“Um pequeno passo para o homem, um passo de gigante para a Humanidade”. E pronto. Já estava. Pela primeira vez, seres humanos pisavam solo lunar, depois de anos de tentativas e batalhas silenciosas entre a União Soviética e os Estados Unidos pelo controlo do espaço. Foi há 45 anos, a 20 de julho de 1969.

Neil Armstrong e Buzz Aldrin foram os homens que entraram para a História. Michael Collins, que também fazia parte da missão, não chegou a ir à Lua, ficando a orbitar à sua volta, enquanto esperava que Armstrong e Aldrin recolhessem dados e objetos da superfície lunar. Ao todo, só puderam passear durante duas horas e trinta e um minutos pela Lua – ou seja, uma pequena parte da missão, que durou 8 dias no total.

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A equipa de astronautas composta por Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins no momento do embarque na Apolo 11 (NASA)

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O momento da partida da missão à Lua (NASA)

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 A bandeira americana já hasteada na Lua (NASA)

Só foram duas horas, mas foram horas intensas. Depois de descer da cápsula espacial Eagle e proferir a frase lapidar, a primeira coisa que Neil Armstrong, o primeiro homem a pisar o satélite da Terra, fez foi instalar uma câmara de televisão, para que os muitos milhões de pessoas que acompanhavam a missão da Apolo 11 em direto não perdessem pitada. Seguidamente, ele e Aldrin – que entretanto aproveitou para tirar uma fotografia à sua pegada no solo lunar – descerraram uma placa comemorativa do acontecimento, hasterarm uma bandeira americana, fizeram testes às partículas nucleares ali existentes, telefonaram ao presidente Nixon, mediram a distância entre a Terra e a Lua, calcularam a luz solar que chega ao satélite, mediram a atividade sísmica do local e recolheram 21,7 kg de amostras de solo lunar.

Duas horas e trinta e um minutos que mudaram o curso da História. A Guerra Fria estava no auge. Em 1957, a União Soviética abrira as hostilidades pelo controlo do espaço com o lançamento do satélite Sputnik 1. E ganharia os rounds seguintes: foi o primeiro país do mundo a colocar um ser vivo – a cadela Laika – e um homem – Yuri Gagarin – em órbita. Mas, no fim, os Estados Unidos ganharam a corrida. E apenas com um pequeno passo. Em que estava toda a Humanidade.

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A pegada de Buzz Aldrin imortalizada numa fotografia tirada pelo próprio (NASA)