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Esta semana estivemos no DoubleTree by Hilton Lisbon – Fontana Park para conhecer um artista multifacetado e com trabalho feito no panorama da música alternativa angolana. Ele foge destas classificações, mas elas são importantes ainda que sejam incompletas, porque definem a complexidade deste artista plástico, músico, performer, poeta. Nástio Mosquito nasceu em 1981 no Huambo. Saiu de Angola em miúdo para estudar em Coimbra e depois em Lisboa. Desenvolveu aptidão musical durante dois anos no Hot Club, e já adulto seguiu para Londres, onde estudou produção em media. Regressou a Angola porque se sentia insatisfeito, incompleto. Luanda é agora a capital de um país que explode de oportunidades, onde as pessoas têm espaço e inspiração para se expressar.

Tem dois álbuns editados, “Why Do You Care” (2012) e “Se Eu Fosse Angolano” (2013), disco que vai apresentar esta noite no Festival Músicas do Mundo em Sines. Já viu as suas obras expostas em vários países e disse-nos que não tem problemas em transportar as suas ideias de uma arte para a outra, que é importante respeitar a vontade e o instinto. Vídeo, fotografia, instalações, palavra, performance e música, todos os meios servem para passar a sua mensagem. Não se considera um artista “difícil” porque acha que a sua música “chega a quem tem de chegar”. E tem razão.

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