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O multimilionário mexicano Carlos Slim defendeu, no encontro anual da Fundação Círculo de Montevideu, no Paraguai, que os trabalhadores só deveriam trabalhar três dias por semana. O homem mais rico do mundo, que destronou este mês Bill Gates da lista da Forbes, alega que há várias vantagens em ter quatro dias de descanso por semana, nomeadamente mais saúde e produtividade para os trabalhadores.

Está na hora de uma “reforma radical”, defendeu Carlos Slim. De acordo com o Financial Times, o magnata das telecomunicações acha que a semana de trabalho deveria ser de três dias, “talvez” com turnos de 11 horas. A benesse de mais tempo livre implicaria outra contrapartida: em vez de se poderem reformar aos 60 anos, os trabalhadores teriam de trabalhar até mais tarde – talvez até aos “74 ou 75”, diz Carlos Slim.

Já em 2012, numa conferência das Nações Unidas em Genebra, o empresário de 74 anos já tinha falado sobre estas mudanças, que resultariam em trabalhadores mais produtivos e saudáveis, ao mesmo tempo que iria responder ao problema da longevidade e das reformas.

E não são só palavras. De acordo com o Financial Times, na empresa Telemex, detida pelo empresário, os funcionários que entraram muito jovens têm um contrato coletivo de trabalho que permite a reforma aos 50 anos. Neste caso, Carlos Slim instituiu um regime voluntário cuja adesão dá direito a continuar a trabalhar pelo mesmo salário, mas com menos um dia de trabalho por semana (neste caso quatro dias de jornada laboral).

Aparentemente, a proposta de reduzir a semana de trabalho de cinco para três dias não implica, portanto, redução salarial.

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