A decisão do Tribunal da Relação de Lisboa sobre o recurso das medidas de coação aplicadas a José Sócrates, em prisão preventiva desde novembro, vai ter como juiz relator Agostinho Torres, da 5ª secção criminal.

A informação consta da tabela de distribuição de processos do TRL, efetuada esta segunda-feira, que indica também que o recurso do arguido e empresário Carlos Santos Silva, amigo do ex-primeiro-ministro e também em prisão preventiva no âmbito do processo ‘Operação Marquês’ será analisado pela juíza relatora Maria da Graça Santos Silva, da 3ª secção criminal.

O advogado Gonçalo Ferreira, outro dos arguidos da operação Marquês, também apresentou recurso das medidas de coação que lhe foram aplicadas e terá como juiz relator Ricardo Cardoso, da 5ª secção.

Cabe ao relator do processo elaborar uma proposta de decisão sobre os recursos, que será votada pelo seu coletivo de juízes.

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José Sócrates foi detido a 21 de novembro, no aeroporto de Lisboa, depois de uma viagem desde Paris, e está em prisão preventiva, na cadeia de Évora, desde a madrugada de 25 de novembro de 2014.

O ex-chefe do Governo socialista está indiciado de branqueamento de capitais, fraude fiscal qualificada e corrupção.

Carlos Santos Silva, ex-administrador do Grupo Lena, está indiciado por fraude fiscal, branqueamento de capitais e corrupção.

O advogado Gonçalo Ferreira, proibido de contactos com os restantes arguidos, de se ausentar para o estrangeiro e com apresentações periódicas junto do Ministério Público, é suspeito de ter cometido os crimes de fraude fiscal e branqueamento de capitais.