No passado assumia-se que os corpos enterrados com objetos de combate eram homens, mas um estudo recente mais aprofundado prova que a ideia de as mulheres serem o “sexo fraco” não era popular entre a cultura viking.

Entre o século IX e X, os vikings deixaram a Noruega e invadiram em força o território inglês, chegando a governar parte considerável do território. Shane McLeod, do Centro de estudos medievais e de início da era moderna da Universidade da Austrália Ocidental, reconhece que “a maioria dos dados dá a impressão de que o número de mulheres nórdicas era largamente superado pelos dos homens”. Mas depois de ter estudado os ossos dos corpos lá enterrados, concluiu que entre um terço e metade dos guerreiros eram mulheres.

Nos últimos anos, foram descobertos mais corpos de imigrantes nórdicos femininos no leste de Inglaterra. “Um aumento do número de achados de jóias de estilo nórdico, nas duas últimas décadas, levou alguns académicos a admitir que havia um número maior de colonos do sexo feminino. Na verdade, verificou-se que existem mais peças nórdicas de vestuário feminino do que aquelas usadas ​​pelos homens “, diz o estudo, citado pelo USA Today. Os Vikings eram enterrados juntamente com os seus pertences.

Ao contrário do mito de saqueadores sem coração, os Vikings chegaram como colonizadores casados. E para destruir ainda mais mitos, as mulheres não iam apenas mais tarde para tratar da casa e da família, iam para conquistar território e combater. “Embora os resultados aqui apresentados não possam ser usados para determinar o número de colonos femininos, eles sugerem que a proporção de mulheres para homens possa situar-se entre um terço e metade”, concluiu Shane McLeod.