu mal.

“Foi atendido depois de uma paragem cardiorespiratória pelo SAMUR [Serviço de Assistência Municipal de Urgência e Recuperação], de onde saiu passados 18 minutos, e imediatamente foi transferido intubado para o hospital Gregorio Marañon”, informaram fontes médicas à Agência EFE.

Di Stéfano, o ídolo de Eusébio, jogou no Real Madrid entre 1953 e 1964, onde conquistou oito Ligas Espanholas, cinco Taças dos Campeões Europeus e uma Taça Intercontinental. A dupla temível que formou com Ferenc Puskás no Santiago Bernabéu é dos maiores legados da história do futebol. O antigo avançado nasceu em Buenos Aires mas até jogou por três seleções: Argentina, Espanha e Colômbia.

Em 1974 aterrou em Alvalade para treinar os leões, mas a estadia duraria apenas umas semanas. O treinador teria um pré-época desoladora (uma vitória em seis jogos) e, segundo a wikipédia do Sporting, seria acusado de ser “pouco democrático”, nomeadamente por Dé e Dinis. A derrota em Olhão na primeira jornada da Liga acabaria por ser a gota de água, que levaria João Rocha a prescindir dos seus serviços.

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