Uma cura para a diabetes pode estar para breve, depois de uma equipa de cientistas da Universidade de Harvard ter descoberto como criar uma grande quantidade de células produtoras de insulina que podem ser transplantadas.

A descoberta, que está a ser comparada em termos de importância, com os antibióticos, marca o ponto alto da pesquisa do professor Doug Melton, que há 23 anos tenta encontrar uma cura para a doença. Tudo começou quando o filho de Melton, Sam, foi diagnosticado com diabetes tipo 1, uma doença autoimune que faz com que o pâncreas deixe de produzir insulina, a hormona que regula os níveis de açúcar no sangue. Se o nível de glucose no sangue for demasiado elevado pode provocar danos graves nos órgãos ao longo do tempo.

A diabetes tipo 1 é diferente da diabetes tipo 2, de incidência mais comum e cujos fatores de risco incluem a obesidade e um estilo de vida sedentário. Cerca de 10% dos casos corresponde ao tipo 1, que afeta principalmente crianças e jovens. Apesar de os diabéticos conseguirem controlar os níveis de açúcar através de injeções de insulina, isso não lhes permite controlar adequadamente o metabolismo, o que pode provocar complicações como a cegueira ou a necessidade de amputação de membros do corpo.

A equipa de cientistas recorreu a células estaminais embrionárias para criar células produtoras de insulina. Por agora, estão a ser feitos testes em animais, como primatas. “Estamos a um passo da meta”, Melton, citado pelo Telegraph. Chris Mason, professor de Medicina Regenerativa na University College London, disse ao mesmo jornal britânico que a investigação é um grande avanço médico: “Se esta tecnologia resultar o impacto da mesma no tratamento da diabetes vai mudar as regras do jogo, tal como aconteceu com os antibióticos e as infeções bacterianas”.