Luís Figo apresentou na manhã desta quinta-feira a candidatura à presidência da FIFA, o órgão que regula o futebol mundial. Numa cerimónia realizada no estádio de Wembley, em Inglaterra, o ex-jogador apresentou os principais pontos do manifesto eleitoral, que, entre outras coisas, prevê o alargamento dos campeonatos mundiais de futebol a 48 equipas, em vez das atuais 32.

“Algo tem de mudar”, disse Figo no início da conferência de imprensa, antes de anunciar algumas das medidas que prevê tomar se for eleito. No caso dos Mundiais, o aumento do número de seleções em jogo levaria à criação de dois torneios, cada um de 24 equipas, a decorrer simultaneamente em dois continentes.

Além das propostas que dizem respeito aos Mundiais, a ex-estrela da seleção nacional quer fazer um “debate real e estruturado” sobre a introdução de novas tecnologias nos jogos, que ajudem os árbitros a decidir sobre lances difíceis ou golos duvidosos.

Por outro lado, Figo quer ver de novo instituída a antiga regra de fora de jogo, na qual qualquer jogador, mesmo que não participe numa jogada, está em fora de jogo quando estiver posicionado atrás do último defesa da equipa adversária.

“Não sou o género de pessoa que se senta comodamente e recusa atuar”, disse Luís Figo, para quem a credibilidade da FIFA foi afetada seriamente nos últimos anos devido aos escândalos de alegada corrupção em que se tem visto envolvida. E de que Joseph Blatter, atual líder da organização, é o principal rosto. Figo diz que respeita o atual presidente da FIFA e os seus “feitos positivos”, mas acrescenta que “às vezes, chega-se a um ponto em que é necessária uma mudança”, uma ideia que repetiu diversas vezes ao longo da conferência.

Além da federação portuguesa, Figo é apoiado ainda pelas federações da Dinamarca, do Luxemburgo, do Montenegro, da Macedónia e da Polónia, o que, para já, representa uma gota no oceano face aos apoios que Blatter recolhe.

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