A Conferência de Ministros de Meteorologia da União Africana, que será presidida nos próximos dois anos por Cabo Verde, vai elaborar um plano para proteger a situação dos países mais vulneráveis às alterações climáticas.

Em declarações aos jornalistas, a presidente do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) de Cabo Verde, Ester Araújo de Brito, considerou que os problemas dos pequenos estados insulares merecem mais atenção nos grandes fóruns e na arena internacional, pelo que será elaborado um plano de ação para a implementação e melhoria de projetos específicos nos países mais vulneráveis.

A responsável cabo-verdiana, que falava aos jornalistas no final da reunião daquela estrutura, que aconteceu na Cidade da Praia, disse que a atenção poderá ser dada aos programas para redução de riscos e dos desastres naturais e aumento de capacidade dos serviços de meteorologia para prestarem serviços de qualidade e atempados. Garantindo que Cabo Verde também vai dar continuidade aos programas em curso, Ester Araújo de Brito quer ainda mais apoio aos estados insulares na implementação de centros de investigação e de serviços climáticos.

Cabo Verde, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe são alguns dos muitos estados insulares, considerados os mais vulneráveis a nível climático. A presidente do INMG de Cabo Verde indicou que a aprovação do dia 26 junho como Dia Africano de Meteorologia e de uma estratégia integrada para o continente e a mobilização de recursos foram as principais recomendações. Cabo Verde assumiu hoje a presidência da Conferência de Ministros de Meteorologia da União Africana, estabelecida em 2010, e cuja IV edição vai acontecer na Tunísia, em 2017.

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