Mundo

Nas invasões vikings, metade dos guerreiros seriam mulheres

691

A imagem do guerreiro viking como arquétipo de virilidade pode, afinal, estar comprometido. Um estudo recente prova que cerca de metade dos vikings que invadiram Inglaterra eram, afinal, mulheres.

Katheryn Winnick no papel da guerreira Lagertha, a primeira mulher de Ragnar Lothbrok, o lendário guerreiro viking que é a personagem central da série "Vikings", do Canal História

©D.R.

Autor
  • Sara Otto Coelho

No passado assumia-se que os corpos enterrados com objetos de combate eram homens, mas um estudo recente mais aprofundado prova que a ideia de as mulheres serem o “sexo fraco” não era popular entre a cultura viking.

Entre o século IX e X, os vikings deixaram a Noruega e invadiram em força o território inglês, chegando a governar parte considerável do território. Shane McLeod, do Centro de estudos medievais e de início da era moderna da Universidade da Austrália Ocidental, reconhece que “a maioria dos dados dá a impressão de que o número de mulheres nórdicas era largamente superado pelos dos homens”. Mas depois de ter estudado os ossos dos corpos lá enterrados, concluiu que entre um terço e metade dos guerreiros eram mulheres.

Nos últimos anos, foram descobertos mais corpos de imigrantes nórdicos femininos no leste de Inglaterra. “Um aumento do número de achados de jóias de estilo nórdico, nas duas últimas décadas, levou alguns académicos a admitir que havia um número maior de colonos do sexo feminino. Na verdade, verificou-se que existem mais peças nórdicas de vestuário feminino do que aquelas usadas ​​pelos homens “, diz o estudo, citado pelo USA Today. Os Vikings eram enterrados juntamente com os seus pertences.

Ao contrário do mito de saqueadores sem coração, os Vikings chegaram como colonizadores casados. E para destruir ainda mais mitos, as mulheres não iam apenas mais tarde para tratar da casa e da família, iam para conquistar território e combater. “Embora os resultados aqui apresentados não possam ser usados para determinar o número de colonos femininos, eles sugerem que a proporção de mulheres para homens possa situar-se entre um terço e metade”, concluiu Shane McLeod.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Mundo

Os novos bárbaros - uma cultura de destruição 

Paulo Rodrigues Ferreira

Que desejam estes novos bárbaros? Espalhar rancor, ressentimento, divulgar mentiras. Que todos sofram o mesmo que eles sofrem. Combater a globalização ou o cosmopolitismo, a que chamam "globalismo".

Índia

Populismos e finais felizes /premium

Diana Soller

Numa época em que os populismos têm uma presença cada vez mais forte nas democracias ocidentais, vale a pena revisitar o passado e outras geografias. Queremos o mesmo para nós?

Mundo

Mensagem filosófica aos tempos-imitações de Trump

António Rocha Martins

Serei eu, governante, tanto mais forte quanto mais amado for por uns e odiado por outros? A resposta é, enfaticamente, objetivamente, negativa, pois o ódio é incurável e procura sempre fazer mal.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)