27 de janeiro de 2015. Esta terça-feira celebram-se precisamente 70 anos desde o fim de Auschwitz, altura para uma cerimónia especial para assinalar a efeméride. O lema do evento: “Mantenham a memória viva”. Esta manhã, o presidente alemão Joachim Gauck disse que “não há identidade alemã sem Auschwitz”, explicando que as referências históricas do tempo nazi “significam muito” para todos os cidadãos da Alemanha. Ao presidente alemão, juntaram-se o presidente da Polónia, Ucrânia e da Eslovénia. O presidente polaco, Bronislaw Komorowski, referiu que os alemães fizeram da Polónia naquela altura “um cemitério de judeus”.

Cerca de 300 sobreviventes do Holocausto estão reunidos no local que marcou as suas vidas. A cerimónia acontece nos antigos campos nazi, na Polónia. Começou com um concerto de música clássica, seguindo-se um “forte aplauso” dedicado aos sobreviventes, destaca a BBC. Previsivelmente, este será o último aniversário em que estarão presentes tantos sobreviventes dos campos de concentração, uma vez que muitos já têm uma “idade avançada”.

Mordechai Ronen tem 82 anos e é um dos sobreviventes. Vive atualmente no Canadá e fez a viagem com “relutância”, conta a repórter do Telegraph no local. Disse que não estava certa de ter “força suficiente” para aguentar a emoção. Depois de rezar em hebraico, “chorou”, e disse: “Nunca mais quero voltar aqui”. A jornalista sublinha que, para muitos, esta é a primeira vez naquele espaço desde o fim da tragédia. Vieram de todos os pontos do mundo. A CNN apresenta uma reportagem interativa intitulada “Voices of Auschwitz” (Vozes de Auschwitz) com testemunhos completos de vários sobreviventes. Vários repórteres estão no local e partilham histórias no Twitter:

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